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ANO:1921

 


SUMÁRIO:
Destaques Cronologia Acontecimentos Bibliografia Personalidades Livros do Ano Falecimentos e Nascimentos

I – DESTAQUES

PORTUGALMUNDO

Política

· Governo de Bernardino Machado (Março)

· Fundação do PCP (Março)

· Lei das 8 horas de trabalho (Maio)

· Sublevação da GNR (Maio)

· Governo de Tomás de Barros Queirós (Maio)

· Eleições. Vitória dos Liberais (Julho)

· Governo de António Granjo (Agosto)

· Começo da polémica em torno de um hipotético empréstimo de 50 milhões de USD (Agosto)

· Golpe de Estado abortado (Agosto)

· Golpe outubrista e Noite sangrenta (Outubro)

· Primeiro governo outubrista (Outubro)

· Governo de Cunha Leal (Dezembro)

· Na Rússia, revolta de Kronstadt (Fevereiro)

· X congresso do Partido Bolchevique (Março)

· NEP (nova política económica), na Rússia.

· Tratado de Riga. Fim da guerra russo-polaca (Abril)

· Eleições na Irlanda. Acordo de divisão da ilha (Maio)

· Fundação do Partido Comunista Chinês (Maio)

· III congresso do Komintern (Junho)

Ideias

· Seara Nova

·

·

·

 

 

 

II – CRONOLOGIA

NACIONAL

· Janeiro

4 Apoio do patronato a Liberato Pinto. Delegação de Associação Industrial Portuguesa, com Alfredo da Silva, sugere a Liberato Pinto que Portugal seria salvo se ele decidisse a ir sem hesitação até onde for necessário.

5 Raul Esteves é alvejado a tiro.

6 Alteração do regime cerealífero.

9 Reabre o parlamento. Proposta de orçamento em 12 de Janeiro.

9 e 10 Congresso da Confederação Patronal Portuguesa. Reúne 60 associações (22 comerciais; 15 mistas e 4 industriais), incluindo a ACAP. Fora criada em 1920.

27 Bases do futuro partido comunista. A Batalha publica as bases programáticas do Partido Comunista Português a criar futuramente.

29 São interrompidos os trabalhos parlamentares até 10 de Fevereiro.

· Fevereiro

3 Na Câmara dos Deputados, Ramada Curto chama aos democráticos essa grande cooperativa de produção e consumo.

11 O governo demite-se. Segue-se uma crise ministerial de longa duração.

- Júlio Martins, que havia deixado o cargo de ministro da marinha, uma semana antes, salienta que a nossa marinha de guerra não tem um navio capaz de dar um tiro e possui, no entanto, vinte e três almirantes. Tinha sido desrespeitado pelo comandante do Centro de Aviação Marítima e não obteve solidariedade do governo. Mais observa: esta República, com dez anos apenas, por momentos parece viver uma velhice precoce …em Portugal todos mandam menos o Governo; todos têm força menos o Governo. Em Portugal a função dos Governos é transigir, transigir numa transigênciaa que é uma abdicação.

16 e 18 Convidados Tomé de Barros Queirós e Augusto Soares para formarem governo, acabam por desistir. Barros Queirós reconhece expressamente a pulverização dos partidos. Bernardino é convidado no dia 25.

21 Leote do Rego continua a criticar a política da marinha: oitenta por cento das verbas vão para pessoal e vinte por cento para material. Onde em 1910 havia uma esquadra de 34 000 toneladas, ei-la agora apenas com 22 000 toneladas, parte delas a apodrecer no Tejo, apesar do aumento desmesurado dos oficiais.

· Março

2 Constituído o Governo de Bernardino Machado. Seis dos sete ministros conservam as mesmas pastas. Três democráticos, três reconstituintes e dois populares.

7 Apresentação parlamentar. Oposição de liberais.

11 Comandante da GNR apoia o governo. O General Pedroso Lima proclama a Bernardino Machado: na Guarda Republicana não há políticos nem se apoiam políticos.

16 Fundação do PCP, a partir da Federação Maximalista Portuguesa de Manuel Ribeiro. A reunião fundadora teve lugar na sede da Associação dos Empregados de Escritório.

19 Liberato Pinto é suspenso. Autorizara o capitão Jaime Baptista, das metralhadoras pesadas, a que saísse para exercícios e não submetera o assunto ao comandante da GNR, o general Pedroso Lima. General Correia Barreto é nomeado sindicante.

22 Começa a viagem aérea Lisboa/ Funchal de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Utilizado o sextante pela primeira vez.

30 Liberato Pinto é demitido de chefe de estado maior da GNR em 30 de Março.

- Senado vota favoravelmente a amnistia proposta anteriormente por Jacinto Nunes.

· Abril

9 Tumulação, no mosteiro da Batalha, de dois soldados desconhecidos (um da Flandres e outro de áfrica). Participam bispos, bem como o marechal Joffre. Ambiente de grande emoção patriótica e discursos conciliadores do presidente da república e dos eclesiásticos.

- No mesmo dia, greve dos manipuladores de pão. Lançadas bombas.

30 Congresso dos sindicatos patronais agrícolas manifesta-se contra a importação de trigo. Intervenção de José Pequito Rebelo.

