Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Cabral Pais do Amaral, António Ferreira (1863-1956). Jurista. Ministro as obras públicas, comércio e indústria de 27 de Dezembro de 1905 a 19 de Março de 1906 num governo de José Luciano. Ministro da marinha e ultramar no governo de Campos Henriques de 26 de Dezembro de 1998 a 11 de Abril de 1909. Propagandista monárquico depois de 1910. Biógrafo de Camilo e Eça. Autor de As Minhas Memórias Políticas, em dois tomos: Na Linha de Fogo, Lisboa, 1930; Em Plena República, Lisboa, 1932, bem como de Alexandre Cabral. Memórias Políticas. Homens e Factos do meu Tempo, 1923.
Cabral, Alexandre. Reitor da Universidade de Coimbra. Ministro do reino no
governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ver António
Cabral, Alexandre Cabral. Memórias Políticas. Homens e Factos do meu Tempo,
1923.
Cabral, António Bernardo da Costa (1803-1889). 1º Conde (1845) e 1º Marquês de Tomar (1878) Bacharel em direito (1823). Maçon. Juiz de fora em Penela (1828). Exílio de 1828 a 1832. Procurador na relação do Porto em 1832-33; juiz nos Açores em 1833-1834. Deputado em 1834-1835. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Administrador geral do distrito de Lisboa em 9 de Março de 1838. Ministro da justiça no governo do conde de Bonfim, entre 26 de Novembro de 1839 e 9 de Junho de 1841. Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano de 1841 a 1846 e de 1847 a 1849 (tem como colaboradores o visconde da Oliveira, como grande inspector, e Moura Coutinho, como grande orador). Ministro da justiça no governo de Joaquim António de Aguiar, desde 9 de Junho de 1841. Em 27 de Janeiro de 1842 comanda o pronunciamento de restauração da Carta, no Porto. Chega a Lisboa em 19 de Fevereiro. Assume a pasta do reino em 24 de Fevereiro de 1842, substituindo Luís Mouzinho de Albuquerque, mantendo-se em tal posição até 20 de Maio de 1846. Acumula com o cargo de ministro da justiça de 27 de Junho de 1842 a 3 de Maio de 1845. Vence as eleições de 5 de Junho de 1842 (onde enfrenta a ampla coalição) e de 13/ 17 de Agosto de 1845. Jugula as revoltas radicais de Fevereiro e Abril de 1844 (as chamadas revoltas de Torres Novas e de Almeida, respectivamente). Feito conde de Tomar em 8 de Setembro de 1845. Regressa à pasta da justiça em 21 de Abril de 1846, até 20 de Maio seguinte. A sublevação do Minho desencadeia-se em 19 de Março de 1846. Embaixador em Madrid de 1846 a 1849. Volta ao governo entre 18 de Junho de 1849 e 1851, como presidente do conselho. Embaixador no Vaticano desde 1870.
Cabral, António Filho de António Bernardo da Costa Cabral. Deputado em 1868-1869; 1869-1870; 1882-1884 e 1884-1887.
Cabral, João Gualberto Pina (1805-1854). Bacharel em leis desde 1827. Magistrado. Maçon. Mindeleiro. Deputado em 1834-1840. Setembrista. Subscritor da acusação de alta-traição aos Implicados na belenzada de Novembro de 1836. Grão-mestre da Confederação Maç ónica Portuguesa de 1849 a 1851.
Cabral, João Rebelo da Costa (1804-1881). Bacharel em direito desde 1824. Maçon Magistrado. Irmão de António Bernardo. Deputado de 1840-1842, 1842-1845, 1846, 1848-1851, 1851-1852, 1853-1861, 1857-1858 e 1860-1861. Presidente da Câmara dos Deputados de 1848 a 1851. Candidato a grão-mestre do grande Oriente Lusitano em 16 de Julho de 1849. Morre em 3 de Outubro de 1881.
Cabral, José Bernardo da Silva Costa(1801-1869). Conde de Cabral Em 24 de Outubro de 1867. Irmão de António Bernardo da Costa Cabral. Advogado. Deputado em 1840-1842, 1845, 1846, 1848-1851 e 1860-1861. Par do reino de 1864-1867. Governador civil do Porto (1843) e Lisboa (1844). O chamado zé dos cónegos. Ministro da justiça de 3 de Maio a 24 de Julho de 1845 e de 24 de Julho a 30 de maio de 1846. Ministro do reino de 21 de Abril a 20 de Maio de 1846. Nomeado lugar-tenente da rainha para reprimir a revolta de 1846. Entra em ruptura com António Bernardo em 1850. Neste ano, em 30 de Novembro, foi eleito grão-mestre do Grande Oriente Lusitano. Par do reino desde 23 de Fevereiro de 1864. Morre em 25 de Março de 1869. Xxii260
Cabral, Eduardo Augusto da Silva. Filho de José Bernardo da Silva Costa Cabral.
Deputado em 1865; 1865-1868; 1868-1869. Par do reino desde Maio de 1869.
Cabral, Leonel Tavares (1790-1853). Maçon. Bacharel em leis (1819). Advogado em Coimbra. Juiz de fora no Faial (1822) e no Pico em 1826. Exílio desde 1828. Deputado em 1826-28 e de 1834 a 1851. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Anti-cabralista. Preso em 1846-1847. V176 Xiii289
Cabral, Luís Manuel de Moura Ministro do reino do governo da regência de D. Isabel maria, de 6 a 16 de Dezembro de 1826, em substituição de Francisco Manuel Trigoso Aragão Mourato. Nesta data passa a ministro da justiça, até 8 de Junho de 1827. Considerado próximo dos apostólicos.
