Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004

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ANO:1905


SUMÁRIO:
Destaques Cronologia Acontecimentos Bibliografia Personalidades Livros do Ano Falecimentos e Nascimentos

I – DESTAQUES

PORTUGALMUNDO

Política

· Eleições (Fevereiro)

· Morte de Costa Cabral (Fevereiro)

· Novo Contrato do Tabacos (Abril), anteriormente denunciado (Fevereiro)

· Comício da dissidência progressista (Novembro)

· Comício Republicano (Dezembro)

· Governo Liberal, em Inglaterra, Campbell-Bannerman (1905-1908)

·

·

Ideias

· Basílio Teles publica Do Ultimatum ao 31 de Janeiro, um balanço histórico da revolta republicana de 1891

· Aparece a American Sociological Society

· Fundada a Ligue d’Action Française

 

 

 

II – CRONOLOGIA

NACIONAL

· Fevereiro

4 Campanha eleitoral dos republicanos. Manifestação republicana de apoio a Bernardino Machado em Lisboa.

12 Eleições

19 Morte de Costa Cabral

23 Denunciado o contrato dos tabacos

· Março

22 Rainha Alexandra de Inglaterra chega a Lisboa

27 Visita do kaiser Guilherme II, a Lisboa

· Abril

3 De 27 de Março a 30 de Março, visita do kaiser Guilherme II

5 Fornada de pares (Espregueira, Dias Ferreira, Veiga Beirão, Ressano Garcia, Augusto José da Cunha, Alexandre cabral, José Maria Alpoim e Eduardo Vilaça).

26 Apresentado o novo contrato dos tabacos na Câmara dos Deputados, com ataques de João Arroio e Teixeira de Sousa.

 

· Maio

2 Surge a dissidência de José Maria de Alpoim por causa do contrato dos tabacos. Acompanham-no, entre outros, Abel Botelho, Caeiro da Mata, Joaquim Pedro Martins, Francisco Fernandes, o visconde de Algés, visconde de Penalva, visconde do Ameal, os advogados Sousa Costa e Pereira Reis; o jornalista Santos Tavares; os futuros democráticos Barbosa de Magalhães e Mota Veiga; o futuro evolucionista, centrista e sidonista, Egas Moniz, médico, o único português até agora galardoado com o Prémio Nobel.

11 Remodelação: Artur Pinto Miranda Montenegro substitui José Maria de Alpoim na justiça.

28 João Franco visita o Porto.

 

· Junho

10 Visita Lisboa uma divisão naval inglesa

14 Morte de Chanceleiros

· Agosto

16 Reabrem as Cortes, no mesmo dia em que morre Emídio Navarro.

30 Dias Ferreira faz um discurso na Câmara dos Pares onde defende a constituição de grandes partidos políticos

· Setembro

1 Cenas de pugilato na Câmara dos Pares entre Dantas Baracho e Pereira Dias.

5 João Arroio discursa na Câmara dos Pares criticando Espregueira

8 O dissidente progressista Joaquim Pedro Martins discursa na Câmara dos Deputados contra o contrato dos tabacos

· Outubro

19 Morte de Mariano Cirilo de Carvalho.

27 Presidente francês Emile Loubet visita Lisboa. Republicanos promovem-lhe manifestações.

· Novembro

19 Comício dos dissidentes progressistas. Discursos de João Pinto dos Santos, Egas Moniz e Joaquim Pedro Martins. O republicano Brito Camacho também faz uma intervenção.

20 D. Carlos parte para Paris

· Dezembro

10 Comício dos republicanos, na Estefânia. Discursos de Afonso Costa, António José de Almeida e Brito Camacho.

28 Nova remodelação governamental. José Capelo de Franco Frazão, conde de Penha Garcia, ex-franquista, substitui Manuel Afonso Espregueira na fazenda; José Matias Nunes substitui Sebastião Teles na guerra; António Ferreira Cabral Pais do Amaral substitui D. João de Alarcão nas obras públicas.

 

 

 

INTERNACIONAL

·

· Ainda em 1905...

- Independência da Noruega. (Kongeriket Norge) 324 000 km2 e 4 273 000 hab. Integrado na Dinamarca de 1381 a 1814 e na Suécia de 1814 a 1905.

 

 

III - ACONTECIMENTOS DO ANO

Pogrom Palavra russa que significa devastação. Diz-se de perseguição popular a uma minoria étnica ou religiosa, nomeadamente de judeus. Na Rússia foram especialmente intensos no ano de 1905. Estima-se que os motins tiveram como consequência a morte de um milhar judeus.