· Maio

4 Portugal Durão assume a pasta da agricultura, até então gerida interinamente por Bernardino Machado, o democrático Portugal Durão. Pouco permanecerá nessas funções, dado que em 16 de Maio o seu colega das finanças, António Maria da Silva apresentava uma proposta de reorganização do ministério da agricultura, sem que o seu novo titular tivesse sido ouvido atempadamente.

- No mesmo dia, poderes extraordinários para o executivo. é renovada a autorização de 7 de Agosto de 1920 para o poder executivo poder estabelecer ou suprimir qualquer liberdade de comércio ou de trânsito de géneros de primeira necessidade.

8 Lei do horário de trabalho das 8 horas. Proposta de Vasco Borges.

17 Exonerado o major Marreiros, director da Polícia de Segurança do Estado.

- Gomes da Costa é nomeado comandante da 4ª divisão militar, com sede em évora.

18 Em Alenquer, a Conferência Regional Anarquista cria a União Anarquista Portuguesa

19 Portugal Durão sai do governo e Bernardino Machado voltava à interinidade de uma pasta, onde praticou uma política de liberdade de comércio, ao contrário do modelo intervencionista do anterior gabinete. Conforme vai reconhecer Bernardino, no manifesto de 26 de Março de 1922, economicamente, propusemo-nos organizar a produção pelo auxílio aos seus sindicatos, o consumo pelo desenvolvimento cooperativista e o comércio pela transformação do regime coercitivo de guerra no regime normal dos mercados entregues à acção dirigente das associações das forças vivas, sob o controle superior do Estado, e, transitoriamente, enquanto não fosse dispensável, com a sua concorrência desinteressada.

21 Sublevação da GNR de sectores afectos a Liberato Pinto, mas o governo, principalmente através da acção de Júlio Martins, organizou um contragolpe vitorioso que teve o apoio da marinha. O major Marreiros, chefe da polícia política, informara o major Gilberto Mota, da GNR, que estava preparado um movimento destinado a elevar Bernardino Machado a presidente, com Álvaro de Castro a chefiar o governo.Outros chefes da revolta são o capitão-tenente Procópio de Freitas e o capitão Tribolet. O golpe terá sido apoiado por Machado Santos. Pelo menos, Gomes da Costa, demite-se da Federação Nacional Republicana em 24 de Maio, invocando tal apoio.

23 O governo pede a demissão. Augusto Soares é convidado a formar governo, mas acaba por recusar.

- No mesmo dia, constituído o governo liberal de Tomé de Barros Queirós. Domina a facção liberal dos ex-unionistas.

26 Novo regime cerealífero (decreto nº 7 524)

· Junho

1 Dissolução parlamentar

- Suspensos os trabalhos dos bairros sociais

16 Nota oficiosa do comité central da CGT responde à criação do PCP

23 Publicado o programa governativo. Promete medidas tendentes à normalização da liberdade de trânsito e de comércio de todos os géneros e produtos.

26 Manifesto de Baiona de D. Maria Aldegundes de Bragança, tutora de D. Duarte Nuno. onde se defende a monarquia tradicionalista.

· Julho

1 Partido legitimista anuncia acção conjunta com o Integralismo Lusitano, face ao Manifesto de Baiona

6 Protestos da Associação Industrial portuguesa contra o aumento da contribuição industrial.

7 Publicada a declaração de princípios do PCP que integra no seu seio as antigas Juventudes Sindicalistas da CGT, dirigidas por José de Sousa. CGT logo critica o estatismo tentacular dos bolcheviques.

- No mesmo dia, Surge o jornal Imprensa da Manhã. Será subsidiado por Alfredo da Silva, que lhe chama uma amante cara, e por Fausto de Figueiredo. Terá papel fundamental no desencadeamento da revolução outubrista.

- Ainda a 7, liberdade de comércio para o carvão vegetal.

9 Liberdade de comércio para os azeites nacionais ou importados.

10 Eleições. Vitória dos liberais. 50% para os liberais (88 deputados), 30% para os democráticos (54 deputados) e 15% para os reconstituintes. Um jovem assistente universitário de Coimbra, António de Oliveira Salazar chega a ser eleito por Guimarães, pelo Centro Católico.

18 Liberdade de comércio para a manteiga nacional.

25 Início dos trabalhos parlamentares.

- Surgem os primeiros doutores em direito entre os alunos que aí fizeram integralmente o curso e que sairam licenciados em 1920. O primeiro é Armindo Rodrigues Monteiro. O segundo António Pinto de Meireles Barriga.

· Agosto

1 Apresentação parlamentar do governo de B. Queirós. O antigo ministro do governo provisório da República, reitor da Universidade de Coimbra, regressando à política como deputado, declara no parlamento, nesse mesmo dia 1 que a pátria está sobre um vulcão.

3 Apresentado pacote de medidas financeiras.

5 Proposta de remodelação do exército.

- O governo demite-se depois de falhar um empréstimo externo de 50 milhões de dólares que Afonso Costa prometera conseguir dos norte-americanos. Fora encarregado pelo anterior governo de negociar com agentes da War Finance Corporation, firmando um contrato provisório. Mas os norte-americanos não passavam de meros vigaristas.

