Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
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ANO:1934
| Destaques | Cronologia | Acontecimentos | Bibliografia | Personalidades | Livros do Ano | Falecimentos e Nascimentos |
| PORTUGAL | MUNDO | |
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Política |
· Focos de revolta militar e civil (Janeiro) · Criado um campo de concentração em Angola (Janeiro) · Acção Escolar de Vanguarda (Janeiro) · Generais do 28 de Maio pedem demissão de Salazar (Abril) · I Congreso da União Nacional (Maio) · Salazar ilegaliza o movimento nacional-sindicalista (Julho) · Surge a Liga Portuguesa contra a Guerra e o Fascismo de Bento de Jesus Caraça (Agosto) · Novo Governo, retintamente salazarista (Outubro) |
· Começa o XVII Congresso do PCUS, o chamado Congresso dos Vencedores (Janeiro) · Noite das facas longas na Alemanha (Junho) · Engelbert Dolfuss, Chanceler austríaco, é assassinado após golpe nazi (Julho) · Morte de Hidenburg; Hitler Führer do Reich (Agosto) · Assassinado Rei Alexandre da Jugoslávia, em Marselha (Outubro) · Mao inicia a Longa Marcha (Outubro) · Assassinato de Kirov; prisão de um quarto da população de Leninegrado (Dezembro) |
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Ideias |
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· Um dos inspiradores da ideologia do Estado Novo, o romeno M. Manoilesco publica em Paris Le Siècle du Corporatisme Diz professar o universalismo orgânico a que chama integralismo: o corporativismo é uma doutrina completa de sociedade, fonte da constituição integral de todas as formas sociais, económicas e políticas, com uma filosofia e uma moral próprias, iluminadas pelo idealismo nacionalista. · O professor brasileiro Miguel Reale, um dos doutrinadores do Integralismo Brasileiro, quando alinhava no entusiasmo fascista, publica Formação da Política Burguesa e O Estado Moderno · Hermann Heller. Estado como unidades de poder contínuas, com um exército, uma hierarquia de funcionários e uma ordem jurídica unitária, com a concentração num centro político dos instrumentos militares, burocráticos e económicos, em contraste com a anterior poliarquia com um caracter territorial impreciso. |
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NACIONAL |
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· Janeiro 13 Propaganda corporativista. Começam conferências públicas sobre o corporativismo no Secretariado da Propaganda Nacional. Salazar declara que o plutocrata é uma espécie híbrida entre a economia e a finança ... a flor do mal do pior capitalismo 17 Revolta militar e civil. Greve revolucionária e soviete na Marinha Grande. Greve geral contra a criação de sindicatos nacionais, que teve especial incidência na Marinha Grande, mas que se manifestou também em Almada, Barreiro e Silves. No Poço do Bispo em Lisboa, há rebentamento de bombas. Há corte de circulação de comboios em Xabregas. A central eléctrica de Coimbra é ocupada. Conjugada com uma insurreição militar, organizada por um comité revolucionário político, liderado por Sarmento Beires. Instala-se na Marinha Grande um soviete que poucas horas dura. Os líderes da revolta são conduzidos para um campo de concentração criado na foz do Cunene, no sul de Angola, logo no dia 20. A revolta marca o fim da influência dominante do anarco-sindicalismo nas movimentações operárias portuguesas que, a partir de então passa a receber a coordenação revolucionária do PCP. Com efeito, o remanescente aparelho da CGT vai ser desmantelado pela polícia política do Estado Novo, constituindo o movimento o último estertor do ancien régime sindical. 18 Criado um campo de concentração em Angola 19 Notas oficiosas falam em tentativas comunistas frustradas 28 Acção Escolar de Vanguarda. Organização dirigida pelo estudante Ernesto de Oliveira e Silva e por António Eça de Queirós. Defesa da Ordem Nova e de um Estado Totalitário. No dia da fundação, há uma sessão no Teatro São Carlos de apresentação do movimento, promovida por João Ameal e Manuel Múrias. Preside Carmona. Discursos de António Ferro e de Salazar: não reconhecemos liberdade contra a Nação, contra a família, contra a moral... comunismo... a grande heresia da nossa idade. Insere-se numa estratégia de liquidação do nacional-sindicalismo por parte do governo. Seguiu-se em Fevereiro o facto de dissidentes do Nacional Sindicalismo começarem a publicar a revista Revolução Nacional, dirigida por Manuel Múrias. Dois anos depois, era criada a Mocidade Portuguesa. |