Cabreira, Diocleciano Leão. Governador de armas da ilha Terceira pelos liberais. Irmão de Sebastião Cabreira.
Cabreira, Sebastião Drago Valente de Brito (1763-1833). Bacharel em matemática e general. Participou nas campanhas do Rossilhão. Comanda no Algarve a revolta contra os franceses em 1808. Membro do Sinédrio. Vice-presidente da Junta do Porto de 1820. Presidente da Junta preparatória das Cortes. Alinha na martinhada. Exilado em 1824, regressa em 1826. Emigra depois de 1828. Governador militar da Terceira em 1831. Xix14
Cadaval, 6º Duque do. D. Nuno Álvares Pereira de Melo. Ministro assistente ao despacho desde 26 de Fevereiro de 1828 a 1 de Julho de 1831. Tendo apoiado D. Miguel em 1823, é nomeado para o Conselho de Regência de 1826, sendo, logo depois, presidente da Câmara dos Pares.
Caldeira, Elvas. General. Ministro da guerra no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.
Caldeira, Francisco Soares. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Um dos mentores dos arsenalistas em 1836. Comandante da Guarda Nacional. Nomeado administrador do distrito de Lisboa em 1836, onde foi substituído por A. B. Costa Cabral. Autor de Memória que o coronel de milícias de Tomar, Francisco Soares Caldeira, dirige aos seus amigoas, narrando os acontecimentosa que tiveram lugar durante a emigração, Lisboa, 1834 (42 pp.).
Caldeira Castelo Branco, Manuel António Velez (1791-1868). Jurista. Juiz. Maçon. Mindeleiro. Membro da Sociedade Patriótica Lisbonense em 1835. Ministro da justiça do governo de José Jorge Loureiro entre 18 de Novembro de 1835 e 20 de Abril de 1836. Deputado em 1834-1836. 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861. Par do reino desde 1861. Presidente da Câmara dos Depuatdos em 1858-1859. Morre em 10 de janeiro de 1868.
Camacho, Januário Vicente (1792-1852). Sacerdote. maçon.
Deputado em 1837-1840 e 1848-1851. Par do reino desde 1851.
Campelo, António José Maria. Ministro da marinha e ultramar no governo de Terceira, entre 24 de Fevereiro de 1842, em substituição de José Jorge Loureiro, e 5 de Setembro do mesmo ano, quando é substituído pelo barão do Tojal. I 172 Xx 241
Campos e Almeida, José Alexandre Caetano de (1794-1850). Natural de Trancoso. Doutor em leis desde 21 de Junho de 1818. Professor por decreto de 14 de Julho de 1834. Vice-reitor da Universidade de Coimbra entre 1834 e 1835. Maçon. Subscritor da acusação de alta-traição aos implicados na belenzada de Novembro de 1836. Presidente do Congresso Constituinte de 1837. Ministro da justiça no governo de Sá da Bandeira, de 10 de Agosto de 1837 a 22 de Março de 1839. Foi o inspirador do decreto de 17 de Novembro de 1836 que criou os liceus. Iv 216 461 Xii 206
Campos, Francisco António de (1780-1873) Barão de Vila Nova de Foz Coa, Desde 1837. Maçon. Grande proprietário. Bacharel em leis. Guarda-livros. Deputado de 1822 a 1834.
Presidente da Associação Mercantil de Lisboa em 1834-1835. Ministro da fazenda no governo de Saldanha, entre 27 de Maio e 15 de Junho. 1836. Ministro da fazenda no governo de José Jorge Loureiro, de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Activista da Associação Cívica de 1838. Grão-mestre da maçonaria do sul entre 1840 e 1849 (teve aqui como colaborador Manuel António de Carvalho). Presidente da Associação Eleitoral Setembrista em Outubro de 1847. Ii337 Ix 253
Campos, José Abreu de. Tanoeiro de Lisboa. Juiz do povo da Casa dos Vinte e Quatro, em 1808, enquanto membro da Junta dos Três Estados.
Cândido da Silva, Jacinto (1857-1926). Natural de Angra do Heroísmo. Professor de liceu na cidade natal. Começou como deputado regenerador; secretário da comissão para as comemorações do centenário de Camões em 1880. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Hintze, entre 26 de Novembro de 1895 a 7 de Fevereiro de 1897. Autor de A Doutrina Nacionalista, Porto, Empresa Literária e Tipográfica, 1909; Memórias Íntimas para o meu Filho (1898-1925), edição de José Lopes Dias, Castelo Branco, Edição de Estudos de Castelo Branco, 1963
Cândido Ribeiro da Costa, António (1850-1922). Padre, professor de direito e ministro. Autor de uma tese de doutoramento sobre o problema eleitoral de 1878. Na década de 1880 firmou-se pela eloquência, sendo conhecido como a águia do Marão. Ministro do reino de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891.
Canning, George (1770-1827). Duas vezes ministro dos negócios estrangeiros britânico (1807-09, 1822-27) e primeiro-ministro em 1827. Apoiou as independências sul-americanas, sendo o verdadeiro autor da chamada doutrina de Monroe. Membro do grupo tory, com Pitt desde 1796, assumiu-se sempre como um liberal. Em 1807-1809, ministro dos negócios estrangeiros. Responsável pelo envio de Wellesley para Portugal. Embaixador em lisboa em 1814-1815. Volta ao ministério dos negócios estrangeiros britânico em 1822. Amigo de Palmela. Em 1827, quando Jorge IV o nomeou primeiro-ministro, metade do gabinete, o chamado grupo ultra-tory pediu a demissão e ele teve de governar com o apoio dos whigs. Os seus apoiantes, depois da sua morte, irão integrar o grupo whig.
