Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


Balsemão, Visconde de. Ver COUTINHO, Luís Pinto de Sousa.

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Bandeira, Sá da Barão Em 1833. Visconde Em 1834. Marquês de Sá da Bandeira Desde 1864. Bernardo Sá Nogueira de Figueiredo (1795-1876). Ilustre maçon. Abastado proprietário ribatejano, herdeiro de importante massa de terras em 1831. Participa na Guerra Peninsular. Vintista, é um dos implicados na martinhada. Passa para o estrangeiro até 1823. Apoia a vilafrancada.  Combate na guerra civil pelos pedristas. Perde no Porto o braço direito no combate do Alto da Bandeira. Ministro da marinha e ultramar da regência desde 10 de Novembro de 1832, até 12 de janeiro de 1833. Comandante em chefe no Algarve  no Alentejo em 1833-1834.  Ministro da marinha e ultramar no governo de José Jorge Loureiro, de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836. Ocupa a pasta do reino até 25 de Novembro de 1835. Ministro da fazenda e dos negócios estrangeiros do primeiro governo setembrista, presidido pelo conde de Lumiares, de 10 de Setembro a 4 de Novembro de 1836. Presidente do governo e ministro da guerra e dos negócios estrangeiros, de 5 de Novembro de 1836 a 1 de Julho de 1837. Passa a ocupar a pasta da marinha, ocupada por Vieira de Castro, a partir de 27 de Maio de 1837. Presidente do governo de 10 de Agosto de 1837 a 18 de Abril de 1839. Até 6 de Novembro de 1837, acumulou com os estrangeiros. Ministro da guerra em 1846. Comandante da Patuleia no Algarve em 1847. Ministro da marinha e ultramar de 6 de Junho de 1856 a 16 de Março de 1859, no governo de Loulé. Acumula as obras públicas, comércio e indústria até 25 de Junho de 1856. Acumula a pasta da guerra de 23 de Janeiro de 1857 a 16 de Março de 1859, substituindo José Jorge Loureiro. Ministro da guerra em 1860-1862. Presidente do conselho em 1865 (de 17 de Abril a 4 de Setembro), acumulando a guerra e a marinha, com a oposição de Tomás de Lobo Ávila. De novo na chefia do governo, de 22 de Julho de 1868 a 11 de Agosto de 1869 (acumula a guerra), o primeiro governo reformista propriamente dito. Volta a chefiar novo governo, de 29 de Agosto a 29 de Outubro de 1870, depois da saldanhada, acumulando a guerra e a marinha. Morre em 6 de Janeiro de 1876. Ver Simão José da Luz Soriano, Vida do Marquez de Sá da Bandeira, 2 vols., Lisboa, 1887-1888.

Banho, Visconde de. Ver Sarmento, Alexandre

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Baracho, Sebastião de Sousa Dantas  General. Par do reino, apoiante dos nacionalistas. Adere aos republicanos.

Barbacena, Marquês de. Felisberto Caldeira Brant Pontes Oliveira e Horta (1772-1842). General. Aderiu ao movimento da independência brasileira, tendo desempenhado várias missões diplomáticas ao serviço de D. Pedro.

Barbacena, 1º conde e 6º visconde de. Luís António Furtado de Castro do Rio Mendonça e Faro (1754-1830). Ministro dos estrangeiros no governo nomeado por D. João VI em 3 de Julho de 1821, até 29 de Julho do mesmo ano. Ministro da guerra de 15 de Janeiro de 1825 a 1 de Agosto de 1826. Ministro da guerra de D. Miguel desde 21 de Fevereiro de 1829 a 15 de Agosto de 1833.

Barca, Conde da

Barradas, Fernando Luís Pereira de Sousa (1757-1841). Maçon. Bacharel em leis (1782). Secretário de Estado da regência do reino nomeada pelas Cortes em 28 de Janeiro de 1822. Ministro da justiça de 15 de Janeiro de 1825 a 1 de Agosto de 1826. Preso em 1828-1833.