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· Fevereiro 18 Tentativa de invasão por operários do Consórcio Português de Pesca em Setúbal - António Lino Neto abandona a presidência do Centro Católico - Pereira da Rosa inicia n’ O Século campanha anticomunista |
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· Abril 15 Militares desafiam Salazar. Ministro da Guerra dirige-se a Carmona, declarando: se sou Ministo da Guerra, sou. Tensão 27 Manifestações no Terreiro do Paço de apoio a Salazar. Surgem os camisas verdes da Acção Escolar de Vanguarda. - Revolta dos generais do 28 de Maio. O ministro da guerra Luís Alberto de Oliveira, juntamente com Farinha Beirão, então comandante da GNR, João de Almeida, Vicente de Freitas e Schiappa de Azevedo pressionam Carmona no sentido da demissão de Salazar. O ministro da guerra, no dia 15 de Abril, numa festa realizada no Regimento dos Caçadores 5, discursa perante Carmona, declarando que o presidente era a única fonte do poder e somente com ele o Exército iria para bem da nação. No dia seguinte, Salazar pressiona-o no sentido da demissão, que apresenta ao presidente da república. Este, que cobrira o discurso como solidariedade passiva, ao não demitir Salazar, fica dele dependente. |
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· Maio 1 O Trabalhador 1934-1948. Surge como quinzenário do operariado católico. Inspirado pelo Padre Abel Varzim o seu principal editorialista, mas onde também colaboram Artur Bivar e António Sousa Gomes. A primeira série é editada até 20 de Dezembro de 1946. A segunda surge em 17 de Janeiro de 1948, até 3 de Julho desse mesmo ano quando é encerrado, sob a acusação de usar um estilo marxista. Mas em 1941 ainda defende o empenhamento dos católicos no corporativismo. 26 a 28 I Congresso da União Nacional na Sociedade de Geografia.. Salazar: a economia liberal que nos deu o supercapitalismo, a concorrência desenfreada, a amoralidade económica, o trabalho mercadoria, o desemprego de milhões de homens, morreu já. Receio apenas que, em violenta reacção contra os seus excessos, vamos cair noutros que não seriam socialmente melhores. No encerramento do Congresso, em 28 de Maio, Lopes Mateus proclama: quem não é por Salazar é contra Salazar. Mais poeticamente, António Correia de Oliveira recita: Patria Nostra: O Sereno Escultor/ da Imagem Nova sobre a Velha Traça... |
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· Junho 2 Surge o semanário O Diabo 10 Rolão Preto é preso. Exilado no dia 14, com Alberto Monsaraz 16 I Exposição Colonial no Porto, organizada por Henrique Galvão. Defesa da missão colonizadora e de uma concepção imperial, impulsionada pelo ministro Armindo Monteiro 29 Sousa Pinto abandona o Ministério da Instrução - Salazar publica entrevistas: a Verdade sobre Salazar |
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· Julho 29 Nota oficiosa de Salazar comunica a extinção do nacional-sindicalismo por ser inspirado em certos modelos estrangeiros |
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· Agosto 15 Criado o Conselho Corporativo. - Liga Portuguesa contra a Guerra e o Fascismo. Organismo criado pelos comunistas, sob a direcção de Bento de Jesus Caraça, na sequência da fundação de uma liga internacional com o mesmo nome criada em 1932 pela Internacional Comunista. A LPCGF assumia um carácter frentista, um programa de democracia popular e, a partir de 1935, tenta a criação em Portugal de uma Frente Popular. |
