Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
1918
Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ag. Set. Out. Nov. Dez.
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JANEIRO DE 1918 |
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8 |
Revolta dos marinheirosRevolta dos marinheiros no quartel de Alcântara no dia 8 de Janeiro. Sidónio, na parada da vitória, humilhou os marinheiros, quando os fez desfilar desarmados. No dia 9, o Vasco da Gama, revoltado, circula no Tejo. Sidónio assume directamente a defesa da situação comandando a artilharia do Castelo de S. Jorge que atinge o navio e o faz render. |
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9 |
Dissolução de centros políticosDetermina-se em 9 de Janeiro que os governos civis dissolvam todos os centros políticos que na actual conjuntura tenham exorbitado dos seus fins legais, concorrendo para a perturbação da ordem. |
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Dissolução de corpos administrativosDissolução de todos os corpos administrativos em 10 de Janeiro. |
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Banhos de multidãoSidónio visita o Norte a partir de 12 de Janeiro de 1918. No Porto, nos dias 12 e 13. Em Braga, 14. Em Guimarães e Viana do Castelo, 15. Depois, visita o Sul, entre 15 e 18 de Fevereiro. Em Évora, 15;em Beja, 17. Diz que o faz para tactear a opinião pública, porque não se pode governar sem o apoio da opinião e não há força alguma militar que a domine. Dá vivas à república nova. |
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14 |
Governo republicano com apoio de monárquicosEm 14 de Janeiro reconhece o apoio dos monárquicos que são pessoas honestas, mas logo salienta que diga-se o que se disser, agrade a quem agradar, o governo é republicano tendo como intuito acabar com os ódios que dividem a família portuguesa |
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23 |
Beatificação de Nuno Álvares Pereira Beatificação de D. Nuno Álvares Pereira em 23 de Janeiro.
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25 |
Demissão de Teixeira Gomes Teixeira Gomes é demitido de ministro de Portugal em Londres em 25 de Janeiro. O mesmo acontecerá a João Chagas.
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27 |
Termina greve dos caixeirosTermina a greve dos caixeiros em 27 de Janeiro. |
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1 |
Norton de Matos chega a Paris Norton de Matos chega ao exílio de Paris no dia 1 de Fevereiro.
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Liga de Acção Nacional Fundada a Liga de Acção Nacional em Fevereiro de 1918. Com António Sérgio, F. Reis Santos e Pedro José da Cunha.
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Por decreto de 2 de Fevereiro (Decreto nº 3 929), são autorizados os estabelecimentos de assistência, nomeadamente hospitalares, a aceitarem doações, heranças e legados.
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Egas Moniz propõe presidencialismo Egas Moniz, ao inaugurar a sede do Partido Centrista, propõe um regime presidencialista em 6 de Fevereiro.
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Subsistências. Intervenção do ministério do trabalho O ministério do trabalho, através da direcção de serviços de subsitência pública passa a poder comprar e vender todos os géneros de primeira necessidade (Decreto nº 3 810 de 7 de Fevereiro).
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Preço das batatas Novo preço para a batata em 8 de Fevereiro.
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Camacho contra a Lei da Separação Discurso de Brito Camacho em Braga, acusando a Lei da Separação de não ser uma lei para a defesa do Estado, mas antes para agravo da Igreja
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Sidónio e o anúncio de um novo partidoSidónio inicia visita ao Sul a partir do dia 14 de Fevereiro. Em Évora, no dia 15 de Fevereiro, falando na vida partidária, critica a rotina dos partidos e diz que um maior haveria de formar-se. Regressa a Lisboa no dia 18. Estas declarações produzem imediatas reacções dos unionistas e Sidónio tem de emitir uma nota oficiosa, no dia 19, onde declara que não falou num partido único, mas antes n’ um partido constituído por todos, de homens de bem para servir a pátria. E que é preciso implantar um regime novo em que monárquicos e republicanos possam viver. |
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15 |
O unionista José Barbosa contra o presidencialismo Em 15 de Fevereiro, o unionista José Barbosa que, na Constituinte fora um dos autores do projecto presidencialista, em artigo publicado em A Luta, aceita o presidencialismo desde que ele nasça de um parlamento, a ser eleito pelo povo antes da própria eleição do Presidente.
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Conselho de ministros opta pela eleição presdiencial Decidida em conselho de ministros do dia 20 a realização de eleições, nomeadamente do Presidente, por sufrágio directo.
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Greve do gás e electricidade Greve na Companhia de Gás e Electricidade em 21 de Fevereiro.
