
•Um
dos mestres do socialismo democrático francês, defensor do
pluralismo político, da planificação democrática. Opositor ao
bolchevismo, considerando o mesmo como blanquista, contrário à
tradição socialista. Jurista, literato e crítico de teatro. De
origens judaicas. Depois de uma carreira como auditor no Conselho de
Estado, desperta para a política com a questão Dreyfus. Funda, com
Jaurès, L’Humanité, em 1904. Eleito deputado a partir de
1919. Encarregado da redacção do programa de acção dos socialistas,
passa a director do jornal Le Populaire, que desde 1920 se
opõe aos comunistas. Apesar de se assumir como marxista, entende o
socialismo à maneira de Jaurès, como um sentimento da solidariedade
humana e como uma exigência da consciência. Torna-se chefe do grupo
parlamentar socialista. Apoia a formação do cartel das esquerdas
em 1924, sustentando governos radicais, mas, até 1936, concebe, para
os socialistas, uma política de soutien sans participation.
Em 1926 salienta que os socialistas tanto podem assumir a
conquista do poder, pela via revolucionária, como o exercício
do poder, a gestão da ordem legal republicana, através de uma
maioria parlamentar, com respeito das regras constitucionais.
•Presidente
do conselho de ministros francês com a Front Populaire entre
4 de Junho de 1936 e 21 de Junho de 1937 e de 13 de Março a 8 de
Abril de 1938, assumindo, no intervalo, as funções de
vice-presidente do conselho. Autoriza em Junho de 1940 que dois
socialistas participem no governo de Pétain, apesar de, no mês
seguinte, ser um dos oitenta deputados que recusam plenos poderes ao
velho marechal. Preso na Alemanha durante a Guerra.. Volta à
chefia do governo entre 13 de Dezembro de 1946 e 16 de Janeiro de
1947. Publica em1945 À l’Échelle Humaine, obra escrita em
1941, onde defende a social-democracia como o processo de
passagem do capitalismo para o socialismo, conservando as liberdades
tradicionais. Advoga um socialismo humanista que não é
fatalismo nem determinismo, tal como também não se configuar como
resignação nem cinismo, devendo libertar a pessoa humana de todas
as servidões que a oprimem..2711
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