10 Granjo demite-se, em conflito com o ministro da guerra.

26 Demissão colectiva do governo. Falhara o projecto financeiro de aumento das receitas sem aumento dos impostos. Barros Queirós queixa-se da intriga: em Portugal, no campo político, não se discutem ideias, discutem-se homens para os arruinar, como de dessa demolição não adviesse um grave mal para o regime e para o País.

30 Lavoura contra o pão barato. Reunião magna da ACAP considera um erro a política do pão barato. Participam Pequito Rebelo, Fernandes de Oliveira e Anselmo de Andrade. Ambiente de grande unidade dos agrários no sentido da defesa do proteccionismo constante do modelo da Lei Elvino de Brito. Os vinhateiros do Ribatejo, vivendo em crise de exportações apoiam os produtores de trigo. Até os sindicalista do Alentejo são favoráveis ao proteccionismo

- Também neste dia, é constituído o governo de António Granjo.Uma experiência governamental republicano-conservadora liderada por António Granjo. Domina a ala dos ex-evolucionistas que integram os liberais. Há uma forte oposição dos populares, também eles ex-evolucionistas, liderados por Júlio Martins, que conseguem federar os sindicalistas, os adeptos de Liberato Pinto e os membros da esquerda dos democráticos, dominada pelo Grupo dos 13 e pelo Centro Radical António Maria Baptista.

31 Apresentação parlamentar. Neutralidade dos católicos; cepticismo dos reconstituintes; quanto aos democráticos prometem fiscalização patriótica e republicana. Granjo é acusado de vendido às Moagens, de reaccionário e de monárquico. O escândalo dos cinquenta milhões de dólares domina as discussões parlamentares. Ataques especialmente virulentos da Imprensa da Manhã, a voz de Liberato Pinto, subsidiada por Alfredo da Silva e Fausto de Figueiredo.

- Lei nº 1193 do dia 31 determina que os direitos aduaneiros sejam pagos integralmente em ouro, reforçando o disposto no decreto de 9 de Abril de 1918.

· Setembro

1 Discurso antiparlamentar de António Luís Gomes. Considera que o sistema parlamentar está condenado por causa do regime de mentira, ao mesmo tempo que os ministros são uns verdadeiros crimonosos que estão a arrancar o sangue do povo português. Conclui salientando: cada vez enjoo mais a política. Nunca entrei para partido algum, porque os partidos da República têm colocado os homens acima dos partidos … Por isso é que os homens de bem se retraem, afastando-se da política.

- Artigo em O Século, no dia 1, sobre a crise das subsistências considera que a classe média ficou entre o martelo e a bigorna.

4 Confirmada a burla do empréstimo dos 50 milhões de contos através de comunicação diplomática do visconde de Alte. O gabinete de Barros Queirós já conhecia a trama desde 28 de Agosto.

5 Regresso da questão religiosa. Comício em Loures, com violentos discursos anticatólicos. Declarações de António Granjo no Senado, em 2 de Setembro são desvirtudas pelo relato parlamentar do Diário de Notícias, quando se refere que Granjo reconhecia a religião católica como a única do país.

6 Decreto cria a Inspecção do Comércio de Câmbios.

- Crise Cambial. A cotação da libra que se situava em 28$44,4 em Novembro de 1920 passa para 38$59,2.

8 Cunha Leal interpela o ministro das finanças sobre a questão do empréstimo dos 50 milhões de contos. Sobre os boatos que correm, Vicente Ferreira apenas diz fumo. Na Câmara dos Deputados, intensos ataques aos banqueiros portugueses que serviram de intermediários no processo.

10 Confimada pelo Conselho Superior de Disciplina do Exército a punição a Liberato Pinto, um ano de detenção. Surge campanha da Imprensa da Manhã em apoio de Liberato.

16 Escândalo com subsídios a jornais. O deputado Carvalho da Silva denuncia o facto do governo ter indemnizado com 4 500 contos indivíduos e empresas consideradas vítimas da última revolução. Jornais O Mundo e O Portugal, afectos aos democráticos, são contemplados com 260 e 330 contos, respectivamente.

17 Os trabalhos parlamentares são suspensos até 7 de Novembro.

19 Publicada novo regime cerealífero (lei nº 1 213), criando três tipos de pão e de farinha. Regresso aos preços de 1899, actualizados pelo câmputo ouro.

30 Abortado um golpe de Estado. O chefe da conjura é o tenente-coronel Manuel Maria Coelho, com o capitão de fragata Procópio de Freitas e os oficiais da GNR Camilo de Oliveira e Cortês dos Santos. Presos alguns desses cabecilhas, eles são depois libertados por Granjo. Entre os presos, o coronel Xavier Ferreira, Orlando Marçal, Sebastião Correia e Procópio de Freitas.

· Outubro

- Surge um esboço de movimento de salvação pública, subscrito por José de Castro, António Luís Gomes, Jaime Cortesão, João de Deus Ramos, Francisco António Correia, Ramada Curto, Cunha leal, Leonardo Coimbra e Sá Cardoso.

19 Golpe outubrista. Noite sangrenta. Noite Sangrenta, onde são assassinados o presidente do ministério e o fundador da República, Machado Santos, juntamente com J. Carlos da Maia. Triunfava a revolta falhada em 30 de Setembro, agora apoiada por forças da marinha. Os ministros da guerra e da marinha estavam ausentes de Lisboa. No quartel do Carmo, às 10 horas da manhã, Granjo escreve a António José de Almeida, demitindo-se.

