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Fernando Pessoa, em 1928, numa edição do Núcleo de Acção Nacional, publica um texto subtitulado Defesa
e Justificação da Ditadura Militar em Portugal, onde analisa a subida ao
poder de Salazar.
Considera que gradualmente se sentia a sua chefia, foi primeiro um prestígio de pasmo, pela diferença
entre ele todas as espécies de chefes políticos que o povo conhecesse;
veio depois o prestígio administrativo; do financeiro - prestígio que o povo,
incapaz de criticar ou de perceber uma obra financeira - imediatamente aceitou
em virtude do prestígio já dado. E isto porque todo o prestígio consiste na posse, pelo prestigiado, de qualidades que
o prestigiador não tem e se sente incapaz de ter.
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