Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


Abranches, J. P. Madeira

Abreu, António José Teixeira de (1865-1930). ·Professor de direito. Catedrático em 1896. ·Ministro da justiça de João Franco, de 2 de Maio de 1907 a 4 de Fevereiro de 1908.

Abreu e Lima, Luís António de

Agras, Padre Manuel Das Guerrilheiro miguelista durante a patuleia

Aguiar, 1º marquês de  D. Fernando José de Portugal e Castro (1752-1817) Formado em direito. Governador da Baía e vice-rei do Brasil, de 1804 a 1806.  Ministro do reino e da fazenda, assistente ao despacho, desde 10 de Março de 1808, quando a Corte se instala no Rio de Janeiro. Morre em 24 de Janeiro de 1817.

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Aguiar, António Augusto de (1838-1887) ·Lente de química na Escola Politécnica. ·Membro do partido constituinte, liderado porJosé Dias Ferreira, de 1871 a 1883. ·Ministro das obras públicas de 24 de Outubro de 1883 a 4 de Fevereiro de 1885, num governo de Fontes. ·Deputado regenerador em 1879 e em 1880-1881. Par do reino de 1881 a 1887. ·Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido (1886-1887). ·Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa.

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Aguiar, Joaquim António de (1792-1871) ·Por ter referendado o decreto de 28 de Maio de 1834, será conhecido como o mata frades ·Formado em direito em 1815, começa por ser professor em Coimbra, sendo afastado em 1823 e reintegrado em 1826. ·Deputado à s cortes de 1826-1828 emigrará depois da belfastada. ·Ministro do reino da regência, de 15 de Outubro de 1833 a 23 de Abril de 1834, quando assume a pasta da justiça até 24 de Setembro de 1834. ·Deputado em 1834-1836. ·Ministro da justiça no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836. ·Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada. ·Deputado em 1838-1840 (faz então parte da minoria cartista) e em 1840-1842. ·Presidente do ministério de 9 de Junho de 1841 a 7 de Fevereiro de 1842, acumulando a pasta do reino. ·Deputado em 1842-1845 e 1846. ·Ministro da justiça no governo de Palmela, de 19 de Julho a 6 de Outubro de 1846. ·Deputado em 1851-1852. ·Volta a chefiar o governo de 1 de Maio a 3 de Julho de 1860 ·E em 1865-1868 (de 4 de Setembro de 1865 a 4 de Janeiro de 1868, o governo da fusão). ·Faleceu em 26 de Maio de 1874.

Alarcão Velasques de Sarmento Osório, D. João de (n.1854). Bacharel em direito. Progressista. Ministro em 1905, 1908 e 1909.

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ALBUQUERQUE, Joaquim MOUZINHO DE (1855-1902).  Militar, chegou a tenente-coronel. Destacou-se na campanha de África (1895). Foi nomeado preceptor de D. Luís Filipe. Suicidou-se em 8 de Janeiro de 1902.

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Albuquerque, Luís da Silva Mouzinho de (1792-1846) Coronel de engenharia. Frequentou vários cursos em Paris entre 1820 e 1823. Foi autor de um tratado de física e química, publicado em 1824. Avô de Joaquim Mouzinho da Silveira. ·Destacou-se como secretário do conde de Vila Flor, futuro duque da Terceira, em 1828. ·Secretário da regência (1831). ·Ministro do reino da regência de 10 de Novembro de 1832 a 12 de Janeiro de 1833. ·Ministro do reino no governo de José Jorge Loureiro, de 25 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836. ·Ministro do reino e da justiça no governo de Terceira, de 9 a 20 de Fevereiro de 1842. Passa para a oposição a partir desta data. ·Ministro da marinha do governo de Palmela de 23 a 26 de Maio de 1846, data em que passa para o reino até 6 de Outubro de 1846. ·Apoiou o setembrismo e foi membro activo da patuleia, aliado a Sá da Bandeira e ao conde do Lavradio.

·Morreu em 1846 na batalha de Torres Novas, em luta contra Saldanha.

ornelas, aires de.jpg (13942 bytes)Aires de Ornelas e Vasconcelos

Algés, Visconde de

Almada, 1º Conde de (desde 1793) D. Lourenço josé boaventura de almada. Membro da Junta dos Três Estados em 1808. Faleceu em 1814.

Almeida, António de (1974-1874). 5º marquês do Lavradio.