- No mesmo dia, libertado o assassino de Sidónio Pais, José Júlio Costa, que se encontrava detido nno hospital Miguel Bombarda. A acção é levada a cabo por 300 civis armados. é levado para o Centro Republicano António Maria de Baptista, onde foi homenageado. Segue para o Norte, em regime de clandestinidade.

- Ainda a 19, Governo de Manuel Maria Coelho. às 22 horas e 45 minutos, António José de Almeida investe Manuel Maria Coelho. Pouco antes, Agatão Lança informa-o dos atentados. Primeiro governo outubrista, reunindo chefes da insurreição e gente respeitável. Muitos não tomam posse para não se confundirem com os assassinos. O presidente do ministério era um antigo revoltoso do 31 de Janeiro de 1891.

- Lopes de Oliveira diz então: foi a desordem em que caímos que vitimou agora, canibalmente, alguns dos nossos.

Jaime Cortesão: os crimes que se praticaram não eram possíveis sem a dissolução moral a que chegou a sociedade portuguesa. Por trás das espingardas que vararam António Granjo, há outras armas mais perigosas e assassinas. Chamam-se elas o egoísmos das classes, e, em especial, das mais altas; a inércia e por vezes a corrupção do poder; a esterilidade dos mais elevados organismos políticos da nação que se debatem em mesquinhas disputas.

21 Alfredo da Silva foge precipitadamente para Espanha e sofre atentado em Leiria. Preso Tamagnini Barbosa. A única organização política que apoia o novo governo é o grupo popular de Júlio Martins, mas já sem a participação de Cunha Leal. António José de Almeida apresenta a demissão, mas manifestação de autarcas, no dia 30 de Outubro, fá-lo recuar.

- Também neste dia, Corpo diplomático manifesta preocupação pelas ocorrências sangrentas ao novo ministro dos estrangeiros, Veiga Simões.

24 Funerais de António Granjo. Cunha Leal discursa: a fera que todos nós e eu açulamos, que anda à solta, matando porque é preciso matar. Todos nós temos culpa! é esta maldita política.

24, 26 e 27 O governo levava a cabo a prisão dos principais implicados nos atentados de 19 de Outubro.

28 Até 18 de Novembro, três navios de guerra europeus (1 espanhol, 1 francês e 1 britânico) ficam estacionados no estuário do Tejo.

29 Explosão de bombas na sede das Juventudes Sindicalistas na Calçada do Combro

30 Manifestação de homenagem ao Presidente da República que havia declarado querer demitir-se.

31 Atentado à bomba contra o consulado norte-americano em Lisboa. Protesto dos anarquistas contra a condenação à morte em Boston de Nicola Saco e Bartolomeo Vanzetti.

· Novembro

3 Governo de Manuel Maria Coelho demite-se em por temer intervenção estrangeira. Fala-se na chegada de navios de guerra ingleses, franceses e espanhóis. Segue-se novo gabinete presidido por Maia Pinto, que tem um cariz semi-outubrista, mobilizando militantes partidários populares e dissidentes democráticos. Maia Pinto, filiado nos democráticos, tinha sido ministro das colónias no governo de Coelho.

6 Dissolução parlamentar, sendo marcadas eleições para 11 de Dezembro, depois de consulta aos partidos.

9 Descarrilamento criminoso do comboio Correiro do Sul provoca sete mortos.

10 Maia Pinto reúne-se com a imprensa e pede acalmação dos espíritos.

20 Manifestação à beira do túmulo de Machado Santos.

23 Decreto admite no quadro permanente do Exército os milicianos louvados, condecorados ou feridos em campanha, bem como aqueles que combateram a monarquia.

27 Divulga-se um acordo estabelecido numa reunião ocorrida no dia 22, entre liberais, democráticos e alvaristas, onde se estabelece o princípio da não colaboração com os governos outubristas, defendendo-se o saneamento das finanças e a harmonia entre o capital e o trabalho.

- Discurso de Gomes da Costa contra a indisciplina: a República ameaça fazer bancarrota, degenerando num falso parlamentarismo, com uma política de facção … A palavra República … se converteu em propriedade exclusiva de uma oligarquia de profissionais ambiciosos, irrequietos e insaciáveis.

· Dezembro

5 Por decreto, as eleições eram já adiadas para 8 de Janeiro.

10 Decreto nº 7 933 promove o aproveitamento de terrenos incultos.

11 José Domingues dos Santos em entrevista diz odiar todas as ditaduras, da esquerda e da direita, sugerindo ao Presidente da República que convoque o parlamento dissolvido para Coimbra ou para o Porto.

- Imediata oposição dos reconstituintes em A Vanguarda: os partidos não podem pôr em causa a legitimidade do adiamento desde que o aceitaram antes dele ser decretado

12 Decreto nº 7 899 reforma o ministério dos estrangeiros (Veiga Simões). Reforma suspensa logo em 23 de Janeiro de 1922.

13 Governo comunica que apresentou demissão. Nesse mesmo dia António José de Almeida convida Cunha Leal que tem o apoio do outubristas Camilo de Oliveira.

- Também a 13, os dissidentes democráticos de Domingos Pereira regressam ao partido.

