Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
1826
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4 |
Rei adoece gravemente D. João VI adoece gravemente no dia 4 de Março de 1826.
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6 |
Conselho colectivo de regência Em 6 de Março é instituído um Conselho de Regência sob a presidência da infanta D. Isabel Maria. O decreto é publicado no dia 8 na Gazeta de Lisboa.
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10 |
Morte do rei Em 10 de Março, data oficial da morte de D. João VI, com 59 anos incompletos. Dados recentes apontam para o envenenamento. Grafologicamente, duvida-se da própria assinatura do decreto instituidor do Conselho de Regência. As primeiras notícias chegam à Baía em 18 de Abril. A notícia oficial apenas chega ao Rio de Janeiro em 24 de Abril.
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12 |
Delegação presidida por Stuart parte para o Rio Em 12 de Março, parte para o Rio de Janeiro uma delegação presidida por Charles Stuart. Entre Lisboa e o Rio, a viagem demora cerca de cinco semanas.
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20 |
Conselho de Regência reconhece D. Pedro Em 20 de Março, Conselho de Regência reconhece D. Pedro como rei de Portugal
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16 |
Deputação da regência parte para o Rio Em 16 de Abril, parte para o Rio de Janeiro uma deputação da regência (duque de Lafões, Francisco Euletério de Faria e Sousa e arcebispo de Lacedemónia).
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18 |
Brasil: Em 18 de Abril de 1826, chegam à Baía, através de um navio mercante, notícias sobre a morte de D. João VI
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No Rio de Janeiro: Em 24 de Abril, chega ao Rio de Janeiro a fragata Lealdade, com a notícia oficial sobre a morte de D. João VI.
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Concessão da Carta Constitucional No Rio de Janeiro: Em 29 de Abril, D. Pedro concede a Carta Constitucional, concede ampla amnistia e confirma a regência estabelecida por D. João VI.
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30 |
Marcadas eleições e nomeados pares Em 30 de Abril, D. Pedro IV, marca as eleições e nomeia pares do reino.
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Maio de 1826
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2 |
D. Pedro IV abdica em D. Maria Em 2 de Maio, D. Pedro abdica em D. Maria da Glória, a filha mais velha, nascida em 1819. Tinha outro filho nascido em 1825
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12 |
Stuart parte para Lisboa Em 12 de Maio, Stuart parte para a Europa na fragata Diamond, sendo portador da Carta. O encarregado de negócios de Portugal no Rio, Carlos Matias Pereira, que parte para Lisboa na fragata Lealdade e chega primeiro a Lisboa, porque Stuart ainda passou por Londres
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Em Junho chegam a Lisboa notícias sobre os sucessos do Rio de Janeiro, através de França. |
Julho de 1826
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2 |
Matias Pereira chega a Lisboa Em 2 de Julho chegam a Lisboa as segundas vias dos despachos do Rio de Janeiro, trazidas por Carlos Matias Pereira na fragata Lealdade.
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6 |
Deputação da regência chega ao Rio Em 6 de Julho, deputação da regência chega ao Rio de Janeiro
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7 |
Stuart chega a Lisboa Em 7 de Julho, Charles Stuart, acompanhado pelo conde do Machico e do marquês de Angra, chega a Lisboa com a primeira via da Carta e dos outros despachos de D. Pedro. Passou antes por Londres.
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31 |
D. Isabel Maria jura a Carta Em 31 de Julho, D. Isabel Maria jura a Carta. Estava nas Caldas e a maioria do Conselho de Regência vota contra a publicação da Carta. A Rússia e a Espanha pressionam para que o documento se não publique. Saldanha está no Porto e ameça com um pronunciamento militar no caso da Carta se não publicar |
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1 |
D.
Isabel Maria assume a regência
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Novo
governo
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2 |
Revolta anti-cartista no Alentejo Em 2 de Agosto de 1826 desencadeia-se imediatamente uma revolta anticartista no Alentejo, liderada pelo brigadeiro Magessi, com o apoio de Infantaria 17.
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3 |
Saldanha sai do Porto para Lisboa.
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12 |
Carta começa a ser publicada no jornal oficial Gazeta de Lisboa
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18 |
Censura Em 18 de Agosto de 1826, estabelecida a censura à imprensa. Em Julho haviam sido suspensos vários jornais, como O Português, o Cronista e O Periódico dos Pobres. Há 150 pronunciados, entre os quais José António Guerreiro, o bispo de Elvas e Pinto Pizarro.