Canning, Stratford (1786-1880). Primo de George Canning. Diplomata. Enviado a Portugal em 1832 para tentar conciliar D. Pedro e D. Miguel.
Cano, Padre João. Guerrilheiro miguelista.
Capelo, Hermenegildo Carlos de Brito (1841-1917). Oficial da marinha. Explorador africano.Xi 261
Cardoso, Francisco António Gonçalves (1800-1875). Oficial da marinha. maçon. Governador de Macau, Timor e Solor (1850-1851). Governador de Angola (1866-1869). Deputado em 1848-1851; 1871-1874 e 1875.
Carlos I., D. Nasceu em 19 de Outubro de 1863. Teve como aio Martens Ferrão. Filho de Luís I e de D. Maria Pia. Xviii32
Carlota Joaquina, D. (1775-~1830). Filha de Carlos IV, rei de Espanha. Casou com D. João em 8 de Maio de 1785. Morre em 7 de Janeiro de 1830.
Carmo, Bento Pereira do. (1777-1845). Grande proprietário. Magistrado. Deputado em 1821-1822. Presidente da Relação de Lisboa em 1833. Venerável da maçonaria. Foi deputado em 1820, 1822, 1826 e 1834. Membro da Junta Governativa de Lisboa em 1820-1821. Ministro do reino da regência, desde 23 de Abril de 1834.
Carneiro, Manuel Borges (1774-1833). Maçon. Jurista, começa a carreira como juiz de fora no Alentejo, onde conspira contra os franceses. Preso em 1808, publica Pensamentos do juiz de fora de Vianna d’Alentejo..., 1808. Em 1812 aparece na comarca de Leiria Nomeado então pela regência secretário da comissão encarregada de convocar as cortes tradicionais. Participa na revolução e publica Portugal Regenerado em 1820. Deputado vintista. Encarcerado em 1828, morrerá na prisão, vítima de cólera. Ver Adelino da Palma Carlos, Manuel Borges Carneiro, in in Jurisconsultos Portugueses do Século XIX, 2º vol., edição do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, Lisboa, 1960, pp.1 ss. V378 Xvi 144
Carqueja, Manuel de Sousa (1821-1884). Jornalista, fundador d’O Comércio do Porto, tio de Bento Carqueja.
Carreira, Visconde e Conde da. Luís António de Abreu e Lima (1787-1871). Diplomata português. Nomeado ministro dos negócios estrangeiros em 6 de Outubro de 1846, no governo de Saldanha, mas não aceita exercer essas funções.
Carrilho, António Maria Pereira (1835-1903). Maçon. Depois de uma carreira como empregado comercial, passou a funcionário público, ascendendo a director-geral da contabilidade pública e a secretário-geral do ministério da fazenda. Presidente da Companhia dos Caminhos de Ferros Portugueses. Deputado em 1875-79; 1882-94 e em 1902. Par do reino em 1902-1903.
Carvalho, Alberto António de Morais (1801-1878). Bacharel em cânones. Emigrado desde 1828. Advogado no Brasil, assumindo-se como um dos principais processualistas da época, sendo autor de Praxe Forense. Regressa a Portugal em 1848. Presidente da câmara municipal de Lisboa em 1852-53. Governador civil de Lisboa. Ministro dos negócios eclesiásticos e da justiça em 1860-1862. Par do reino desde 1862. Maçon. Envolve-se em polémica com António Luís de Seabra sobre o projecto do Código Civil em 1858 e 1859. Ministro da justiça no governo de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892 I23 Xx101
Carvalho, Augusto Saraiva de (1839-1882). Advogado. Parlamentar. Reformista. Ramalho Ortigão chama-lhe pimpolho ilustre e rebento florescente da janeirinha. Ministro da justiça do governo de Ávila, desde 29 de Outubro de 1870 a 30 de Janeiro de 1871. Saiu, então do governo, juntamente com Alves Martins, quando os deputados reformistas liderados por Latino Coelho, lançam um ataque ao governo. Ministro das obras públicas, comércio e indústria do governo de Braamcamp (de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881).
Carvalho, Fernando Martins de. Ministro da fazenda de João Franco, de 2 de Maio de 1907 a 4 de Fevereiro de 1908.
Carvalho, João da Silva (sec. XIX). Irmão de José da Silva Carvalho. Cónego e deão da Sé de Lisboa. Maçon. Deputado em 1840-1842.
Carvalho, Joaquim Martins de (1822-1898). Proprietário em Coimbra. Funda O Conimbricense em 1847. Maçon. Membro da Carbonária. Combatente da Patuleia. Apontamentos para a História Contemporânea, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1868. Xxii 113 186 392 Xvii86
Carvalho, Joaquim Peito de (1836-1902).Bacharel em leis. maçon. Deputado em 1884-1887. Par do reino eleito em 1890-1893. Governador civil de leiria de 1872 a 1879. De Lisboa em 1884-1886. De Braga em 1886. Regenerador.
Carvalho, José António Faria de. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental. Cfr XII240??