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· Setembro 18 Revolta de Setúbal. Assalto à delegação local do Consórcio Português de Conservas, com um morto. Conflito entre operários conserveiros e a polícia de segurança pública - Até Novembro, Refugiados em Espanha. Prisão de Maia Pinto em Espanha. Jaime Cortesão e Jaime de Morais passam para Argélia. Tudo por causa de um desembarque de material de guerra não autorizado na Galiza |
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· Outubro 5 Carmona concede audiência a Vicente de Freitas 23 Novo Governo. Da guerra sai Luís Alberto de Oliveira, substituído por Passos e Sousa, que ainda provém da ala republicana do 28 de Maio, mas o novo gabinete já é retintamente salazarista. Na pasta da Agricultura, Rafael Duque. Eusébio Tamagnini na Instrução. Linhares de Lima volta ao governo como Ministro do Interior. Costa Leita assume as funções de Subsecretário de Estado das Finanças. |
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· Novembro 6 Lei Eleitoral - Viracasacas. O antigo ministro da I República, Vasco Borges (1882-1942), profere aos microfones da Emissora Nacional uma alocução onde adere ao salazarismo. Passa a ser conhecido como o viracasacas |
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· Dezembro 16 Eleições para deputados. 90 deputados. Inscritos nos cadernos 478 121 eleitores; votantes 377 792 |
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· Ainda em 1934... |
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INTERNACIONAL |
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· Janeiro 26 até 10 de Fevereiro. Começa o XVII Congresso do PCUS, o chamado Congresso dos Vencedores. Os congressos começam a realizar-se de quatro em quatro anos. Ratificação do Segundo Plano Quinquenal. Considera-se que a URSS se transformou pela liquidação das últimas estruturas feudais. - Também a 26, Tratado entre a Alemanha e a Polónia |
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· Fevereiro 6 Grande manifestação fascista em França promovida pela Action Française e pela Croix de Feu 12 Greve geral e manifestação das esquerdas em França - Na áustria, é ilegalizado o Partido Social Democrata, que antes tentara uma greve geral. |
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· Maio 15 Dissolução dos partidos e do parlamento na Letónia - No mesmo dia, Estaline reintroduz o ensino da história nacional russa |
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· Junho 30 Noite das facas longas, na Alemanha
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· Julho 10 Estaline extingue a OGPU integrando as suas funções no NKVD, a herdeira da Tcheka a OGPU acaba por ser extinta, sendo as respectivas funções integradas num novo Comissariado do Povo para os Assuntos Internos (NKVD). O novo Comissariado passava a ter as seguintes direcções centrais: Segurança do Estado, Milícia operária e camponesa; guarda das fronteiras e do território; luta contra os incêndios; campos de trabalho correctivo e colónias de trabalho; gabinete do estado civil; direcção económica e administrativa. Criava-se, entretanto, uma conferência especial, Ossoboie Soviechtchanie, que virá a ser conhecida por Osso, a quem se atribuía direito de aplicar, pela via administrativa, a proibição de estada, a deportação, a prisão nos campos de trabalho correctivo por um período indo até aos cinco anos e a expulsão para fora das fronteiras da URSS. 25 Engelbert Dolfuss, que instalou o corporativismo e a Ditadura na áustria (com o apoio da Igreja Católica e das forças armadas), proibindo partidos e estabelecendo nova constituição, é assassinado, após golpe nazi. |
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· Agosto 2 Morte de Hidenburg; Hitler Führer do Reich |
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· Setembro 18 URSS é admitida na SDN |
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· Outubro 16 Mao inicia a Longa Marcha; 120.000 comunistas chineses abandonam o Kiangsi - Assassinado Rei Alexandre da Jugoslávia, em Marselha |
