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Schelling
1775-1854
Estuda teologia
em Tubinga, sendo aí companheiro de Hegel e Holderlin. Aio de jovens nobres em
Leipzig. Professor em Jena desde 1798. Aqui se relaciona com os irmãos Schlegel
e Novalis. Recebe influências de Goethe e Fichte. Professor em Wurzburgo desde
1803 e em Munique, desde 1806. Distancia-se de Fichte. Assume, a aprtir de 1809,
aquilo que designa por filosofia positiva.
Influencia o panenteísmo de Krause. Chamado em 1841 a Berlim para aniquilar
o panteísmo hegeliano. Considera que o Estado é o
organismo objectivo da liberdade, partindo do princípio que o organismo é um
objecto indivisível, completo em si mesmo, subsistente por si mesmo. É o elemento
em que a ciência, a religião e a arte se compenetram reciprocamente, de
maneira a tornarem-se num todo vivo e objectivo na própria unidade. Neste
sentido, o Estado é um organismo que não
pode ser dominado, mas apenas desenvolvido, e a
história como um todo é um desvendamento contínuo e progressivo do absoluto.
Ele é não só o arquitecto do organismo,
o artista criador das artes plásticas, no qual se desvenda a ideia divina de
direito, como também a união do real
e do ideal, a reunião da liberdade e
da necessidade. Precede Hegel na consideração de um espírito objectivo, e não apenas pessoal e subjectivo, entendendo
a natureza como algo de não morto, como algo que não tem apenas de ser visto
negativamente, como limite à acção do homem. A natureza é o espírito que
devém e o homem, o olho pelo qual a natureza a si mesmo se contempla, sendo,
assim, entendida, não como mero produto, mas sim como o sujeito que produz.
Neste sentido, admite a existência de uma alma do mundo (Weltseele) que se torna extrínseca, primeiro, no mundo vegetal e
animal, e, depois, no mundo do espírito. Do mesmo modo, refere a existência de
uma alma do povo (Volksseele) que,
primeiro, é inconsciente, e, depois, se transforma em consciente, segregando
tanto o social como o político.
·Neue Deduktion des
Naturrechts
1795.
·Ideen zu einer Philosophie
der Natur
Ideias
para uma Filosofia da Natureza, 1797.
·Von der Weltseele
Acerca
da Alma do Mundo,
1798
·System des transzendentalen Idealismus
Sistema
do Idealismo Transcendental, 1800.
4Battaglia,
Felice,
Curso de Filosofia del Derecho, trad.
cast. de Francisco Elias Tejada e Pablo Lucas Verdú, Madrid, Reus, 1951, I, pp.
301 segs..4Ferreira,
Manuel Carmo, «Schelling», in Logos, 4,
cols. 956-963.4Maltez,
José Adelino, Ensaio sobre o Problema do
Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991,
II, p. 129. Messer, pp. 439 ss..
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