BARREIROS, Joaquim António Velez, General (1º barão, desde 1847, e 1ºvisconde, desde 1854, de Nossa Senhora da Luz). (1803-1865). Maçon. Militar. Ministro dos estrangeiros do governo de Saldanha entre 22 de Agosto e 18 de Dezembro de 1847. Ministro do reino e da marinha em 1851. Ministro da guerra em 1860.

Barreto, Luís do Rego

Barros, Henrique da Gama. Autor de História da Administração Pública, cujo primeiro tomo é editado em 1885.

BARROS, José António de Oliveira LEITE DE, 4º conde de Basto (1749-1833). General. Formado em leis em 1780. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental. Ministro do reino e da justiça de 19 de Março a 14 de Maio de 1824. Ministro do reino e da marinha de D. Miguel, desde 26 de Fevereiro de 1828. Passa a chefiar o governo, substituindo Cadaval, em 1 de Julho de 1831. Morre em 2 de Agosto de 1833 de cólera morbus em Coimbra. Em 1834, os pedristas profanam o respectivo túmulo e arrastam o corpo pelas ruas da cidade de Coimbra. Um dos chefes da ala dura apostólica, próximo da chamada facção rainhista

 Basto, Conde de. Ver Barros, J. A. Leite de.

Basto, Eugénio Ferreira Pinto ( m. 1883). Jurista. Maçon. Director da associação comercial do Porto em 1837. Deputado em 1853-1856.

BASTO, José Ferreira Pinto. Um dos principais compradores dos bens da fazenda nacional em 1835.

Basto Júnior, José Ferreira Pinto

BASTOS, Francisco José TEIXEIRA (1856-1901). Aluno do Curso Superior de Letras, discípulo de Teófilo Braga. Introdutor do positivismo em Portugal. Militante republicano. Aderiu ao socialismo catedrático.

BASTOS, José Joaquim RODRIGUES DE (1777-1862). Advogado e magistrado. Adere à martinhada de 11 de Novembro de 1820. Deputado em 1821-1822, sendo secretário das Cortes. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental Intendente geral da polícia em 1827. Afastado em 1833, transforma-se em escritor de assuntos religiosos, nomeadamente  Meditações e discursos religiosos, de 1842, e A Virgem da Polónia, 1857.

BAYARD, Ildefonso Leopoldo (1785-1856). Maçon. Diplomata  de 1822 a 1828 (Dinamarca e Prússia) e de 1839 a 1843 (Rio de Janeiro). Director da Companhia das lezírias em 1837. Ministro da guerra de Saldanha, entre 28 de Abril e 3 de Maio de 1847. Acumula os estrangeiros, desde essa data até 22 de Agosto de 1847.

BEIRÃO, CAETANO Maria Ferreira da Silva (1807-1871). Lente da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e deputado miguelista em 1842 e 1862. Participa na revolta de 1844 contra o cabralismo.

BEIRÃO, Francisco António da VEIGA (1841-1916). Professor do Instituto Industrial  e presidente da associação de Advogados de Lisboa. Começou por militar nos reformistas e transformou-se no delfim de José Luciano, em rivalidade com José de Alpoim. Ministro da justiça de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 14 de Janeiro de 1890. dedo a apontar.gif (956 bytes)Presidente do ministério, de 22 de Dezembro de 1909 a 26 de Junho de 1910. Considerado um homem da esquerda antiga, opôs-se a José Maria Alpoim.

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BERESFORD, William Carr (1768-1854). Oficial inglês. Comandante chefe do exército português de 1816 a 1820. Feito duque de Elvas.

BEZERRA, João Paulo Ministro da fazenda e interino da guerra e dos estrangeiros do governo de D. João VI, no Rio de Janeiro, entre 21 de Junho de 1817 e 29 de Novembro de 1817, data em que faleceu. Sucedeu ao conde da Barca. Neste período, o outro ministro junto de D. João VI era apenas Tomás António de Vila Nova Portugal.