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Alteração da Lei da Separação Alterada a Lei da Separação em 22 de Fevereiro. Decreto nº 3 856 do ministro da justiça, o unionista Moura Pinto. O relatório do decreto terá sido redigido por Brito Camacho. Mas algumas das intenções aí referidas acam por não constar do articulado. É suprimido o beneplácito, Devolução dos seminários confiscados desde 1911. As cerimónias de culto podem realizar-se a qualquer hora sem prévia autorização. As associações cultuais podem dedicar-se a outras actividades, para além das de assistência e beneficência.
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24 |
Sidónio visita hospitais com tifo Sidónio visita, no Porto, hospitais onde estão doentes com tifo (24 de Fevereiro).
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24 |
Camacho contra a eleição presidencial Brito Camacho em A Luta volta a insistir na tese unionista: primeiro, eleição do parlamento; só depois, a do presidente (24 de Fevereiro).
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Alfredo Pimenta Conferência de Alfredo Pimenta na Liga Naval: isto … já não é República porque lhe falta Afonso Costa. Ainda não é monarquia porque lhe falta o rei.
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Greves dos eléctricos e outras Greves em Lisboa: pessoal dos eléctricos (10 de Fevereiro), gazonistas, carroceiros e engomadeiras. |
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3 |
Novo tratado entre a Rússia e a Alemanha Novo tratado de Brest-Litovski entre a Rússia e a Alemanha.
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5 |
Ruptura entre Sidónio e a União Operária Nacional Sidónio Pais recebe em audiência a União Operária Nacional. O intermediário foi o professor Aurélio Quintanilha, antigo aluno de Sidónio em Coimbra. Começa a ruptura entre o movimento sindicalista e o sidonismo. Machado Santos chega mesmo a ameaçar com a suspensão do direito à greve.
Conselho central da União Operária Nacional mostra desalento com a situação: nada de razoável podem nem devem esperar as classes trabalhadoras de mais esta nova (?) situação política que o operariado acolheu com benévola expectativa.
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7 |
Ministros unionistas abandonam o governo Três ministros unionistas abandonam o governo no dia 7 de Março, mas um grupo significativo de unionistas abandona o partido em sinal de apoio a Sidónio. Machado Santos sai do ministério do interior. Ascensão de Tamagnini Barbosa. Nobre de Melo é apresentado a Sidónio por Teófilo Duarte. Ao tomar posse diz não ser monárquico nem republicano, mas sim sindicalista.
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Sérgio defende concórdia nacional Entrevista de António Sérgio a O Século em 8 de Março, onde defende a concórdia nacional.
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Criação dos ministérios da agricultura e das subsistências Criado o ministério das subsistências e dos transportes (Machado Santos) e o ministério da agricultura (Fernandes de Oliveira), pelo decreto nº 3 902 de 9 de Março. O primeiro será extinto em 19 de Julho de 1918.
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Lei eleitoral Lei eleitoral (decreto 3 907) em 11 de Março. Não alfabetos passam a eleitores.
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14 |
Preço dos cereais Novos preços dos cereais em 14 de Março.
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Egas Moniz em Paris Egas Moniz, em meados de Março, é nomeado ministro de Portugal em Paris.
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Junta de Salvação Pública Surge nos jornais um manifesto de uma Junta de Salvação Pública em 17 de Março. Pede a suspensão dos jornais da oposição, a prisão dos boateiros e chama ao partido democrático uma associação de malfeitores.
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Preços dos cereais Decreto nº 3 966, estabelece novos preços dos cereais
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Partido Nacional Republicano Constituído o Partido Nacional Republicano em 30 de Março.
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30 |
Eleição presidencial por sufrágio directo e universal Nesse dia, pelo decreto nº 3 997, considerado diploma eleitoral, altera-se a Constituição de 1911, no sentido presidencialista. Eleição do presidente por sufrágio directo, com mandato de quatro anos, com chefia das forças armadas e poder de livre escolha do governo. Câmara de Deputados de 155 membros a eleger pelo sistema de lista incompleta, garantindo-se a representação das minorias. Senado de 78 membros, com 49 eleitos. Segundo Teófilo Duarte, o diploma foi redigido por Martinho Nobre de Melo que se valeu da colaboração de António Sardinha e Hipólito Raposo (era companheiro de mesa de Nobre de Melo com quem coabitava; eram os dois solteiros).
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Greve dos eléctricos Greve dos eléctricos em Lisboa.
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Congresso dos Trabalhadores Rurais III Congresso dos Trabalhadores Rurais em Lisboa, em 31 de Março e 1 de Abril. Debatem-se questões relativas à reorganização fundiária.
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Polícia Cívica Decreto nº 4 058 reorganiza a Polícia Cívica de Lisboa, Destaca-se uma Polícia Preventiva para os crimes políticos e sociais. O Exército deixa de policiar as ruas.