Almeida, João de (1863-1953). Comandou as campanhas contra os cuamatas e nos Dembos, em 1906-1907. Ministro das colónias de 6 a 9 de Julho de 1926. Preso em Julho de 1930.

Almeida, José Bento Ferreira de (1847-1902). Oficial da marinha. Criou em Faro a escola de Alunos Marinheiros. Governador de Moç âmedes em 1878-1880. Deputado de 1884 a 1901. Par do reino desde 1901. Esbofeteia o ministro da marinha em plena Câmara dos Deputados em 7 de Maio de 1887. Condenado a 4 meses de prisão. Propõe em 27 de Fevereiro de 1888 a alienação de Moçambique, Guiné, Cabinda, Macau e Timor. Renova tal proposta em 1891. Ministro da marinha e ultramar no governo de Hintze, desde 17 de Janeiro a 26 de Novembro de 1895.

Almeida, José Valentim Fialho de (1857-1911). Apesar de formado em medicina, depois de ser praticante de farmácia, acabou por não exercer a profissão. Escritor.  Morreu agricultor. Autor de Os Gatos, entre 1889 e 1893, obra que pretendia continuar As Farpas.

Almeirim, Barão de (desde 1837). Manuel Nunes Freire da Rocha (1796-1859). Deputado. Pai de Anselmo Braamcamp Freire.

Almofala, Barão de. Ver Leão

ALORNA, 4ª marquesa de. D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre, Condessa de Oeyenhausen (1750-1839). Maçon. Filha do 2º Marquês de Alorna, D. João de Almeida Portugal. Teve como nome literário Alcipe. A sua família foi perseguida pelo marquês de Pombal, por ter parentesco com os Távoras. Reclusa em Chelas de 1758 a 1777. Exílio de 1803 a 1814. Casou em 1799 com o conde Oeyenhausen.

ALORNA, D. Pedro de Almeida Portugal. 3º marquês de Alorna e 6º conde de Assumar. (1754-1813). Maçon. Filho do 2º Marquês de Alorna, falecido em 1802. Oficial do exército. Campanha do Rossilhão. Comandante da Legião Portuguesa.  Condenado à morte em 1810.  Autor de Reflexões sobre o Sistema Económico do Exército, de 1799 (Lisboa, Ferin, 1903).

ALPOIM Cerqueira Borges Cabral, José Maria de (1858-1916). Formado em 1878. Progressista. Administrador de Mesão Frio e Lamego. Começou como adepto de Mariano de Carvalho e passa, depois, a delfim de José Luciano. Ministro da justiça de José Luciano de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900. Ministro da justiça de José Luciano, entre 20 de Outubro de 1904 e 11 de Maio de 1905. Tinha como rival Francisco da Veiga Beirão.Desencadeia a dissidência progressista. Exilado em Salamanca depois de 28 de Janeiro de 1908. Adere à República. Passa de Procurador Geral da Coroa a adjunto do procurador geral da República. Termina a vida profissional como delegado do governo na Companhia do Niassa. Confessou a António Cabral: eu quero e desejo o poder pelo poder; nada mais.

Alves, Joaquim José (1830-1906). Médico. Maçon. Deputado em 1875-1879 e 1882-1887.

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AMARAL, Francisco Joaquim Ferreira do (1844-1924). Almirante, chefe do governo da acalmação em 1908. Governador de Angola em 1882 e da Índia em 1886. Ministro do governo de Dias Ferreira, de 17 de Janeiro de 1892 a 23 de Fevereiro de 1893, com a pasta da marinha e do ultramar, embora acumulasse com a dos estrangeiros, desde 23 de Dezembro de 1892. Chefe do governo de 4 de Fevereiro a 25 de Dezembro de 1908. Aderiu, depois de 1910 ao partido democrático de Afonso Costa.

AMARAL, João Maria FERREIRA DO. Oficial da marinha. Perdeu o braço direito no Brasil em 1821, integrado nas tropas obedientes à s Cortes de Lisboa. Mindeleiro. Serviu, depois, em Angola. Governador de Macau entre 1848 e 1849, quando foi assassinado.

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AMARAL, José Rodrigues Coelho do. General. Lente da Escola do Exército . Governador de Benguela e Angola (1851). Director da Escola Politécnica de Lisboa. Ministro da marinha no governo de Ávila entre 4 de Janeiro e 22 de Julho de 1868. Volta a governador de Angola e faleceu como governador de Moçambique.

