Respublica Repertório Português de Ciência Política
Edição electrónica 2004
Ghibellinos
Partidários do Imperador, opondo-se aos guelfos. Defendem o ideal do Sacro Império
Romano-Germânico. Consideram que o regnum
tem uma origem sobrenatural e uma natureza suprapolítica. Segundo as palavras
de Dante, o Imperador é lex animata in
terris, o vértice da ordinatio ad
unum, é aliquod unum quod non est
pars. Opõem-se aos guelfos, à visão gregoriano-tomista da origem popular
do poder e do laicismo, oriunda da perspectiva de Gelásio I, negando-se a hipótese
da união do realeza e do sacerdócio. Na Itália dos séculos XIII a XV, a Itália divide-se
entre a parte ghibellina, partidária dos Hohenstaufen, liderados por Frederico
II, defensores do imperador e a parte guelfa, defensora dos poderes do papa. A
partir de finais do século XV, os ghibellinos aliam-se a Carlos V, enquanto os
guelfos se assumem como aliados dos Valois, reis de França. Dominam em Siena,
Pisa, Rimini, Modena, pavia e Cremona.