Carvalho, José da Silva (1782-1856). Filho de camponeses, sem largos recurso, forma-se em direito em 1805. Depois de uma carreira de magistrado, torna-se membro do Sinédrio, por amizade e fraternidade maç ónica, com Manuel Fernandes Tomás. Ministro da justiça de 7 de Setembro de 1821 a 28 de Maio de 1822. Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano de 1822 a 1839. Ministro da fazenda da regência desde 13 de Dezembro de 1832, substituindo Mouzinho da Silveira. Acumula a marinha de 26 de Março a 26 de Abril de 1833. Acumula a justiça de 31 de Abril de 1833 a 23 de Abril de 1834. Será membro do partido de D. Pedro IV e ministro da fazenda 1834-1835. Ministro da fazenda no governo de Palmela entre 24 de Setembro de 1834 e 27 de Maio de 1835. Regressa à pasta da fazenda, no governo de Saldanha, de 15 de Junho a 18 de Novembro de 1835, substituindo Francisco António de Campos. Ministro da fazenda no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836. Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada. Membro da Associação Eleitoral do Centro que concorreu à s eleições de 1838. Recusou sempre assumir um título de nobreza e destacou-se como o primeiro presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Ver António Viana, José da Silva Carvalho e o seu tempo, 23 vols., Lisboa, 1891-1894. V 123 Xiii 200 380
Carvalho, José Liberato Freire de (1772-1855). Maçon. Foi cónego regrante de Santo Agostinho até 1808 (José do Loreto), quando juntou ao nome de baptismo o nome de Liberato. Traduziu a Arte de Pensar de Condillac e foi membro da maçonaria, onde confraternizou com Bocage. Evadiu-se para Inglaterra em 1813, onde fundou o Investigador Português, ainda subsidiado pelo Rio de Janeiro, e o Campeão Português. Em 1820 assume a defesa de uma federação liberal com a Espanha, criticando o facto de nos termos tornado uma colónia do Brasil. Depois de nesse ano regressar a Portugal, funda o Campeão Português em Lisboa, onde continuou a atacar D. Pedro. Deputado à s constituintes por Viseu, será desterrado para Viseu depois da Vilafrancada. Depois de 1834, será deputado pela Madeira e arquivista da Câmara dos Pares. Com o setembrismo passará a administrador da Imprensa Nacional. Grão-mestre da chamada maçonaria do sul em 1834-1835. Autor de Memórias da Vida de José Liberato Freire de Carvalho, Coimbra,1855 (2ª ed., Lisboa, Assírio & Alvim, 1982).Iv 417 Xiii57
Carvalho, Lourenço António de. Filho de Manuel António de Carvalho. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no primeiro governo de Fontes, entre 9 de Novembro de 1876 e 5 de Março de 1877. Volta a tal pasta em novo governo de Fontes, entre 29 de Janeiro de 1878 e 1 de Junho de 1879.
Carvalho, Manuel António de (1785-1858). 1º Barão de Chanceleiros Desde 23 de Maio de 1840. Proprietário em Alenquer. Jurista. Combateu na Guerra Peninsular. Deputado vintista. Deputado pela Estremadura de 1826 a 1828. Ministro da fazenda e da justiça no governo da regência de D. Isabel Maria, desde 14 de Agosto de 1827, substituindo, respectivamente o conde da Lousã e o bispo do Algarve. Ministro da Justiça no governo de Saldanha, de 27 de Maio a 18 de Novembro de 1835. Deputado de 1834 a 1836. Presidente da Câmara dos Deputados de 8 de aneiro a 4 de Junho de 1836. Eleito deputado por Lisboa em 1838, preferindo contudo a função de Senador. Ministro da fazenda no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Março a 18 de Abril de 1839. Ministro da fazenda no governo de Sabrosa, de 18 de Abril a 26 de Novembro de 1839. Deputado 1839-1846. Grande Orador na Maçonaria do Sul, em 1842-1843. Deputado pela Estremadura de 1842 a 1845. Par do reino desde 1847.
Presidente da Câmara dos Pares em 1856. Xvi 112 391
Carvalho, Manuel Vicente Teixeira de. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental.Xvi 341
Carvalho, Mariano Cirilo de (1836-1905). Formado em farmácia e em matemática pela Escola Politécnica de Lisboa, foi depois lente de matemática na mesma instituição. Deputado reformista em 1870. Ministro da fazenda em 1870; no governo de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 9 de Novembro de 1889; no governo de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892. Como director de o Popular, promove campanha de imprensa contra o governo de José Luciano. Eleito deputado independente em 25 de Novembro de 1900, sob o governo regenerador de Hintze. Ver Os Planos Financeiros do Sr. Mariano de Carvalho, Lisboa, edição de Mariano Pina, 1893. Xvi 367
Carvalho, Sebastião José de. 1º Visconde de Chanceleiros Desde 1865 (1835-1905). Filho primogénito de Manuel António de Carvalho. Deputado em 1857-1858; 1858-1859. Par do reino desde 1861, por hereditariedade. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de 1 de Março a 12 de Julho de 1871, no governo de Àvila. Ministro das obras públicas, comércio e indústria do governo de José Dias Ferreira, de 17 de Janeiro a 27 de Maio de 1892. Xix 15
Casal, 1º Barão e 1º Conde de. José de Barros Abreu Sousa e Alvim (1793-1857). Desembarcou no Pampelido. Nomeado governador de Trás-os-Montes por D. Maria II.