 

 

 

 

SFIO Em 1901 os blanquistas e os guesdistas fundam o Partido Socialista de França (cerca de cinquenta deputados nas eleições de 1903), enquanto em 1902, socialistas independentes e possibilistas formam o Partido Socialista Francês. Estes dois movimentos unificam-se em 1905 na SFIO (Section Française de l'International Ouvrière). Destaca-se como dirigente Jean Jaurès, adepto de uma aliança com os radicais. No ano seguinte Jaurés entra em ruptura com Clemenceau, criticando a política colonial e a eventual participação na guerra. Jaurès é assassinado em 31 de Julho de 1914, mas a maioria dos socialistas acaba por apoiar o esforço de guerra e alguns são mobilizados para o governo da União Sagrada. Em Dezembro de 1920, a maioria da SFIO constitui a SFIC (Section Française de l'International Communiste) que tem como órgão L'Humanité. A minoria mantém o nome de SFIC e permanece na II Internacional, editando Le Populaire, dirigido por Jean Longuet, e contando com o apoio da CGT. Este último grupo, dominado por Léon Blum, com o apoio de Paul Faure, acaba por aliar-se aos radicais. Ganham as eleições de Maio de 1936 e constituem a Frente Popular, surgindo um governo presidido por Léon Blum, que subscreve os Acordos de Matignon, consagrando o direito às férias e a semana das 40 horas. Em 1940, 90 dos 126 deputados da SFIC apoiam Pétain. Alguns acabam por aderir à Revolução nacional, mas a maioria integra-se na Resistência.

 

 

Guildismo Movimento que se desenvolve em Inglaterra no começo do século XX. Defende a união dos trabalhadores em guildas tendo em vista a fiscalização da produção. Influenciado por Buchez, Ketteler e Mun, mistura as ideias socialistas com algumas das propostas dos movimentos sociais cristãos e coroporativos. No plano político global, o movimento é assumidamente pluralista, contra o Estado Servil e o soberanismo. Defende a autonomia dos grupos dentro do Estado, entendido como Estado Supletivo e o consequente federalismo. Não deixa de propor uma espécie de regresso ao espírito medieval, nomeadamente pelo elogio daquilo que mais tarde será qualificado como pequena e média empresa. Tem como principais doutrinadores Chesterton e H. Belloc. Começa em 1905, como puro movimento intelectual, principalmente pela acção da revista New Age. Mas em 1915 desce ao terreno com a criação da National Guilds League. Outros teóricos do movimento são A. J. Penty, A. R. Orage, S. G. Hobson, G.D. H. Cole e G. R. S. Taylor.

 

 

IV – BIBLIOGRAFIA

AUTORES

OBRAS

ACTON, Lord

History (The) of Freedom and Other Essays, Cambridge, 1905

ARRIAGA, José de

Oitenta Anos de Constitucionalismo Outorgado,1905

BOM, Gustave Le

évolution de la Matière, 1905

DICEY, Albert Venn

Lectures on Law and Public Opinion in England during the Nineteenth Century, Londres, Macmillan, 1905.

DUBOIS, Web

Niagara Movement, 1905

GOODNOW, Frank J.

The Principles of the Administrative Law of the United States, 1905.

JEVONS, William Stanley

Principles of Economics, 1905.

LIMA, José Lobo d’ávila

Movimento Operário em Portugal¸Lisboa, Livraria Ferreira, 1905

MAHAN

Sea Power and its Relations to the War of 1812, 1905

MAURRAS

Avenir (L’) de l'Intelligence, 1905

PéGUY, Charles

Nôtre Patrie, 1905

RATZENHOFER

Soziologie, 1905

SANTAYANA

Reason in Society, Nova Iorque, 1905

TELES, Basílio

Ultimatum (Do) ao 31 de Janeiro. Esboço de História Política, 1905

UNAMUNO, Miguel de

Vida de Don Quijote y Sancho,1905

WOBBLIES

Industrial Workers of the World, 1905

 

 

V - PERSONALIDADES DO ANO

Teles, Basílio (1856-1923) Estuda na Academia Politécnica e na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Um dos organizadores da revolta de 31 de Janeiro de 1891. Publica em 1905, Do Ultimatum ao 31 de Janeiro. Filiado no Partido Republicano. Amigo de Duarte Leite. Nomeado ministro da fazenda em 5 de Outubro de 1910 e ministro da guerra em 15 de Maio de 1915, não tomou posse dos dois lugares. Entra em frontal oposição ao grupo de Afonso Costa. Publica em 1911 As Ditaduras. Ver Raul Brandão, Memórias III, pp. 169 ss.

· As Dictaduras, Famalicão, 1911

· O Regime Revolucionário, Famalicão, 1911

 

 

Silva, Fernando Emygdio da (1886-1972) Professor da Faculdade de Direito de Lisboa. Licenciado por Coimbra em 1907, doutor em 1911, logo se transfere para a nova escola jurídica de Lisboa, onde funda o grupo de Ciências Económicas. Destaca-se como regente da cadeira de Finanças. Colunista no Diário de Notícias desde 1902. Administrador do Banco de Portugal a partir de 1919, assumindo o cargo de Vice-Governador da instituição em 1931. Procurador à Câmara Corporativa desde 1935, é o relator do II Plano de Fomento, em 1954. Director da Faculdade de Direito de Lisboa em 1950-1953. Ligado à fundação do Jardim Zoológico de Lisboa.