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· Dezembro 1 Assassinato de Kirov; prisão de um quarto da população de Leninegrado. O misterioso assassinato do delfim de Estaline, Serguei Kirov (1886-1934), na tarde do dia 1, logo atribuído aos hitlerotrotskiztas, vem alterar de forma dramática a aparente acalmia. Basta recordar que, na sequência do mesmo chegou a ser presa a quarta parte da população de Leninegrado. Segundo Khruchtchev, o esquema que levou ao assassinato de Kirov foi organizado por Yagoda, segundo instruções de Estaline. Instruções secretas, sem intermediários, da boca de Estaline para o ouvido de Yagoda, para que mais ninguém soubesse nada. Foi assim que aconteceu. 16 Foram presos Zinoviev e Kamenev |
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· Ainda em 1934... - Estaline assume-se como Vojd e pai dos povos - 75 % das terras soviéticas já estão colectivizadas; amnistia para os kulaks - Boa situação económica na URSS, como mostram os índices da produção de aço (5 900 000 de toneladas em 1932; 6 900 000 em 1933; 9 690 000 em 1934; 12 590 000 em 1935 e 16 400 000 em 1936), das colheitas e da produtividade agrícolas. - Chega a realizar-se um primeiro congresso dos escritores soviéticos, com a presença de personalidades estrangeiras de renome, como André Gide, Louis Aragon e André Malraux. Apesar de nesse congresso Jdanov ter já defendido uma literatura comprometida e utilitária, qualificando o escritor como engenheiro de almas, surgem, entretanto, vozes que criticam o dogmatismo do chamado realismo socialista, com destaque para os velhos Bukharine e Gorki e para novos, como Boris Pasternak e Illya Ehrenburg. - Jacques Doriot funda o Parti Populaire Français, onde colabora Bertrand de Jouvenel. Em vez da luta de classes, passa a defender a colaboração entre o capital e o trabalho e a solidariedade. |
SA e Noite das facas longas. Tropas de assalto Sigla de Sturm Abteilung. Organização paramilitar nazi, nascida dos chamados serviços de segurança do partido. Usavam camisa castanha e chegam a contar em 1931 com cerca de 4,5 milhões de membros, quando as forças armadas regulares estavam reduzidas a 100 000 membros apenas. A organização que começa por ser liderada por Ernst Rohm adoptava a faceta mais anticapitalista e revolucionária dos nazis, tornando-se inconveniente depois de 1933, quando Hitler passou a chanceler e precisava de aliar-se com o chefe do Exército, Hidenburg, e com os grandes industriais e homens de negócios, enquanto as SA falavam na necessidade de uma segunda revolução. Daí a chamada noite das facas longas de 30 de Junho de 1934, quando os chefes das SA são decapitados pelas SS. As SA são transformadas a partir de então em organização desarmada e sem qualquer importância na dinâmica do regime.
Processos de Moscovo (1934-1935) O misterioso assassinato do delfim de Estaline, Serguei Kirov (1886-1934), na tarde do dia 1 de Dezembro de 1934, e que logo é atribuído aos hitlerotrotskiztas, vem alterar de forma dramática a aparente acalmia. Não tarda também que surjam os célebres processos de Moscovo, marcados pelas fantásticas confissões espontâneas dos arguidos. O primeiro grande processo tem como réu Grigori Zinoviev (1883-1936) e desenrola-se de 19 a 24 de Agosto de 1936. Seguem-se, nessa primeira vaga de 1936, entre outros, Lev Kamenev (1883-1936) e Ivan Smirnov. O segundo grande processo decorre de 23 a 30 de Janeiro de 1937 e tem como principais acusados Yuri Piatakov, Karl Radek , Grigori Sokolnikov e Lionid Serebriakov. O terceiro processo, de 2 a 13 de Março de 1938 já abrange Nikolai Bukharine (1888-1938), Alexis Rykov (1881-1938) e Khristian Rakovski (1873-1941)
XVII Congresso do PCUS, o chamado Congresso dos Vencedores. Os congressos começam a realizar-se de quatro em quatro anos. Ratificação do Segundo Plano Quinquenal. Considera-se que a URSS se transformou pela liquidação das últimas estruturas feudais, onde se procura encenar o grande espectáculo da congregação de toda a família bolchevique, à excepção de Trotski. O próprio Bukharine faz um discurso vigoroso de autocrítica e de apoio a Estaline, sendo secundado por outros anteriores oposicionistas, como Piatakov, Rikov e Tomski. é também nesse congresso que começam a destacar-se alguns jovens estalinistas, como Kruchtchev, então