Bóbeda, Visconde de. Joaquimde Sousa Quevedo Pizarro.

Bocage, Carlos Roma Du (1850-1918). Ministro em 1909.

Bocage, José Vicente Barbosa Du (1823-1907). Regenerador. Deputado. Ministro em 1883-1886 e 1890-1891.

Bombarda, Miguel (1851-1910). Médico. Oposicionista republicano

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Bonfim, 1º Conde do. José Lúcio Travassos Valdez (1787-1862). Maçon. Clérigo e oficial do exército. Coadjutor da Sé de Elvas. Participa na guerra peninsular, nomeadamente nas batalhas da Roliça e do Vimeiro. Fez parte do estado-maior de Beresford. Reprime a revolta de 1823. Nomeado em 1832 ajudante-general do Estado-Maior do exército pedrista. Ministro da guerra e da marinha no governo de Sá da Bandeira, de 9 de Novembro de 1837 a 18 de Abril de 1839. Entre 26 de Novembro de 1839 e 9 de Junho de 1841, presidente do ministério e ministro da guerra e da marinha. Par do reino em 1842, opôs-se ao governo de Terceira-Cabral em 1843..Participante da patuleia, em 1846-1847, será deportado para Moç âmedes. Ver Governo de Bonfim

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Borges, José Ferreira
(1786-1838) Maçon. Formado em cânones (1805). Advogado no Porto e secretário da Companhia dos Vinhos do Alto Douro. Membro do Sinédrio. Deputado em 1821-1822. Emigrado em Londres de 1823 a 1827. Autor do projecto de Código Comercial de 1833. Autor de Principios de Syntetologia, Londres, 1831, de Instituições de Medicina Forense, Paris, 1832; Cartilha do cidadão constitucional, dedicada à mocidade portugueza, Londres, 1832; Instituições de Economia Política, Lisboa, 1834. Ver José Maria de Vilhena Barbosa de Magalhães, José Ferreira Borges, in Jurisconsultos Portugueses do Século XIX, 2º vol., edição do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, Lisboa, 1960, pp. 202 ss.

Botelho, José Maria de Sousa (1758-1825) Morgado de Mateus Embaixador em Madrid desde 6 de Janeiro de 1801. Enviado para negociar a paz com a França, por mediação de Madrid. Embaixador em Paris junto de Bonaparte, em 1802-1803.

Botelho, José Nicolau Raposo. Ministro da guerra do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910

Bourmont, Luís Augusto Vítor (1773-1846). Marechal francês, vendeiano. Colabora com Luís XVIII. Célebre pelos feitos cometidos na colonização de Argélia. Ministro da guerra de D. Miguel, nomeado em 15 de Agosto de 1833.

Braamcamp de Almeida Castelo Branco (Ou Braamcamp Senior), Anselmo José (1791-1841)  Deputado em 1821-22 e 1824-32; senador em 1838-41. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Secretário de Estado da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821.

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Braamcamp, Anselmo José (1819-1885).Bacharel em direito, 1840. Filho de Anselmo José Braamcamp de Almeida Castelo Branco (1791-1841). Maçon. Deputado desde 1851. Ministro do reino de 21 de Fevereiro de 1862 a 16 de Janeiro de 1864. Ministro da fazenda do governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870. Organizou o partido progressista. Subscritor do pacto da Granja. Presidente do ministério de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881 (664 dias), acumulando a pasta dos negócios estrangeiros. Morre em 13 de Novembro de 1885.

Braamcamp, Hermano José

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Braga, J. Teófilo Braga
 (1843-1924). Participa na Questão Coimbrã de 1865. Forma-se em direito em 1868. Em 1872, professor de literatura do Curso Superior de letras. Publica Soluções Positivas da Política Portuguesa em 1879. Presidente do governo provisório de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. Eleito presidente da república em 28 de Maio de 1915 até 5 de Outubro de 1915. Autor de História das Ideias Republicanas em Portugal, 1880 (ver Lisboa, Vega, 1980). Faleceu em 28 de Janeiro de 1924.