16 Constituído o governo. Era de concentração partidária, presidido por Cunha Leal, com um reconstituinte, um liberal, um outubrista, três democráticos e três independentes. Declara-se encerrado o período revolucionário. Visa-se manter a ordem, julgar os culpados da Noite Sangrenta e realizar eleições.

27 Face à pressão político- militar da GNR, o governo retira-se para Caxias. Governo concentra forças do Exército no Campo Entricheirado e chama Gomes da Costa para comandá-las. Manda depois concentrar forças em Santarém.

30 Partidos rejeitam a inclusão de candidatos governamentais. Cunha Leal propõe a democráticos, liberais e reconstituintes que, no acordo de entendimento eleitoral já firmado, possa haver lugar para algumas personalidades independentes que o governo tencionava favorecer. Logo em 30 de Dezembro, os directórios dos partidos declaram essa impossibilidade. Em virtude desta resposta, dois depois, já Cunha Leal apresentava a demissão.

· Ainda em 1921...

 

 

 

INTERNACIONAL

· Fevereiro

22 Na Rússia, criado o GOSPLAN. Comité Estatal para o Plano, depois da experiência do plano da electrificação, de 1920. Seguem-se os da indústria metalúrgica e dos transportes, em 1923 e 1924, respectivamente.

26 Tratado russo-iraniano

28 Tratado russo-afegão

- Revolta de Kronstadt (iniciada em Fevereiro e dominada em 18 de Março). Fiel ao esplendor da Revolução de Outubro de 1917, quando clama pela democracia autêntica, vem também assumir este russismo latente. Os marinheiros de Kronstadt dão o último testemunho da libertária Revolução de Fevereiro de 1917, promovendo uma revolta que vai durar até 18 de Março. Tendo começado por exigir melhorias no abastecimento alimentar e o livre comércio dos produtos agrícolas, só depois os revoltosos passam a reivindicações mais politizantes, com destaque para a liberdade de actuação de todas as organizações políticas e para a realização de novas eleições para os sovietes. Era a última tentativa de recuperação do pluralismo soviético, à maneira de 1905 ou dos primeiros tempos da revolução de Outubro, antes da monopolização do poder pelos bolcheviques. Mas o poder estabelecido nem sequer admite que uma delegação de revoltosos possa ser recebida pelo Soviete de Petrogrado, então presidido por Kalinine. A Tcheka prefere prender a delegação, fuzilando-a, logo trata de lançar tropas contra o reduto dos revoltosos, enquanto a controlada imprensa escamoteia a situação dizendo que Kronstadt era comandada por um general branco. A revolta inicia-se na noite de 28 para 29 de Fevereiro. Os revoltosos que constituíram um Soviete reclamavam reeleição dos sovietes por voto secreto, liberdade de expressão e de imprensa para todos os partidos e agrupamentos revolucionários, liberdade sindical, libertação dos prisioneiros políticos revolucionários, abolição da propaganda oficial, suspensão do regime de requisição de géneros nas aldeias, liberdade de artesanato, supressão imediata dos destacamentos de racionamento. Contudo, o novo regime decidiu mentir e na imprensa controlada, ora se falava em revolta de russos brancos, ora em agitação menchevique. Victor Serge, testemunha destes acontecimentos, em O Ofício Revolucionário, trad. port., salienta que desde o primeiro momento, quando ainda teria sido fácil apaziguar o conflito, os chefes bolcheviques não quiseram seguir senão o caminho da força (p. 153). E tudo terminou com um ultimatum assinado por Lenine e por Trotski, concebido em termos revoltantes... Rendam-se ou serão abatidos como coelhos (p. 155). é então que Lenine confessa: é o Termidor. Mas não nos deixaremos guilhotinar. Seremos nós próprios a fazer o Termidor (p. 156). E Victor Serge, conclui: estávamos já, na verdade, semi-esmagados pelo nascimento do totalitarismo. A palavra "totalitarismo" não existia ainda. A coisa impunha-se-nos duramente sem que disso tomássemos consciência (p. 158). O monopólio do poder, a Tcheka, o exército vermelho, já não deixavam subsistir o "Estado Comuna" sonhado, senão o mito teórico. A guerra, a defesa interior da contra-revolução, a fome criadora de um aparelho burocrático de racionamento, mataram a democracia soviética (p. 159). Acresce que o marxismo dos princípios do século XX tentou [...] transformar tudo, desde a abolição da propriedade até à organização do trabalho e ao mapa dos continentes (pela abolição das fronteiras) até à vida interior do homem (pela extinção da religiosidade). Pretendendo uma transformação total, era, no sentido etimológico da palavra, totalitário. Oferecia as duas faces da sociedade nascente: democrática e autoritária (p. 159).