segundo secretário do partido na região de Moscovo, Béria, Jdanov, IYejov, Poskrebycheve e Bulganine. Sobressai em particular Serguei Kirov, secretário do PCUS em Leninegrado que, não aceitando candidatar-se contra Estaline, no decorrer das eleições deste congresso, vai ter o seu nome riscado apenas três vezes, contra os 270 traços dos 1966 delegados presentes que o nome do secretário-geral acaba por receber. Esse ambiente leva mesmo a que Estaline, de acordo com o conselho de Gorki, trate de procurar cativar os bolcheviques mais intelectuais, até então oposicionistas. Assim, Bukharine recebe a direcção do segundo jornal do país, o Isvetzia, e Kamenev é nomeado para director das edições académicas. Estaline compreendeu que a velha guarda da chefia não estava satisfeita como ele e queria vê-lo substituído. Salienta-se que um quadro do partido, Sheboldaev, chegou mesmo a propor isto a Kirov: temos de remover Estaline para qualquer outro posto, como Lenine recomendou. Temos de colocar no seu lugar um homem que trate os que vivem à sua volta com mais decência. As pessoas do nosso grupo dizem que devias ser nomeado secretário-geral (op. cit., p. 43). Acontece que Kirov logo procurou Estaline, tendo-lhe relatado a conversa. nesse congresso o célebre explorador Otto Schmidt teria afirmado: o nosso trabalho não precisa de ser feito a toque de chicote, sujeito a pressão ou gritos, não necessita da imposição do dirigente às restantes massas - - não são estes os nossos métodos.
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AUTORES |
OBRAS |
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ALAIN |
Propos de Politique , 1934 |
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AMEAL, João |
Limiar (no) da Idade Nova , 1934 |
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ANSELMO, Manuel |
As Ideias Sociais, Filosóficas do Estado Novo , Porto, Livraria Tavares Martins, 1934. |
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CAPITANT, René |
Réforme du Parlementarisme , 1934 |
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CATLIN, G. |
A Study of the Principles of Politics , Nova York, Alfred A. Knopf, 1934 |
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DAWSON, Cristhofer |
Religion and the Totalitarian State , 1934 |
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ELLIOT, T. S. |
Modern Education and the Classics , 1934 |
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ESTALINE |
Marxismo (O) e a Questão Nacional , 1934 |
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EVOLA, Julius |
Revolta contra o Mundo Moderno, ed. orig. 1934; (cfr. trad. port., Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1989). |
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FIGGIS, John Neville |
Divine Right of the Kings , 1934 |
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GENTILE, Giovanni |
Origini e Dottrina del Fascismo , 1934 |
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GOMES, Augusto Ferreira |
Quinto Império , 1934 |
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HAUSHOFER, Karl |
Weltpolitik von Heute , 1934 |
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HELLER, Hermann |
Teoria del Estado, ed. orig. 1934; (trad. cast., México, Fondo de Cultura Económica, 1987). |
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HOLANDA, Sérgio Buarque de |
Raízes do Brasil, 1934 |
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KELSEN |
Reine Rechtslehre , 1934 (2ª ed. de 1960) |
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KEYSERLING |
La Révolution Mondiale er la Responsabilité de l’Esprit, 1934 |
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LACAMBRA, Legaz y |
Estado (El) de Derecho en la Actualidad , Madrid, Reus, 1934 |
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MAETZU, Ramiro |
Defensa de la Hispanidad, 1934 |
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MANOILESCU, M. |
Le Siècle du Corporativisme , Paris, éditions Alcan, 1934. |
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MERRIAM, Charles E. |
