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Marcuse,
Herbert
(1898-1979)
Nasce
em Berlim. Estuda em Berlim e Friburgo. Emigra em 1934 para os Estados Unidos,
ensinando na universidade de Columbia. Naturaliza-se norte-americano em 1940,
trabalhando no Departamento de Estado durante a Guerra. Membro destacado da
chamada Escola Crítica. Influenciado pela ontologia de Heidegger e pela
metodologia de Weber. Mistura Hegel, Marx e Freud, criticando o neo-empirismo
comportamentalista da sociologia norte-americana. Inspirador da New
Left norte-americana e um dos ídolos teóricos do Maio
68 Analisa a chamada dominação da racionalidade tecnológica das
sociedades industriais avançadas, considerando que a mesma leva à
unidimensionalidade. Porque a sociedade
industrial possui instrumentos para transformar o metafísico em físico, o
interior em exterior, as aventuras da mente em aventuras tecnológicas. O
progresso técnico tornou obsoletas as oposições sociais típicas do século
XIX, dado que o indivíduo ficou enredado nas complexas teias do sistema de
produção e de distribuição de massa e da própria indústria cultural, até
porque se criam necessidades artificiais.Questiona se a ameaçã de catástrofe
atómica não tem sido utilizada para proteger as prróprias forças que
perpetuam esse perigo. Salienta que a sociedade é irracional no seu todo,
porque a paz é mantida pela constante ameaça da guerra.
·Reason
and Revolution. Hegel and the Rise of Social Theory
Londres,
1941 [cfr. trad. fr. Raison et Revolution,
Paris, Éditions de Minuit, 1969].
·Eros
and Civilization. A Philosophical Inquiry into Freud
Boston,
Beacon Press, 1955 [cfr. trad. port. Eros
e Civilização,
Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1968].
·Soviet
Marxism. A Critical Analysis
Nova
Iorque, Columbia University Press, 1958.
·One-Dimensional
Man. Studies in the Ideology of Advanced Industrial Society
Boston,
Beacon Press, 1964. Cfr. trad. port. Ideologia
da
Sociedade Industrial,
Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1969.
·Psicanálise
e Política. O Fim da Utopia
[ed.
orig. 1968], trad. port., Lisboa, Moraes Editores, 1969.
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