Branco, António Roberto de Oliveira Lopes (1808-1889). Magistrado. Maçon. Governador civil de Coimbra em 1842-1843. Deputado em 1842-1845; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1860-1861; 1861-1864; 1868-1869. Segundo Lavradio, III, p. 283, homem sem princípios fixos, isto é, homem de ganhar, pois tem pertencido a todos os partidos. Era da oposição ao cabralismo em 1846, mas ofendeu-se com o governo de Palmela e passou a seguir Saldanha depois de 6 de Outubro de 1846. Ministro da fazenda de Saldanha, entre 29 de Janeiro e 18 de Junho de 1849.

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Branco, Camilo Botelho Castelo (1825-1890) 1º Visconde de Correia Botelho Desde 1885
Estuda na Escola Médico-Cirúrgica do Porto em 1844-1845 e em Coimbra, em 1845-1846. Amanuense no governo civil de Vila Real em 1847. Em 1846-1847 foi iniciado na maçonaria por Ricardo Jorge, junto de José da Silva Passos. Preso como adúltero entre 1859-1861. Casou com Ana Plácido em 1863. Participa na Questão Coimbra em 1865. Publica A Queda de um Anjo em 1866. Maria da Fonte, 1884. Suicidou-se no dia 1 de Junho de 1890.

Branco, João Soares. Major. Ministro da fazenda no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da fazenda do governo seguinte, de Veiga Beirão.

Brandão, António Emílio Correia de Sá (1821-1909). Jurista. Maçon. Magistrado. Deputado em 1842-1845; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1869-1870; 1879. Governador civil de Coimbra em 1847 e 1847-1848. Ministro da justiça de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891.

Brandão, Francisco Maria de Sousa (1818-1892). Oficial do exército. maçon. Do directório do partido republicano. Deputado em 1865-1868.

Brandão, Mateus da Assunção. Beneditino. Autor de Reflexões sobre a conspiração descuberta e castigada em Lisboa no anno de 1817, Lisboa, 1818 e de Resposta à analyse critica dos redactores do Investigador..., Lisboa, 1818 Vi 162 Xvii7

Brandão, João (1827-1880) Bandido da Beira, a partir de Midões. Foi apoiante dos Cabrais. Depois de 1851, transformou-se num iinfluente local, apoiando ora o governo, ora a oposição.

Brant, Felisberto Caldeira. Ver Barbacena, Marquês de

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Breyner, Pedro de Melo (1751-1830). Maçon. Licenciado em cânones (1777) Desembargador da Relação do Porto (1783) e da Casa da Suplicação (1787). Membro do conselho de regência em 1807, depois da ida da Côrte para o Basil, colaborará com os franceses, nomeadamente quando fez parte do Conselho de Guerra que Junot estabeleceu para julgar a revolta de 1808. Diplomata em Roma (1819), Nápoles (1822) Génova e Paris (1824-1825). Ministro da justiça do governo da regência de D. Isabel Maria de 14 de Novembro a 16 de Dezembro de 1826. Preso em 1828-1830.

Brito, Elvino José de Sousa (1851-1902).Goês. Engenheiro pelo Porto. Progressista. Deputado desde 1874. Director-geral de agricultura e secretário-geral do MOPCI. Par desde 1898. Lente do Instituto Industrial de Lisboa. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no segundo governo de José Luciano, de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900.

Burnay, Henry (1837-1909). Filho de um médico belga. Começou a vida como empregado do banqueiro Carlos Kus, com cuja filha casa; fundou, depois em Lisboaa a casa Hanry, Burnay & Cª, depois banco Burnay. Conde desde 1886. Deputado em 1894 e 1898. O palácio da Junqueira, onde funciona o ISCSP, foi por ele reconstruído. Será vendido em hasta pública no ano de 1937. .


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