· Março

8 a 16 X Congresso do Partido Bolchevique. Adoptada a NEP. Visa-se a construção do socialismo com o campesinato trabalhador e os pequenos proprietários agrícolas, embora se preveja a necessidade de transformá-los, reeducá-los através de um trabalho de organização muito demorado, muito lento, muito prudente. A outra face da moeda deste congresso estava nas resoluções tomadas: uma Sobre o Desvio Sindicalista e Anarquista no Nosso Partido, onde se proclamou a ideia de oposição operária como incompatível com a qualidade de membro do partido, e outra Sobre a unidade do partido, onde se estabeleceu a completa eliminação de toda e qualquer actividade faccionária (fraktsionnost), ao mesmo tempo que não se toleravam outros partidos a não ser na prisão, para utilizarmos as palavras de Bukharine. Diga-se que esta tentativa de estabelecimento de uma economia de marcado sem a prática do pluralismo e da liberdade política teve uma particular expressão no Chile de Pinochet, constituindo, ainda hoje, uma das principais atracções de certos generais da Federação da Rússia, ditos como conservadores por certos analistas ocidentais da era pós-gorbatcheviana

- Instaurada a Nova Política Económica, na Rússia, no X Congresso do Partido Bolchevista. Entre os dias 8 e 16 de Março, no X Congresso do Partido Comunista, Lenine, procurando satisfazer algumas reivindicações da revolta de Kronstadt, vai dar dois passos para trás no revolucionarismo, num reculer pour mieux sauter, instaurando a NEP, a Novaia Ekonomitcheskaia Politika, a Nova Política Económica, através da qual se restauravam formas de produção capitalista, contrariamente ao vanguardismo colectivista dos anos do comunismo de guerra. Com efeito, a partir da NEP vai dar-se uma profunda inflexão do primeiro programa leninista: a abolição da produção mercantil, principalmente do comércio livre de cereais. Como observa Kolakowski, se Lenine não pensou num trânsito imediato para uma agricultura colectiva e estatal, não teve dúvida que a produção rural devia estar desde o início debaixo do controlo estatal directo e que o livre comércio de mercadorias significaria a ruína do socialismo. Assim, não teria sido por razões extraordinárias que o Comunismo de Guerra havia implantado o sistema da requisição dos excedentes alimentares dos camponeses, dado que o mesmo Lenine considerava que o livre comércio de produtos agrícolas seria uma restauração do capitalismo. Mas em 1921, com a ruína da produção agrícola e o ambiente de perseguição aos produtores agrícolas, a Rússia estava exausta. Ao mesmo tempo, ensaiava-se uma política de contenção do terror, chegando a abolir-se a própria pena de morte. Segundo as palavras do próprio Lenine, vamos retirar-nos, recuar por assim dizer, mas fazemo-lo para retroceder primeiro e depois correr para a frente e avançar mais vigorosamente. Retiramos apenas nessa condição, quando introduzimos a nossa Nova Política Económica, no intuito de promover a ofensa mais irresistível. Assim, contrariamente à política de expropriação de terras, programava-se a restituição dos bens nacionalizados aos antigos proprietários. Admitia-se, ao mesmo tempo, que os agricultores pudessem dispor livremente dos excedentes da produção. Com o mesmo espírito, se estabelecia um regime de coexistência empresarial entre empresas privadas e empresas estatais, determinando-se que estas deveriam ser administradas segundos critérios de rentabilidade. Convém não esquecer que a Rússia em 1922 era um país essencialmente agrícola e que, entre os agricultores, predominavam os camponeses médios, os serdniaks (cerca de 64,7% do total de agricultores), ao passo que os camponeses pobres representavam apenas 24% desse universo.

16 Tratado russo-turco de Moscovo; a Rússia abandona Kars em troca da não intervenção

18 Tratado de Riga entre a Rússia e a Polónia. Com o fim da guerra russo-polaca, pelo tratado de Riga, a Ucrânia era dividida entre os dois Estados. Os soviéticos apostam então numa política de ucranização, com o estabelecimento do ucraniano como língua oficial, desde 1923, e, dentro desta linha, Estaline coloca Kaganovitch à frente do Partido Comunista da Ucrânia em 1925. Já a parte ocidental da Bielo-Rússia também passou para a Polónia, apenas retornando para a URSS com a invasão de Estaline de 2 de Novembro de 1939. Antes do Tratado de Riga, de 12 de Março de 1921, que regulou as condições de paz com a Polónia, apenas haviam sido conseguido dois acordos internacionais: com a Pérsia, em 26 de Fevereiro, e com o Afeganistão, em 28 de Fevereiro. Poucos dias depois, em 16 de Março, assinava-se um tratado com a Turquia, onde a Rússia soviética, cedendo a região de Kars, garante o princípio de não intervenção da Turquia. Do mesmo modo, o acordo russo-mongol sobre a independência da Mongólia Exterior, de 5 de Novembro.

· Maio

1 Eleições na Irlanda, com vitória do Sinn Fein no Sul. No dia 8, estabelecidas tréguas entre o IRA e o governo britânico então presidido por Lloyd George. Nesse acordo prevê-se a divisão da ilha.

- Fundação do Partido Comunista da China.

15 Subida eleitoral do partido fascista. Nas eleições italianas, o partido fascista consegue 35 deputados.

· Junho

22 III Congresso do Komintern

· Julho

1 Partido Comunista da China em Xangai, na sequência do III Congresso do Komintern de 22 de Junho, surgia, com apenas doze representantes de uns restritos cinquenta e sete militantes, o congresso de fundação do Partido Comunista da China, o Kung Chiangtang, então maioritariamente constituído por intelectuais de cepa universitária e que vai ser liderado por um professor da Universidade de Pequim, o futuro renegado Chen Duxiu

- Mongólia Exterior torna-se o primeiro Estado comunista fora do universo do antigo Império Russo

· Novembro

5 Acordo russo-mongol sobre a independência da Mongólia Exterior

· Ainda em 1921...