Castelões, Visconde de Ferraz, Flórido Rodrigues Pereira (1790-1862) 1º Visconde de Castelões Desde 1851 Maçon. Proprietário e comerciante do Porto. Deputado em 1834-36; 1840-42; 42-45; 46; 48-49. Par do reino desde 1849. Ministro da fazenda no governo do conde de Bonfim, entre 26 de Novembro de 1839 e começos de 1841, sucedendo-lhe Manuel Gonçalves de Miranda. Ministro do governo de Costa Cabral, desde 18 de Junho de 1849 a 1851. Ministro marinha em 1849-51 e da guerra em 1851. M 1851 era um dos corifeus do partido cabralista.
Castelo Branco, António de Azevedo (1843-1916). Deputado por Trás os Montes. Ministro da justiça no governo de Hintze Ribeiro, de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Fevereiro de 1897.
Castelo Branco, Euletério Francisco de. Eleito grão-mestre do Grande Oriente Lusitano em 16 de Julho de 1849.
Castelo Branco, João Maria Soares de (1767-1831). Maçon. Licenciado em leis em 1758. membro do Conselho Geral do Santo Ofício em 1802. Deputado em 1821-1823.
Castelo Branco, José Braamcamp de Almeida. Secretário de Estado da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821
Castelo Branco, José de Azevedo. Ministro da marinha e ultramar de Hintze, de 21 de Março a 19 de Maio de 1906. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. Sobrinho materno de Camilo. Deputado e presidente da câmara de Lisboa. Ver Raul Brandão, Memórias III, pp. 165 ss.
Castilho, António Feliciano de (1800-1875). Formado em cânones. Poeta. Dirige a Revista Universal Lisbonense de 1842 a 1845. Participa na Questão Coimbrã de 1865. Vai para S. Miguel, onde actua como pedagogo, escrevendo Felicidade pela Agricultura.
Castilho, Augusto Frederico (1802-1840). Clérigo. Maçon. Lente de Coimbra. Irmão de António Feliciano Castilho. Deputado em 1834-1836.
Castilho, Augusto. Almirante. Ministro da marinha e ultramar do governo de Ferreira do Amaral, de 4 de Fevereiro a 25 de Dezembro de 1908.
Castlereagh, Robert Stewart, Visconde de (1769-1822). Secretário da guerra (1805-1806 e 1807-1809). Secretário dos negócios estrangeiros britânico (1812-22). Não aprovou a Santa Aliança. Suicidou-se.
Castro Marim, 2º Conde do. 2º Marquês de Olhão D. Pedro de Melo da Cunha Mendonça e Meneses Participa na revolta contra Junot em 1808, no Algarve. Membro de Conselho de Regência em 1808. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental.
Castro, António Manuel Lopes Vieira de (1796-1842) Abade de S. Clemente de Basto Membro do clero. Maçon. Bacharel em cânones (1819). Vigário capitular de Viseu. Deputado em 1834, 1836; 1837-1840 e em 1842. Setembrista. Ministro da justiça do primeiro governo setembrista, presidido pelo conde de Lumiares, de 10 de Setembro a 4 de Novembro de 1836. Ministro da justiça e da marinha no governo de Sá da Bandeira, de 5 de Novembro de 1836 a 27 de Maio de 1837. Guarda-mor da Torre do Tombo de 1837 a 1841. Morre em 20 de Setembro de 1842
Castro, Bernardo José de Abrantes e (1771-1833). Maçon. Doutor em medicina. Fundador de O Investigador Português em Inglaterra (1811-1819).
Castro, Caetano Pereira Sanches de. General. Ministro da guerra no governo de Rodrigues Sampaio, de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881.
Castro, D. António de S. José e. Bispo do Porto desde 1798. Assume a formal chefia da revolta contra Junot em 1808 Morre em 1815
Castro, D. Frei Vicente da Soledade e. Arcebispo da Baía. Eleito presidente das Cortes Constituintes em 26 de Janeiro de 1821. Beneditino. Mestre de teologia da Universidade de Coimbra.
Castro, D. José Bernardino de Portugal e. Ver VALENÇA.
Castro, D. Luís Filipe de (1868-1928) 2º Conde de Nova Goa. Professor de Agronomia. Regenerador. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Artur Campos Henriques, de 26 de Dezembro de 1908 a 11 de Abril de 1909, Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Propagandista do crédito agrícola durante a I República. Colabora com Brito Camcho, ministro do fomento, responsável pelas matérias agrícolas.
Castro da Fonseca e Sousa Osório, Macário de (1800-1852) Maçon. Grande proprietário. Bacharel em matemática. Oficial. Foi membro da Legião Portuguesa que combateu ao lado de Napoleão Aderiu à revolta de Amarante de 1823 Participa na guerra civil do lado pedrista Deputado em 1834-1836 e 1837-1838. Par do reino desde 1847. membro da Sociedade Patriótica Lisbonense.
Castro, D. Manuel de Portugal e. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental. Foi miguelista e Vice-Rei da Índia Ministro da marinha e ultramar de Saldanha, de 6 de Outubro de 1846 a 28 de Abril de 1847. Ministro dos negócios estrangeiros do mesmo governo, desde 4 de Novembro de 1846 até 28 de Abril de 1847.
Castro, Filipe Ferreira de Araújo e (1771-1849). Maçon. Bacharel em leis 1794. Intendente Geral da Polícia depois de 1820. Ministro do reino de 7 de Setembro de 1821 a 28 de Maio de 1822. Exílio em França 1828-1833. Amigo íntimo de Silvestre Pinheiro Ferreira, foi um dos poucos vulgarizadores e colaboradores científicos do grande publicista. Era defensor dos modelos económicos fisiocráticos. Segundo conta Inocêncio F. da Silva, Dicionário..., II, p. 296, Araújo e Castro, enquanto Ministro do Reino, não quis aceitar uma comenda de D. João VI. O rei ter-lhe-á dito que não gostava de ver sem ela os secretários de estado, que assim lhe pareciam republicanos demais. Respondeu-lhe Araújo e Castro que não era decente despachar-se a si.Deputado em 1826-1828.Morreu em 4 de Dezembro de 1849: depois de haver ocupado os primeiros lugares neste Reino e ter vivido sempre muito modestamente, morreu tão pobre, que não havia dinheiro para o enterro (Lavradio, III, p. 285).