Political Power, Its Composition and Incidence , Nova York, MacGraw-Hill, 1934. |
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MOUNIER, Emmanuel |
De la Proprieté Capitaliste à la Proprieté Humaine, 1934 |
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ORTEGA Y GASSET |
Ideas y Creencias , 1934 |
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POPPER, Karl |
Logik der Forschung , Viena, 1934-1935 |
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POSADA, Adolfo |
Crisis (La) del Estado y del Derecho , 1934 |
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REALE, Miguel |
- Formação da Política Burguesa , Rio de Janeiro, José Olympio, 1934- Estado Moderno , Rio de Janeiro, José Olympio, 1934 |
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RIBEIRO, J. Joaquim Teixeira |
Teoria Económica dos Monopólios, 1934 |
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RIVERA, António Primo de |
Ensaios sobre el Nacionalismo, 1934 |
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ROCHELLE, Pierre Drieu la |
Le Socialisme Fasciste, 1934 |
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RODRIGUES, Manuel |
Estado Novo (O) e as suas Realizações , 1934. |
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ROUGEMONT, Denis de |
La Politique de la Personne, 1934 |
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SCHMITT, Carl |
Staatsgefüge und Zusammenbruch des zweiten Reiches, Hamburgo, Hanseatische Verlagsanstalt, 1934 |
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SENNE, René de la |
Obstacle et Valeur , 1934 |
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SéRGIO, António |
A Democracia, ), Lisboa, Cadernos Seara Nova, 1934 (2ª ed., 1937) (3ª ed., 1938) |
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SOMBART |
Socialismo Alemão , 1934 |
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TOYNBEE, Arnold |
A Study of History , Oxford, Oxford University Press, 1934-1954. |
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VILLENEUVE, Marcel de la Bigne |
La Fin du Principe de Séparation des Pouvoirs , Paris, 1934. |
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WEIL, Simone |
Refléxions sur les Causes de la Liberté et de l’Opression, 1ª ed., 1934; (cfr.reed. Albert Camus, pref., Paris, éditions Gallimard, 1955;[trad. port. Opressão e Liberdade, Lisboa, Moraes Editores, 1964]). |
Ferro, António Joaquim tavres (1895-1956) Jornalista. Poeta modernista, companheiro de Fernando Pessoa e Mário Sá Carneiro em Orpheu. Frequenta a Faculdade de Lisboa em 1913-1918, sem concluir a licenciatura. Colabora na revista Portugal Futurista, surgida em Novembro de 1917, sendo autor de uma célebre conferência proferida no Brasil em 1922, A Idade do Jazz-Band. Como jornalista, destaca-se com uma série de entrevistas a Mussolini, Clemenceau, Pétain, Cocteau, D’Annunzio, Primo de Rivera, Unamuno e Afonso XIII. Autor de Viagem à Roda das Ditaduras. Politicamente fora sidonista, mas lofo em 1920, considera a falência da ordem republicana. Depois do 28 de Maio, está implicado no golpe de Filomeno da Câmara de 1927, com Fidelino de Figueiredo e Henrique Galvão, a chamada conspiração dos Fifis. Tinha cumprido o serviço militar em Angola como oficial miliciano, tornando-se ajudante de Filomeno da Câmara. Casado com a poetisa Fernanda de Castro. Director da Ilustração Portuguesa em 1921. Será nomeado chefe do Secretariado da Propaganda Nacional. Publica em 1933 Salazar e a sua Obra, reunindo entrevistas concedidas pelo chefe do governo ao Diario de Notícias, em finais de 1932, o Salazar passado a ferro. A obra vai ser traduzida em francês em 1934, com prefácio de Paul Valéry. Seguem as edições em inglês, em 1939, com prefácio de A. Chamberlain, em italinao, com prefácio de Corrado Zoli, e em castelhano, em 1935, com prefácio de Eugénio D’Ors. O prefácio da edição portuguesa é da autoria do próprio Salazar. Em 26 de Outubro de 1934 é nomeado como o primeiro secretário da Propaganda Nacional, cabendo-lhe dinamizar a chamada política de espírito do Estado Novo. Exerce essa actividade durante quinze anos.