Amarante, Conde de. Ver Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, Manuel

AMÉLIA de Orleães, D. Maria (1865-1951). Rainha de Portugal. Casou com D. Carlos em 1886.

ANADIA, 2º conde da (desde 1812) e 2º visconde de Alverca. José António de Sá Pereira e Meneses (1731-1813). Doutor em cânones. Diplomata. Estev em Nápoles de 1750, durante quarenta anos. Representante português em Copenhaga e Estocolmo de 1791 a 1797. Ministro do ultramar desde 6 de Janeiro de 1801. Ministro da marinha desde 10 de Março de 1808, quando a Corte se instala no Rio de Janeiro.

ANDRADA Machado e Silva, ANTÓNIO CARLOS RIBEIRO DE(1773-1845). Irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva. Maçon. Bacharel em direito por Coimbra. Participa na revolta republicana do Pernambuco em 1817. Preso de 1817 a 1821. Grão-mestre do Grande Oriente Brasileiro de 1813 a 1818.

ANDRADA Machado e Silva, José Bonifácio de  (1763-1838). Maçon. Bacharel em leis e filosofia (1787). Professor em Coimbra. Membro da Academia Real das Ciências. Regressa ao Brasil em 1919.

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ANDRADE, ABEL Pereira de (1866-1958). Deputado regenerador entre 1900 e 1910.

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Andrade, Anselmo de
(1844-1928) Foi progressista. Director do Correio da Noite. Ministro da fazenda de Hintze, entre 26 de Junho e 30 de Novembro de 1900. Ministro da fazenda do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. Preceptor de D. Manuel II.

ANDRADE, António Pequito Seixas de (1819-1895). Formado em direito em 1842. Magistrado e advogado no Gavião. Ministro da justiça no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Julho de 1868 a 2 de Agosto de 1869. Foi então responsável pela perseguição ao bandoleiro João Brandão. Progressista desde 1876. Par do reino.

Andrade, José Baptista de (1819-1902). Oficial da marinha. Maçon. Governador de Angola em 1862-1865 e 1873-1876. Deputado em 1871-1874 e par do reino de 1880 a 1902.

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Antas, Conde de. Francisco Xavier da Silva Pereira (1793-1852) Oficial do exército. Esteve na Legião Lusitana. Foi vintista. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Setembrista.  Par do reino em 1842. Governador da Índia em 1842-1843. Um dos chefes militares da Patuleia, tendo comandado o exército da Junta do Porto em 1846. Grão-mestre da Confederação Maç ónica Portuguesa  de Junho de 1851 a 20 de Maio de 1852, data da sua morte. Sucedeu a João Gualberto Pina Cabral e terá como sucessor Loulé.

Antero, Adriano (1846-1934)

Araújo, José Gregório de Rosa (1840-1893).

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Araújo, José Maria de Xavier (1786-1860)Jurista. Maçon. Bacharel em cânones. Magistrado. Membro do Sinédrio. Deputado em 1821-1822, pelo Minho, companheiro de Fernandes Tomás.  Escreveu em 1846, Revelações e Memórias para a história da revolução de 24 de Agosto de 1820, e de 15 de Septembro do mesmo anno, Lisboa, Rollandiana, 1846.

Arcos, 8º Conde de. D. Marcos de Noronha da Costa e Brito (1771-1828). 15º e último Vice-rei do Brasil. Nomeado ministro da marinha e do ultramar em 21 de Junho de 1817, depois da morte do conde da Barca. Estava na Baía, como governador (1809-1817), e só chega ao Rio de Janeiro em Fevereiro de 1818, quando assume a efectividade. Membro do Conselho de Regência em 1826. Ver Rocha Martins, O Último Vice-Rei do Brasil, Lisboa, 1932.

Arouca, Frederico de Gusmão Correia (1843-1902). Advogado. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de António Serpa, de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890. Ministro dos negócios estrangeiros de Hintze de 20 de Dezembro de 1893 a 1 de Setembro de 1894.

Arroio, João Marcelino (1861-1930). Regenerador. Professor de direito. No governo de António Serpa, foi ministro da marinha e ultramar (desde 14 de Janeiro de 1890) e da instrução pública (de 5 de Abril a 14 de Outubro de 1890). Ministro dos negócios estrangeiros de Hintze, entre 26 de Junho de 1900 e 1 de Junho de 1901.