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21 |
Revoltas anticartistas Em 21 de Agosto de 1826, a Guarda Real da Polícia de Lisboa, afecta a D. Carlota Joaquina, que havia sido organizada pelo conde de Novion, manifesta-se no Campo Pequeno a favor de D. Miguel. |
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Seguem-se as revoltas de Almeida, com o visconde de Montalegre, e de Vila Pouca de Aguiar, com o marquês de Chaves. |
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4 |
D. Miguel jura a Carta em Viena Em 4 de Outubro de 1826, D. Miguel em Viena jura a Carta
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5 |
Revoltas no Algarve Em 5 de Outubro de 1826, revoltas no Algarve com a Infantaria 14 e os caçadores 4.
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13 |
Remodelação governamental. Saldanha desloca-se para o teatro de operações de guerra no Algarve e dece a pasta da guerra ao Almirante Inácio da Costa Quintela.
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8 |
Eleições Eleições em 8 e 17 de Outubro
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Guerra civil No Norte, os governamentais são comandados pelo marquês de Angeja, detacando-se a acção do general Azeredo (Samodães) que tem como seu secretário militar António Bernardo da Costa Cabral, então do corpo académico. No Sul, Magessi atacava e logo se retirava para Espanha. O comandante das tropas no Alentejo começou por ser o visconde de Beire, então já velho e cansado. É substituído por Vila Flor que chama o marquês de Fronteira para seu ajudante de campo. Este diz que foi para a guerra para defender a liberdade e a dinastia. Pizarro mantém-se director do ministério da guerra.
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16 |
Apoio
de tropas britânicas
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Milícia cartista Saldanha cria uma milícia cartista.
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21 |
Em 21 de Outubro, revolta anti-cartista em Vila Pouca de Aguiar
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29 |
Esponsais de D. Miguel Em 29 de Outubro de 1826, esponsais de D. Miguel com D. Maria da Glória em Viena |
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Abertura das Cortes |
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14 |
Pedro Melo Breyner chega de Paris Pedro Melo Breyner chega de Paris e assume a pasta da justiça. |
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23 |
·Em 23 de Novembro, O conde de Amarante invade Trás-os-Montes a partir de Espanha. Assalto a Bragança. |
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Grandes tensões no governo. Valença e Lavradio querem nomear Beresford e afastar Saldanha |
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1 |
Casamento de Loulé No dia 1 de Dezembro, Loulé casa com D. Ana de Jesus, já grávida de nove meses.
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6 |
Golpe palaciano de Pedro Melo Breyner Pedro Melo Breyner tenta afastar do governo Sobral e Lavradio. Chega a ir à s Câmaras queixar-se dos colegas. Moura Cabral, por estar doente, nunca assumiu efectivamente a pasta do reino. O marquês de Olhão chega a ser nomeado para a fazenda, mas o decreto não lhe chega a ser remetido. Santarém é nomeado para o reino, mas logo pede escusa. De qualquer maneira, Aragão Morato sai da pasta do reino, para onde é nomeado Moura Cabral. O marquês de Valença assume a pasta da guerra, donde sai Costa Quintela. António Manuel de Noronha na marinha, pasta também ocupada por Quintela. |
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11 |
Lavradio e Sobral voltam aos ministérios. Têm o apoio de W. A’Court, Luís Mouzinho de Albuquerque, Filipe Ferreira Araújo e Castro, Mouzinho da Silveira e do conde de Vila Real. Diz-se que Lavradio e Valença querem nomear Beresford, para afastarem Saldanha. |
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16 |
Remodelação do governo Entram para o governo D. Francisco Alexandre Lobo (substitui Moura Cabral no reino que nunca a assumiu efectivamente) e o Almirante António Manuel de Noronha (substitui Costa Quintela na marinha). Moura Cabral passa para a justiça, donde sai Pedro Melo Breyner. Como observa Oliveira Martins, o governo venceu, mas esse governo já era pelos vencidos, não pelos vencedores |
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23 |
Encerram as Cortes |
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24 |
Chegada da divisão inglesa Em Dezembro, chegam a Lisboa 6 000 homens da divisão Clinton. Ocupam o Bugio e S. Julião da Barra. |
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