- O General italiano Giulio Douhet (1869-1930) escreve Il Dominio dell'Aria. Estrategista, teoriza o poder aéreo antes da Grande Guerra de 1914-1918. Acentua, sobretudo, o papel do bombardeamento estratégico, desvalorizando o combate aéreo. Considera fundamental a escolha de objectivos civis, em prejuízo de objectivos militares, porque o bombardeamento de cidades e centros industriais conduz à desmoralização do adversário. O modelo influencia a estratégia francesa e britânica.

 

 

 

 

III - ACONTECIMENTOS DO ANO

 

 

IV – BIBLIOGRAFIA

AUTORES

OBRAS

ALAIN

Mars ou la Guerre Jugée, Paris, Gallimard, 1921

BLOCH, Ernst

Thomas Münzer, als Theologe der Revolution, 1921; (trad. port. Thomas Münzer, Teólogo da Revolução, Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1973; trad. fr. Thomas Münzer, Paris, éditions Julliard, 1974)

CARDOZO, Benjamin Nathann

Nature of Judicial Process, 1921

DIAS, Carlos Malheiro

História da Colonização Portuguesa no Brasil, 1921

DOUHET, Giulio

Dominio dell’Aria, 1921

FIGGIS, J. N.

The Political Aspects of St. Augustine's City of God Londres, 1921.

FIGUEIREDO, Jackson de

- Nacionalismo na Hora Presente, 1921

- Ordem, A, 1921

- Pascal e a Inquietação Moderna, 1921

FREUD, Sigmund

-Massenpsychologie Und Ich-Analyse,1921; (Cfr. Trad. fr. Psychologie des Foules et Analyse du Moi, Paris, Payot).

- Multidão Primária,1921

GIDE, Charles

Les Institutions du Progrès Social , 1921.

GOMES, António Luís

Movimento de Salvação Pública, 1921

HARTMANN, Nicolai

Metaphysik der Erkenntnis, 1921; (trad. port. Metafísica do conhecimento, 1921)

HOBHOUSE

Rational Good, 1921

KAUTSKY

Die materialistische Gesichtsauffassung , 1921

LASKI

The Foundations of Sovereignty, Londres, Allen & Unwin, 1921

MACIVER, Robert Morrison

The Elements of Social Science, 1921.

MERRIAM, Charkles E.

Present (The) State of the Study of Politics, 1921

ORTEGA Y GASSET

España Invertebrada, 1921

PARETO

Transformazioni della Democrazia, Milão, Corbaccio, 1921; (cfr. Oeuvres Complètes, cit., tomo XIII, 1970).

POUND, Roscoe

The Spirit of Common Law, 1921; (Cfr. El Espiritu del Common Law, Barcelona, Bosch, 1954)

RICKERT

System der Philosophier,1921.

SCHELER, Max

De L'éternel dans l'Homme,1921.

SOREL, Georges

Utilité du Pragmatisme, 1921

STAMMLER

Lehrbuch der Rechtsphilosophie, Manual de filosofia do direito em dois tomos, 1921-1924; (Trad. cast. de W. Roces, Filosofia del Derecho, Madrid, Reus, 1930)

TROTSKI

Terrorismo e Comunismo, 1921

VECHIO, Giorgio del

Rivista Internazionali di Filosofia del Diritto, 1921

VILHENA, Júlio Marques de

Pedro V (D.) e o seu Reinado, 1921

WALLAS

Social Heritage (Our), 1921

WEBB, Sydney/

POTTER, B.

- The Consumer's Co-operative Movement, Londres, 1921

- English Local Government, 15 vols, 1906-1922

WITTGENSTEIN

Tractatus Logico-Philosophicus, 1921

 

 

V - PERSONALIDADES DO ANO

Pound, Roscoe (1870-1964) Nasce no Nebraska. Inicia-se no estudo da botânica, doutorando-se nesta especialidade em 1897. Só depois estuda direito em Harvard, em 1889-1890. Advogado e professor de direito na terra natal de 1890 a 1903, ao mesmo tempo que dirige um instituto estadual de investigação botânica. Professor de direito em Chicago entre 1907 e 1910. Finalmente passa para Harvard, entre 1910 e 1937, onde durante vinte anos será o director da escola de direito. Um dos inspiradores do New Deal. Funda o movimento da sociological jurisprudence. Reorganiza o sistema chinês de administração da justiça em 1945-1949.

· The Spirit of Common Law, 1921. Cfr. El Espiritu del Common Law, Barcelona, Bosch, 1954

· An Introduction to the Philosophy of Law, New Haven, Yale University Press, 1922 (cfr. trad. port. de Álvaro Cabral, Introdução à Filosofia do Direito, Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1965).

· Social Control Through Law, New Haven, Yale University Press, 1942

· Justice According to Law, New Haven, Yale University Press, 1951.

· Jurisprudence, Saint Paul, Minn., West Publishing Co., 1959, 5 vols..