Castro, José da Gama e. (1795-1873). Médico desde 1819. Físico-mor em 1834. Emigra para a Itália em Dezembro de 1834, onde redige O Precursor, órgão do miguelismo no exílio. Em 1837 passa pela Suíça e pela Alemanha. Instala-se no Brasil a partir de 1838. Aí publica O Federalista, publicado em inglez por Hamilton, Madison e Jay, cidadãos norte-americanos e traduzido em portuguez, 3 tomos, Rio de Janeiro, 1840, bem como O Novo Príncipe ou o espírito dos governos monarchicos, Rio de Janeiro, 1841.
Castro, José Augusto Soares Ribeiro de (1868-1929) Advogado na Guarda. Progressista, abandona o partido em 1881. Funda em 1882 O Povo português, o primeiro semanário republicano de província. Maçon desde 1869 Grão-mestre adjunto da maçonaria. Pai de Álvaro de Castro. Presidente do ministério de 17 de Maio a 29 de Novembro de 1915, depois do atentado contra João Chagas, de cujo governo era ministro da instrução (desde 15 de Maio). Acumulou as pastas da guerra (desde 19 de Junho) e da marinha (desde 22 de Julho).
Castro, José Joaquim Gomes de (1794-1878) Visconde (Desde 23 de Dezembro de 1848) e 1º Conde de Castro (Desde 1862) Negociante. Maçon. Perseguido pelo miguelismo. Desembarca com D. Pedro. Vogal do Tribunal Superior Administrativo. Deputado em 1834-36; 1838-1840; 1840-42; 1842-44. Par do reino desde 26 de Dezembro de 1844. Ministro dos negócios estrangeiros em 1842-46 e 1848-1849, enquanto cabralista. Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada. Par do reino de 1844. Ministro dos negócios estrangeiros no governo cartista de Terceira, desde 14 de Setembro de 1842, até 20 de Maio de 1846 e de 29 de Março de 1848 a 18 de Junho de 1849. Assume-se como um dos líderes do partido cabralista logo após 1851. Ministro dos negócios estrangeiros e das obras públicas, comércio e indústria de 4 de Setembro de 1865 a 9 de Maio de 1866, no governo da fusão, enquanto regenerador.
Castro, Manuel Marinho Falcão de. Ministro da justiça de 1 de Junho de 1823 a 19 de Março de 1824. Considerado próximo da facção rainhista.
Castro, Martinho de Melo e (1716-1795). Maçon. Bacharel em filosofia e cânones. Embaixador em Madrid de 1764 a 1775. Ministro da marinha e ultramar do marquês de Pombal, continua no governo depois da morte de D. José em 24 de Fevereiro de 1777., sendo substituído por D. Rodrigo de Sousa Coutinho. Partidário de uma aproximação com Espanha.
Chagas, Manuel Joaquim Pinheiro (1842-1895). Oficial do exército. Jornalista e historiador. membro do partido constituinte de Dias Ferreira, até à integração nos regeneradores em 1883. Professor no Curso Superior de Letras Deputado em 1871; 1871-1874; 1875-1878; 1879; 1882-1884; 1884-1887 Ministro da marinha e ultramar de 24 de Outubro de 1883 a 20 de Fevereiro de 1886. Autor de História de Portugal, popular e ilustrada, 8 vols., Lisboa, 1899-1903.
Chanceleiros, Visconde de. Ver CARVALHO, Sebastião José de
Chateaubriand, François René (1766-1848). Ministro dos negócios estrangeiros francês com Luís XVIII. Opõe-se à instauração de um regime constitucional em Portugal, quando D. João VI queria dar uma carta ou restaurar as Cortes tradicionais. Autor de La Monarchie selon la Charte.
Christo Filho, Francisco Manuel Homem (1892-1926). Jornalista, amigo de Mussolini, faleceu em Itália num desastre de viação.
Christo, Francisco Manuel Homem (1860-1943). Fundador do semanário O Povo de Aveiro. Fez parte do directório do Partido Republicano. Colaborou na revolta do 31 de Janeiro de 1891. Opositor de Afonso Costa. Pediu a demissão do exército em 1909 e exilou-se em Paris.
Dezembro de 1826 e saídas em 1828.
Coelho, António Fernandes. Ministro do reino no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Março a 18 de Abril de 1839.
Coelho, Carlos Zeferino Pinto (1819-1893). Advogado. Deputado legitimista durante a monarquia constitucional. Foi pela primeira vez eleito em 1858, mas recusou prestar juramento
Director da Companhia das Águas de Lisboa
Coelho, Eduardo José Coelho. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de José Luciano, de 23 de Fevereiro de 1889 a 14 de Janeiro de 1890; Ministro das obras públicas, comércio e indústria entre 20 de Outubro de 1904 e 27 de Abril de 1905; ministro do reino do mesmo governo, entre essa data e 19 de Março de 1906.