Asseca, 6º Visconde de. António Maria Corrêa de Sá e Benevides (1786-1844). Representante de D. Miguel em Londres em 1828

Assunção, Manuel de (1844-1893). Regenerador. Deputado.Ministro em 1885-1886

Ataíde, Simão de Cordes Brandão de (1809-1868). Lente. Membro da Junta dos Três Estados em 1808 e um dos redactores da súplica a Napoleão, ao lado de Ricardo Raimundo Nogueira e de Francisco Duarte Coelho..

Atouguia, António Aluísio Jervis de (1797-1861) 1º Visconde de Atouguia Desde 1853. Maçon. Bacharel em matemática (1822). Engenheiro militar. Lente da Academia Real da Marinha. Ajudante de ordens de Saldanha. Professor na Academia Militar. Ministro da marinha e ultramar no governo de Saldanha, de 25 de Julho a 18 de Novembro de 1835, substituindo Loulé. Implicado na revolta dos marechais de 1837. Deputado em 1838-1840, faz parte da minoria cartista. Nomeado governador civil de Lisboa, de 31 de Agosto a 26 de Novembro de 1840, pelo governo do conde de Bonfim. Presidente da Câmara dos Deputados em 1841. Ministro dos negócios estrangeiros entre 22 de Maio de 1851 e 4 de Maio de 1852. Da marinha, entre esta data e 6 de Junho de 1856, substituindo Fontes. Volta aos estrangeiros em 19 de Agosto de 1852, substituindo Almeida Garrett. Representava neste gabinete a facção dos ordeiros. 

Avelar (Brotero), Félix José da Silva e (1744-1828). Clérigo. Maçon. Doutor em mediciana por Reims. Lente de botânica e agricultura (1791-1814). Perseguido pela inquisição em 1778. Exílio em França. Deputado em 1821-1822.

Avelino, António Cardoso (1822-1889). Bacharel em direito e magistrado.  Deputado. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no primeiro governo de Fontes, entre 13 de Setembro de 1871 e 9 de Novembro de 1876, data em que passa para a justiça, até 5 de Março de 1877. Maçon. Membro do partido regenerador.

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Ávila, António José de
(1806-1881) 
1º Conde de Ávila, Desde 1864. Marquês de Ávila e Bolama Desde 31 de Maio de 1870. Duque de Ávila Desde 14 de Maio de 1878. O único plebeu que ascendeu à categoria de duque. Maçon. Bacharel em filosofia (1826). Professor de filosofia racional e moral na Horta. Estuda medicina em Paris. Presidente da câmara da Horta em 1831. Vogal e presidente do Supremo Tribunal Administrativo. Deputado em 1834-36; 1838; 1840; 1840-42; 1842-1845; 1848-1851; 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861; 1861. Ministro da fazenda no governo de Joaquim António de Aguiar, de 9 de Junho de 1841 a 7 de Fevereiro de 1842. Volta a esta pasta desde 18 de Junho de 1849, no governo presidido por Costa Cabral, até 1851. Segundo Lavradio (III, p. 286), não lhe falta talento nem instrução, mas falta-lhe prudência e é cheio de orgulhocarácter versátil. Idem em 1858.  Ministro da fazenda e dos negócios estrangeiros no segundo governo de Loulé de 4 de Julho de 1860 a 21 de Fevereiro de 1862. Governador da Companhia do Crédito Predial Português de 1864 a 1881. Ministro da fazenda e dos negócios estrangeiros no governo de Sá da Bandeira, de 17 de Abril a 4 de Setembro de 1865. Presidente do ministério de 4 de Janeiro a 22 de Julho de 1868., acumulando o reino e os estrangeiros (governo da direita reformista, na sequência da Janeirinha). Ministro da justiça, da fazenda e dos negócios estrangeiros, no governo de Sá da Bandeira, depois da saldanhada, de 29 de Agosto a 29 de Outubro de 1870. Volta à chefia do governo de 29 de Outubro de 1870 a 13 de Setembro de 1871, acumulando os estrangeiros, as obras públicas, comércio e indústria e o reino; de 5 de Março de 1877 a 29 de Janeiro de 1878, acumulando o reino e os estrangeiros. Faleceu em Lisboa no dia 4 de Maio de 1881, com 75 anos de idade.