· O Operariado Português na questão social, Lisboa, Tipografia Social, 1905

· O Regime Tributário das Colónias Portuguesas, 1906

· Seguros Mútuos, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1911

· As Greves, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1913

· Lições de Economia Social, coligidas por José de Azeredo Perdigão, Lisboa, 1916

· O Problema Financeiro Português, 1920

 

 

Santayana, Jorge ou George (1863-1952) Nasce em Madrid, mas emigra logo em 1872 para os Estados Unidos da América, sendo educado em Harvard, onde acaba por ser professor até 1912, oonde tem como discípulo T. S. Elliot. A partir de então vive em Roma. Um dos teóricos do chamado humanismo estético, para quem a religião, tal como a poesia e o mito, é uma expressão de um valor estético e que o próprio Deus é o mais alto símbolo dos ideais humanos mais elevados. Salienta também que as essências são meras formas ou modos da matéria. Porque o espírito, enquanto parcela da matéria é capaz de intuir as essências.

As palavras na política

Considera que uma coisa é a palavra ser utilizada para designar, para dar sinal de coisas, pessoas e lugares, o que é típico da linguagem da ciência, outra é a palavra começar a designar ideias, como acontece nas artes liberais, como a poesia, a lógica, a dialéctica ou a gramática. Ora, na política, as ideias aparecem no nosso pensamento... por impacto dos corpos vizinhos, sendo passadas de boca em boca, carregadas de julgamentos. Ora, não é com intuições puras de essências puras que o estadista ou o cidadão trata as suas ideias: o seu interesse adere aos factos, a acontecimentos recentes ou possíveis. Em política reduzimos as ideias a unidades globulares inteiramente relativas à nossa convivência, pelo que as ideias poderão tornar-se força, porque força lhes é atribuída, já que as ideias propriamente ditas, têm apenas relações ideais, essenciais.

Considerando que uma teoria não é algo vazio de emoções, salienta que Hegel era gnóstico e para ele, como para os gnósticos, o Filho aboliu o Pai e o Logos estava em tudo. Mas uma tal forma de adoração da forma é idolatria.

A Renascença e a Reforma

" o cristianismo foi a princípio uma combinação da teologia grega com a moralidade judaica; combinação instável, na qual um dos elementos teria inevitavelmente de desaparecer; no catolicismo o elemento grego, ou pagão, triunfou; no protestantismo, a severa moral hebraica. Um produziu a Renascença; outro, a Reforma. "

considerar pagã essa filosofia germânica do eu, "procurando sobrepôr a inteligência como princípio e fim de si mesma, às evidências contantes do ser".

O Estado

o Estado pode ser um monstro, "mas a sua tirania centralizada tem a virtude de abolir a miscelânea de inumeráveis pequenas tiranias que outrora aterrorizavam e confinavam a vida. Um pirata único, que calmamente arrecad tributos, é preferível a cem piratas que os exijam sem aviso e sem limites".

Considera que "milhares de reformas deixaram o Mundo tão corrupto como antes, porque cada reforma vitoriosa cria uma nova instituição e esta instituição desenvolve abusos congénitos"

O império da paz universal

Neste sentido, defende que "a ordem universal já uma vez sonhada e nominalmente quase estabelecida, é o império da paz universal". Considera que deveria estabelecer-se uma timocracia, um governo de homens de mérito e de honra, onde "a única igualdade subsistente seria a de oportunidades"

· The Sense of Beauty,Nova York, 1896.

· Reason in Society,Nova York, 1905.

· The Life of Reason,Nova York, 1905-1906.

· Soliloquies in England and Later Soliloquies,1922.

· Sceticism and Animal Faith,Nova York, 1923.

· The Realms of Beeing, Nova York, 1927-1940, 4 vols.

· The Realm of Spirit,Nova York, 1940.

· Winds of Doctrine, Nova York, 1940.

· Dominations and Powers, Nova York, 1951.

· Reflections on Liberty, Society and Government.

· The Birth of Reason and other Essays,Nova York, Columbia University Press, 1968; (Cfr. trad. port. Alternativas para o Liberalismo e Outros Ensaios, Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1970).