Coelho, Francisco Adolfo (1847-1919). Autodidacta. Filólogo. Participa nas Conferências do Casino em 1871. Professor do Curso Superior de Letras. Ligado ao positivismo
Coelho, Francisco Duarte (1767-1833). Bacharel em cânones desde 1799. Magistrado. Desembargador da Relação do Porto em 1793. Da Casa da Suplicação desde 1802. Lente, membro da Junta dos Três Estados em 1808.Preso em 1808 e em 1810. Maçon. Secretário de Estado da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821
Coelho, José Francisco Trindade (1861-1908). Jurista e escritor, autor de A Minha Candidatura por Mogadouro. Costumes Políticos em Portugal, 1901 e de Manual Político do Cidadão Português, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1906.
Coelho, José Maria Latino (1825-1891). Oficial de engenharia do exército e lente da Escola Politécnica. Era republicano em 1848. Deputado em 1855, 1856 e 1860. Ministro da marinha e ultramar no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Julho de 1868 a 11 de Agosto de 1869. Autor de História Política e Militar de Portugal desde os fins do século XVIII até 1814, 3 vols., Lisboa, 1874-1891. Biógrafo do Cardeal Saraiva e de Rodrigo da Fonseca.
Colen, José Augusto Barbosa (1849-1917) Jornalista, seguidor de Emídio Navarro no Novidades. Secretário do mesmo Navarro, casa com uma filha deste político Director da Anglo Portuguese Telephons Historiador, autor de Entre Duas Revoluções (1848-1851), Lisboa, 1902 e continuador da História de Portugal Popular e Ilustrada de Manuel Pinheiro Chagas, vol. X, Lisboa, 1905
Conceição, Frei Cláudio da. Autor de Memória de huma lapa descoberta no dia 28 de Maio de 1822 na ribeira do Jamor, freguesia de Carnaxide, e os mais acontecimentos que depois se lhe seguirão, Lisboa, Impressão Régia, 1822
Constâncio, Francisco Solano (1777-1846). Maçon. Médico. Doutor em medicina na Escócia, Edimburgo (1795). Representante de Portugal nos Estados Unidos em 1822-1823.
Deputado em 1837, não chega a tomar posse. Colabora no Observador Portuguez.
Cordeiro de sousa, Luciano Baptista (1844-1900) Formado pelo curso superior de letras em 1867. professor do Colégio Militar em 1871.Professor do Curso Superior de Letras a partir de 1872 Fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa Entre as suas obras, Questões Histórico-Coloniais, Lisboa, Agência Geral das Colónias, 1835-1836, 3 volumes Ver J. M. Cordeiro de Sousa, Luciano Cordeiro, Lisboa, 1936
Cortês, João José de Mendonça (1838-1912). Catedrático de direito desde 1862. Ministro da justiça no governo de Sá da Bandeira, de 2 a 11 de Agosto de 1869. Membro do partido reformista. Organizador do Tribunal de Contas em 1876. Proprietário da Livraria Bertrand em 1878. Par do reino de 1880 a 1910.
Corvo, João de Andrade (1824-1890). Oficial de engenharia, lente da Politécnica. Ministro dos negócios estrangeiros e das obras públicas, comércio e indústria no governo de Joaquim António de Aguiar de 14 a 24 de Dezembro de 1866. Ministro em Madrid em 1869. Ministro dos negócios estrangeiros no primeiro governo de Fontes, entre 13 de Setembro de 1871 e 5 de Março de 1877. Ministro da marinha e ultramar entre 1872 e 1876; Ministro dos negócios estrangeiros de Fontes, de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879, acumulando a marinha desde 16 de Maio de 1879. Autor de Estudos sobre as Províncias Ultramarinas, 3 vols, Lisboa, Academia Real das Ciências, 1883, 1884, 1885.
Costa, António Hipólito da. Visconde de Alhos Vedros. Chefe da revolta liberal de 1828, quando tenente-geral.
Costa, Eduardo Ferreira da Governador de Angola em 1906. Nomeado pelo ministros Aires de Ornelas
Costa, Francisco Felisberto Dias (n. 1853) Militar de engenharia. lente da escola do Exército e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Par do reino. Ministro do reino, no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910.
Costa, Joaquim Elias Rodrigues da (n. 1813). Maçon. Deputado em 1848-1851.
Costa, José Inácio da. Ministro da fazenda de 7 de Setembro de 1821 a 28 de Maio de 1822.
Costa, José Maria Neves da. Nomeado para o governo por D. João VI, de 27 de Maio a 1 de Junho de 1823.
Costa, José Vicente Ferreira Cardoso da (1765-1834). Professor de direito em 1788-1789, passou depois para a magistratura, chegando a desembargador da relação do Porto. Perseguido pela setembrizada de 1810. Passou a viver nos Açores onde casou em 1815.
Couceiro, Henrique Mitchell de Paiva (1861-1944) Africanista, acompanhou António Enes. Apoiante de João Franco. Governador de Angola de Junho de 1907 a Junho de 1909. Pacificador do Cuamato e dos Dembos. Organizador de incursões monárquicas depois de instaurada a república, ficou conhecido como o paladino. Exilado pelo salazarismo, depois de criticar publicamente a política colonial. Autor de dois importantes estudos coloniais: Angola. Estudo Administrativo. 1898, publicado em 1899; Angola. Dois Anos de Governo, Lisboa, Gama, 1948, com prefácio de Norton de Matos Dos seus escritos de combate político, ressalta A Democracia Nacional, edição do autor, Coimbra, 1917, onde mantém íntegra a perspectiva liberal e representativa, sem cedência aos princípios propagandísticos do Integralismo.