 

 

Moore, George Edward 1873-1958 Membro do grupo neopositivista de Cambridge. Defensor da filosofia analítica, rejeita qualquer conseito de Deus. Companheiro de Bertrand Russell e Ludwig Wittgenstein. Professor em Cambridge de 1911 a 1939. Editor do jornal filosófico Mind, entre 1921 e 1947. Considera necessário que se retomem os conselhos do bom senso contra as absurdas exigências dos filósofos profissionais. Salienta que a realidade existe independentemente da percepção, os sensibles como complexos de dados sensíveis. A percepção trata estes complexos como se fossem objectos físicos.

· Principia Ethica, Cambridge, 1903

· The Refutation of Idealism, 1903

· Ethics, 1912

· Philosophical Studies, 1922

· Philosophical Papers, 1959

Gramsci, António (1891-1937) Autor neomarxista italiano. Nasce na Sardenha e estuda em Turim. Militante do partido socialista, destacando-se as suas colaborações em L’Avanti. Funda em 1919 L’Ordine Nuovo. Fundador do PCI em 1921, torna-se seu secretário-geral em 1924. Preso pelo fascismo a partir de 1926, acaba por morrer na cadeia de tuberculose. Influenciado por Benedetto Croce e Giovanni Gentile.

· Quaderni del Carcere,1929 - 1935.

· L'Ordine Nuovo 1919 - 1920,Turim, Edizioni Einaudi, 1954.

· Scritti Giovanili 1914 - 1918,Turim, Edizioni Einaudi, 1958.

· Sotto la Mole,Turim, Edizioni Einaudi, 1960.

· Socialismo e Fascismo. L'Ordine Nuovo 1921 - 1922,Turim, Edizioni Einaudi, 1966.

· Note sul Machiaveli, sulla Politica e sullo Stato Moderno,Turim, Edizioni Einaudi, 1968.

· La Costruzione del Partito Comunista 1923 - 1926,Turim, Edizioni Einaudi, 1971.

· Escritos Políticos,4 vols., trad. port. de Manuel Simões, Seara Nova, 1977.

 

 

Figueiredo Martins, Jackson de (1891-1928) Tradicionalista brasileiro. Discípulo de Farias Brito. Fundador do Centro D. Vital e da revista A Odem, em 1921. Pensador cristão à maneira de Pascal. Influencia Tristão d’Athayde. Critica o positivismo de Comte, considerado um catolicismo exagerado na sua parte má. Defende, à maneira de Maistre o contrário de uma revolução.

· Algumas Reflexões sobre a Filosofia de Farias Brito. Profissão de Fé Espiritualista, Rio de Janeiro, Revista dos Tribunais, 1916.

· A Questão Social na Filosofia de Farias Brito,Rio de Janeiro, Revista dos Tribunais, 1919.

· Do Nacionalismo na Hora Presente,Rio de Janeiro, Livraria Católica, 1921.

· Pascal e a Inquietação Moderna,Rio de Janeiro, Anuário do Brasil, 1921

· A Reacção do Bom Senso. Contra o Demagogismo e a Anarquia Militar, Rio de Janeiro, Anuário do Brasil, 1922.

· Literatura Reaccionária,Rio de Janeiro, Centro D. Vital, 1924.

· Coluna de Fogo,Rio de Janeiro, 1925

· Correspondência,Rio de Janeiro, 1938. Há um segundo volume de 1945.

 

VI - LIVROS DO ANO

& The Present State of the Study of Politics, 1921 Manifesto de Merriam, precursor da Escola de Chicago de ciência política, onde se propõem duas linhas para renovação dos estudos politológicos: por um lado, a exploração das bases psicológicas e sociológicas do comportamento político; por outro, a introdução dos métodos quantitativos na análise política.

 

& Massenpsychologie und Ich-Analyse (1921) Freud equipara a psicologia das multidões à psicologia individual, considerando que o Condutor das mesmas, é não só o modelo, como também o adversário: uma multidão primária é uma soma de indivíduos que puseram um só e mesmo objecto em lugar do seu ideal do eu e estão por consequência, no seu eu, identificados uns com os outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

VII - FALECIMENTOS E NASCIMENTOS

FALECIMENTOS

NASCIMENTOS

ARRIAGA, José de (1848-1921).

BOUTROUX, émile (1845-1921)

BRAGA, Alexandre (1871-1921)

GIERKE, Otto Friedrich Von (1841-1921)

KROPOTKIN, Piotr Alexeivitch(1842-1921)

MENGER, Carl (1840-1921)

SANTOS, António Maria de Azevedo Machado (1875-1921)

ARROW, Kenneth Joseph (n. 1921)

BRAGA, Mário (1921-)

CéSAR, Amândio(n. 1921)

DUBCEK, Alexandre (1921-1992)

DURAND, Gilbert (n. 1921)

ELLUL, Jacques (1921-1994)

GONçALVES, Vasco dos Santos (n. 1921)

LAPIERRE, Jean-William (n. 1921)

MACEDO, Jorge Borges (1921-1996)

MORIN, Edgar (n. 1921)

OLIVEIRA, José Gonçalo Correia de (n. 1921)

VILHENA, Júlio Marques de

RAWLS, John Boardley (n. 1921)

RUAS, Henrique Barrilaro (n. 1921)

RUFFé, Jacques (n. 1921)

SOUSA, Baltazar Rebelo de (n. 1921)

SUHARTO (n. 1921)

TENREIRO, Francisco José (1921-1963)

VITA, Luís Washington (1921 - 1968)


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