 

 

Maurras, Charles Marie-Pothius (1868-1952). O principal organizador intelectual da Action Française que, a partir de 1908, passa a publicar um jornal diário com o mesmo nome, até 1944. Defensor de um nacionalismo integral através da instauração de uma monarquia tradicional, hereditária, anti-parlamentar e descentralizada que se assume contra os protestantes, os judeus, os metecos e os maçons. Proclama la France, seulement la France. Discípulo do positivismo de Comte, influenciado por Tour du Pin. Distancia-se do nacionalismo místico e republicano de Maurice Barrès e de Charles Péguy. Onde estes são emotivos, Maurras assume-se como lógico e racional, contra o romantismo. Invoca, assim, uma concepção experimental e o primado da política. Considera que a necessidade da monarquia pode demonstrar-se pela dedução, tão rigorosamente quanto se demonstra um teorema. Adopta o chamado naturalismo social e o empirismo organizador. Condenado a prisão perpétua em 1945. Influencia o Integralismo Lusitano e é um dos inspiradores de Salazar. Importa salienta quatro linhas de força do respectivo pensamento: o racionalismo, o carácter não-cristão, o anti-estatismo e o doutrinarismo. A perspectiva racionalismo pretende sobretudo insurgir-se contra o romantismo que, segundo as palavras do autor, não passa de uma consequência literária, filosófica e moral da Revolução, contra a inteligência clássica e a ideia de civilização como contrução da razão, a partir do espírito greco-latino. Em segundo lugar, Maurras não era cristão, considerando que há no evangelho um almanaque para formar um bom demagogo anarquista. Contudo, na hora da morte ter-se-á convertido, declarando: estou cansado de raciocinar. Em terceiro lugar assume uma perspectiva não-estatista, considerando que a sociedade, tanto espiritual como temporal, é anterior – lógica e historicamente – ao Estado. Neste sentido diverge radicalmente da perspectiva de Mussolini, salientando que quando o Estado se torna tudo, o Estado não é mais nada. Assim, é um claro adepto da descentralização. Finalmente assume uma perspectiva doutrinarista, assumindo-se, por um lado, contra a hipótese de um chefe carismático e, por outro, contra o despotismo. Esta atitude derivou, sobretudo, do facto de ter experimentado o fracasso de Boulanger, considerando que não há nenhuma possibilidade de resistência da coisa pública sem doutrina.

· Enquête sur la Monarchie,1900, 1901 e 1903.

· L'Avenir de l'Intelligence,1905.

· Dictionnaire Politique et Critique,Ed. de Pierre Chardon, Paris, Librairie Arthème Fayard, 5 vols., 1932-1934.

· Mes Idées Politiques,Recolha de textos de Pierre Chardron, 1937; (Ver a reed. de Pierre Gaxotte, Paris, Albatros, 1986).

· La République et le Roi, Correspondance Inédit, Paris, Plon, 1970; (Correspondência entre Charles Maurras e Maurice Barrès, com prefácio e notas de Guy Dupré).

· De la Politique Naturelle au Nationalisme Intégrale,Paris, Vrin, 1972.

· Oeuvres Capitales. Essais Politiques,Paris, éditions Flammarion, 1973.

 

 

Machlup, Fritz (1928-1983) Economista, Doutor por Viena, discípulo de Von Mises. Um dos fundadores da Societé du Mont Pelérin. Professor nos Estados Unidos desde os anos trinta.

· Beiträge zur Analyse der Empfindungen,1886.

· Erkenntnis und Irrtum,1905

 

 

Antero, Adriano (1846-1934) Historiador económico português. De formação jurídica. Deputado progressista, afecto a José Luciano de Castro, autor de uma História Económica, editada entre 1905 e 1925.

 

 

VI - LIVROS DO ANO

Motta, Aristides Moreira, Autonomia Administrativa dos Açores [1ª ed., 1905], Ponta Delgada, Jornal de Cultura, 1994..

 

 

VII – FALECIMENTOS

FALECIMENTOS

NASCIMENTOS

CARVALHO, Mariano Cirilo de (1836-1905)

NAVARRO, Emídio Júlio (1844-1905)

RECLUS, Jean-Jacques Elisée (1830-1905)

ARCHER, Maria (n. 1905)

ARON, Raymond Claude Ferdinand (1905-1983)

BURNHAM, James (n.1905)

BURNS, James H. (N. 1905

CANETTI, Elias (1905-1994)

CARLOS, Adelino da Palma (1905-1992)

FRENAY, Henri (1905-1988)

GOMULKA, Wladyslaw (n. 1905)

KOESTLER, Arthur 1905-1983

LEITE, João Pinto da Costa (1905-1975)

MORGENTHAU, Hans Joachim (1905-1980)

MOUNIER, Emmanuel (1905-1950)

PALLIERI, Giorgio Balladore (N. 1905)

RAND, Ayn (1905-1982)

REGO, António da Silva (n. 1905)

RIBEIRO, Álvaro (1905-1981)

SARTRE, Jean-Paul (1905-1980)


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© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 02-05-2009 © José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 02-05-2009