Court, William A. Lord Heitisbury (n. 1779). Plenipotenciário britânico em Lisboa desde Setembro de 1824. Substitui Thornton. Em 1826 influencia a formação das listas para deputados.
Coutinho Fragoso Sequeira, João António de Azevedo. (1865-1944). Militar, companheiro de Mouzinho de Albuquerque. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910. Toma parte na revolta monárquica de 1919. Chefe da Causa Monárquica e lugar-tenente de D. Manuel II no exílio, não apoia D. Duarte Nuno.
Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, Rodrigo de Sousa (1745-1812) 1º Conde de Linhares. Irmão de D. Domingos de Sousa Coutinho. Embaixador em Turim até 1 de Agosto de 1797, quando foi nomeado ministro da marinha e do ultramar. Elabora, cerca de 1798, um Projecto de Carta de lei sobre as Reformas na Agricultura. Ministro da fazenda no governo do duque de Lafões (1799-1802). Ordena o recenseamento geral da população em 1801-1802. Adepto da aliança com a Inglaterra. Ministro da guerra e dos negócios estrangeiros desde 10 de Março de 1808, quando a Corte se instala no Rio de Janeiro, a 29 de Janeiro de 1812, data do seu falecimento. Considerado pró-britânico. Será substituído pelo 5º conde de Galveias. Sócio da Academia das Cências.
Coutinho, Vitorio Maria de Sousa (1787-1856) 2º Conde de Linhares. Filho de Rodrigo de Sousa Coutinho Chefe do governo de 4 a 27 de Maio de 1835, substituindo Palmela, de quem era cunhado. Um dos principais compradores dos bens nacionais em 1835.
Coutinho, Domingos António de Sousa(1760-1833). 1º Conde (Desde 1808) e 1º Marquês (Desde 1833) do Funchal. Maçon, embora o tenha negado oficialmente. Irmão de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, 1º conde de Linhares. Bacharel em leis. Embaixador em Copenhague (1790-1795), Sardenha (1796-1803), Londres (1803-1814 e 1833). Assina o tratado de Paris de 1814. Embaixador em Londres, demite-se em 1828. Membro da regência em 1819-1820. Ministro de D. Pedro IV em Londres. Escreveu sob o pseudónimo de R. de Gouveia Resposta pública à Denúncia Secreta, Londres, 1820
Coutinho, Henrique de Macedo Pereira(1843-1910). 1º Conde de Macedo. Lente da Politécnica. Ministro da marinha e ultramar no governo de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 23 de Fevereiro de 1889.
Coutinho, José Joaquim de Almeida Moura (1801-1861). Bacharel em leis. Juiz. Jornalista. Exílio em 1828-1829. Deputado em 1843-1846. Maçon desde 1833. Grande Orador do Grande Oriente Lusitano de 1841 a 1846. Promove a cisão do Grande Oriente Lusitano em 1849. Grão-mestre do Grande Oriente de Portugal de 1853 a 1861.
Coutinho, Luís Pinto de Sousa(1735-1804). 1º Visconde de Balsemão, Desde 1801 Ministro do reino em 1784. Embaixador em Londres. Ministro dos negócios estrangeiros a partir de Julho de 1788. Ministro dos negócios estrangeiros e da guerra desde 1792. Defende a nossa aliança com a Inglaterra entre 1796 e 1800. Ministro dos negócios estrangeiros em 1803, quando substitui D. João de Almeida de Melo e Castro.
Coutinho, Luís Máximo Alfredo Pinto de Sousa Coutinho(1774-1832).. 2º Visconde de Balsemão Filho do 1º visconde de Balsemão. Maçon. Negoceia com Londres apoios à revolta de 1808.Membro da Junta Provisional do governo Supremo do Reino em 1808. Par do reino desde 1826.
Coutinho, Vasco Pinto de Sousa (1802-1863) 4º Visconde de Balsemão Bibliotecário da Biblioteca Nacional de Lisboa em 1834. Publicou no exílio, Memórias sobre algumas antigas cortes portuguesas, Paris, 1832.
Coutinho, Vicente de Sousa.Embaixador de Portugal em Paris, em 1789. Morre em 8 de Maio de 1792, em Paris. Autor de Diário da Revolução Francesa, Lisboa, Távola Redonda, 1990 (org. de Manuel Cadafaz de Matos)
Crisóstomo de Abreu e Sousa, João. Membro da Liga Liberal. Chefe do governo de 14 de Outubro de 1890 a 17 de Janeiro de 1892, acumulando a pasta da guerra (governo extrapartidário)
Cunha, Augusto José da. Director da Casa da Moeda. Mestre de D. Carlos I. Ministro da fazenda de João Crisóstomo, de 24 de Novembro de 1890 a 25 de Maio de 1891. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de José Luciano, de 7 de Fevereiro de 1897 a 18 de Agosto de 1898.
Cunha, Francisco Maria Dias da. Governador de Moçambique e da Índia. Ministro da guerra no segundo governo de José Luciano, de 7 de Fevereiro de 1897 a 26 de Junho de 1900.
Cunha, João Gualberto de Barros e (m. 1882). •Jornalista. Autor de História da Liberdade em Portugal, Lisboa 1969 Companheiro de Loulé. Avilista. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Ávila, entre 5 de Março de 1877 e 29 de Janeiro de 1878.
Curto, António Duarte Ramada Médico naval. Progressista. Governador de Angola em 1897-1900, nomeado por Barros Gomes, e em 1904-1907, nomeado por Moreira Júnior.
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