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Ávila, Carlos Lobo d'
(1860-1895). Director de O Tempo. Fez parte do grupo dos Vencidos da Vida. Amigo de Oliveira Martins. Filho de Tomás de Lobo d’Ávila. Chamado o Carlotinha. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Hintze, desde 20 de Dezembro de 1893, substituindo Bernardino Machado. Restringe o funcionamento das associações de classe em Janeiro de 1894. Passa a ministro dos negócios estrangeiros, no mesmo governo de Hintze, em 1 de Setembro de 1894. Morre em 21 de Setembro de 1895.

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Ávila, Joaquim Tomás de Lobo de (1822-1901). 1º Conde de Valbom, Desde 1875. Maçon. Proprietário. Oficial do exército. Engenheiro de pontes e calçadas por Paris. Participa na revolta anticabralista de 1844. Deputado em 1853-54. Par do reino desde 1874. Membro da unha negra dos históricos. Passa para o partido regenerador. Ministro das obras públicas, comércio e indústria em 1862. Grão-mestre da Confederação Maç ónica em Fevereiro de 1863, sucedendo a José Estevão. Derrotado para o mesmo cargo em Março de 1864. Constitui em Maio de 1864 a Confederação Maç ónica Progressista de Portugal. Ministro da guerra do governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870.; da fazenda em 1862-65; da guerra, 1869-1870; da marinha, 1891; da instrução, 1891; dos negócios estrangeiros de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892. Autor de Estudos de Administração, Lisboa, Tip. Universal, 1874.

Avilez, Jorge (1785-1845) 1º Conde de Avilez Desde 1838. Grande proprietário. Maçon. Oficial do exército. Participa na Guerra Peninsular e conquista de Montevideu, onde foi governador. Comandante das tropas fiéis à s cortes de Lisboa, no Rio de Janeiro. Deputado em 1822-23 e em 1834-35. Comandante do regimento 18 que durante os acontecimentos da vilafrancada de 1823, foi buscar D. João VI ao paço da Bemposta. Senador 1838-1842. Par do reino em 1835-36 e desde 1842.

Azedo, Mateus José Dias (n. 1758) Encarregado dos negócios da guerra e da marinha, assistente da junta de governo nomeada em 27 de Setembro de 1820, até 26 de Janeiro de 1821, auxiliado por Bernardo Sepúlveda.

Azeredo, Francisco Paula d'. Conde de Samodães (1828-1918)

Azeredo, Francisco de Paula de (n. 1859). Oficial de engenharia. Lente da Politécnica do Porto. Filho do conde de Samodães. Vereador da câmara do Porto em 1901. Ministro da fazenda no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.

Azeredo Teixeira de Aguiar, Francisco Paula d’(1828-1918). 2º Visconde  e Conde de Samodães. Formado em matemática e engenheiro civil e militar pela Escola do Exército. Foi presidente da câmara do Porto. Ministro da fazenda do governo de Sá da Bandeira, de 27 de Dezembro de 1868 a 11 de Agosto de 1869. Governador civil do Porto de 6 de Fevereiro a 11 de Setembro de 1871. Foi um dos fundadores de A Palavra. Ver Apontamentos biographicos de Francisco Paula d’Azeredo. Conde de Samodães, Porto, Tipografia de Manuel José Pereira, 1886.

Azevedo, António de Araújo e. 1º conde da barca desde 1815 (1754-1817). Maçon. Íntimo do Duque de Lafões. Auxilia Silvestre Pinheiro Ferreira. Embaixador em Haia (1789-1797 e 1798-1802), Paris (1797-1798 e em 1801) e Rússia (1892-1803). Passou antes por França, onde contactou os revolucionários. Enviado a Paris em 1797 para negociar com o Directório. Assina o tratado de 10 de Agosto desse ano. Preso durante três meses pelo directório, de 28 de Dezembro de 1797 até 28 de Março de 1798, quando é expulso de França.

Ministro dos negócios estrangeiros e da guerra (1804-1808), do reino. Assume então o partido francês. Ascende à categoria de ministro assistente ao despacho (1806-1808), da marinha e ultramar (1814-1817). Faleceu em 21 de Junho de 1817.

Azevedo, José António Maria de Sousa. Visconde de Algés. Ministro da fazenda do governo de Saldanha, entre 13 de Outubro de 1846 e 4 de Novembro do mesmo ano. Acumula a pasta da guerra no mesmo governo, desde 4 de Novembro de 1846 até 20 de Fevereiro de 1847.

Azevedo e Melo, Marcelino Máximo de


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