Cidade, Hernâni António (1887-1975). Professor português. Começa a estudar no Seminário de évora, passando depois para o Curso Superior de Letras. Professor de liceu em Lisboa e Leiria. Alferes durante a Grande Guerra de 1914-1918, preso em 9 de Abril de 1918. Recebe a Cruz de Guerra, por feitos em combate. Um dos primeiros professores da Faculdade de Letras do Porto em 1919. Colabora em A águia e alinha no movimento da Renascença Portuguesa. Passa em 1930 para a Faculdade de Letras de Lisboa, sucedendo a Teófilo Braga. Membro do directório da Aliança Republicano-Socialista de 1931 a 1935, ligado ao grupo da Seara Nova, mas sem deixar de cultivar amizades com Fidelino de Figueiredo e o Padre Joaquim Alves Correia. Em 1934 chega a fazer parte dos quadros directivo do Diário Liberal. Estava para ser demitido de professor em 1935, mas Gustavo Cordeiro Ramos, intercedeu junto de Salazar, que evitou o agravo. Director da revista Colóquio. Como professor tinha como lema: primeiro está a aula e depois o capítulo. Da Academia Internacional da Cultura Portuguesa.
Horkheimer, Max (1895-1973) Um dos fundadores da Escola de Frankfurt. Director do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt desde 1930, dito café Marx. Desenvolve, a partir de 1932 a teoria crítica, visando suprimir a distância positivista entre a teoria e a prática, ainda marcada pelo marxismo. Obrigado a emigrar, estabelece-se nos Estados Unidos a partir de 1933. Instala o Instituto em Nova Iorque em 1934. Colabora com Marcuse e Fromm na Columbia University. Regressa Frankfurt em 1949. Reinstala o Instituto na Alemanha em 1951. Reitor da Universidade de Frankfurt de 1951 a 1953. No regresso à Alemanha, a teoria crítsica abandona os limites do marxismo estrito, assumindo-se como crítica da realidade burguesa, enquanto contradição entre o ideal e a acção.
· Dialectik der Aufklärung. Philosophische Fragmenta , Com Theodor Adorno, Amesterdão, 1947; (Cfr. trad. port. de Guido António de Almeida, Dialéctica do Esclarecimento, Rio de Janeiro, Zahar Editores; trad. fr. de Luc Ferry e Alain Renaut, Théorie et Critique. Essais, Paris, Librairie Payot, 1978).
· Eclipse of the Reason , Nova York, 1947.
· Zur Kritik der instrumentallen Vernunft , Frankfurt, 1967.
· Kritische Theorie. Eine Dokumentation , Dir. De A. Schmidt, 2 vols., Frankfurt, 1968.
Heller, Hermann na Europa dos séculos XII e XIII, se transforma em regnum, para, a partir da Renascença, se ir progressivamente transformando em Estado, essa palavra nova, inventada por Maquiavel, reflectindo, como salienta, unidades de poder contínuas, com um exército, uma hierarquia de funcionários e uma ordem jurídica unitária, com a concentração num centro político dos instrumentos militares, burocráticos e económicos, em contraste com a anterior poliarquia com um caracter territorial impreciso.
· Souverinat. Ein Betrag zur Theorie des Staats und Volksrrechts,Leipzig, 1927.
· Staatslehre,Leiden, Gerthart Niemeyer, 1934; (Cfr. Trad. cast. de Luis Tobio, Teoria del Estado, México, Fondo de Cultura Economica, 1987).
Manoilesco, Mikhail Teórico romeno do corporativismo. Teve grande divulgação em Portugal durante o salazarismo.
· Le Siècle du Corporatisme, Paris, Alcan, 1934.
· El Partido Unico, Saragoça, 1938.
VII - FALECIMENTOS E NASCIMENTOS
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FALECIMENTOS |
NASCIMENTOS |
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ANTERO, Adriano (1846-1934) CAMACHO, Manuel Brito (1862-1934) CâMARA Melo Cabral, Filomeno da (1873-1934) CASTRO Silva Antunes, João do Canto e (1862-1934) DOLFUSS, Engelbert (1892-1934) HINDENBURG, Paul von Beneckendorff und von (1847-1934) KIROV, Sergueiv (1886-1934) SANDINO, César Augusto (1893-1934) |
ANTóNIO, Mário (n. 1934) BOUDON, Raymond (n. 1934) CARNEIRO, Francisco Lumbralles de Sá (1934-1980) CHACON, Vamireh (n. 1934) CLASTRES, Pierre (1934-1977) SALGUEIRO, João Fernandes (n. 1934) |