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Congresso unionista. Oposição ao sidonismo. Congresso Unionista no Teatro de S. Carlos em 8 de Abril. Ataques ao sidonismo. Decidida a não participação nas eleições, por proposta do até há pouco ministro sidonista Moura Pinto. Unionistas repetem aatitude que tiveram durante o consulado de Pimenta de Castro. Deixam de apoiar o governo na véspera da data marcada para as eleições.
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9 |
Batalha de La Lys Batalha de La Lys em 9 de Abril. Morrem 327 oficiais e 7 098 praças, cerca de 35% da 2ª divisão do CEP. Em 21 de Março começara uma ofensiva alemã e os ingleses têm de retirar em cerca de 60 km. Em 4 de Abril começam motins de tropas portuguesas. Tamagnini pede aos britânicos que substituam as posições de toda a 1ª divisão portuguesa, face à insubordinação de várias brigas desta, que se recusam a ir para a frente. Em 8 de Abril, quando o ataque alemão abranda, é retirada a 1ª divisão. Depois do massacre, o CEP é removido para a rectaguarda e utilizado para a abertura de trincheiras para os ingleses.
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13 |
Restabelecida a censura Restabelecida a censura em 13 de Abril.
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18 |
Direitos aduaneiros pagos em ouro Decreto nº 4 137 determina que os direitos aduaneiros sobre mercadorias importadas passem a ser pagos em ouro.
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Celeiros municipais Criação dos celeiros municipais em 22 de Abril.
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Controlo das cambiais Decreto nº 4 176 de 27 de Abril não permite que as operações a prazo sobre cambiais, desde que não lhes corresponda um acto comercial de exportação ou de importação.
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Organização das listas sidonistas Reuniões para a organização da lista sidonista decorrem no governo civil de Lisboa, sob a presidência de Xavier Esteves, participando, entre outros, Egas Moniz, Vasconcelos e Sá e Amâncio Alpoim.
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Eleições paralamentares e presidenciais Eleições em 28 de Abril. Abstenção dos democráticos, evolucionistas, unionistas e União Operária Nacional. Nas presidenciais, Sidónio obtém 69% (510 000 votos).
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Maioria para os governamentais Para os deputados, governo obtém as maiorias em todos os círculos, à excepção de Arganil, onde triunfam os monárquicos (eleitos 40 deputados desta filiação). Surge uma minoria católica. 1 deputado socialista, Dr. João de Castro, de raça negra.
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29 |
Novo contrato com o Banco de PortugalNovo contrato entre o Estado e o Banco de Portugal em 29 de Abril. Elevado para 350 000 contos o limite da circulação fiduciária (200 000 em Dezembro de 1916). Permite-se um aumento annual de 60 000 contos na circulação fiduciária, origem das chamadas portarias surdas |
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30 |
Proibida a exportação de carnes Portaria de 30 de Abril proíbe a exportação de carnes para o estrangeiro e para as colónias. |
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4 |
Tentiva de golpe no Porto Tentativa golpista no Porto no dia 4 de Maio. Prisões.
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8 |
Amnistia Amnistia para crimes políticos e crimes comuns em 8 de Maio. Leote do Rego e Norton de Matos não são abrangidos, porque considerados oficiais desertores. Nesse dia é estabelecida a acta dos resultados eleitorais.
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8 |
Regime do depósito legal de livros Instituído a favor da Biblioteca Nacional o regime do depósito legal (8 de Maio).
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Sidónio reafirma-se republicano Discurso de Sidónio, reafirmando o republicanismo em 9 de Maio. Quer ser chefe de todos os portugueses e mandatário da Nação.
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17 |
Sidónio liberta presos no Porto Sidónio desloca-se ao Porto no dia 17 e no edifício do Aljube, no dia 18, liberta presos políticos que tinham sofrido maus tratos. Não recebe o apoio dos partidários da república velha, com críticas do Mundo e de A Luta, mas também não tem aplausos de monárquicos, com críticas de O Dia.
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13 |
Posse de Sidónio PaisSidónio toma posse da presidência na Câmara Municipal de Lisboa, em 13 de Maio. |
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15 |
Secretários de Estado em lugar de ministros Ministros passam a Secretários de Estado. Remodelação no governo.
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18 |
Ezequiel de Campos Ezequiel de Campos profere conferência na Liga Agrária do Norte, em 18 de Maio.
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1 |
Decreto nº 4 489 sobre a assistência religiosa a militares em campanha, em 1 de Junho.
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9 |
Demissão de Machado Santos Machado Santos sai do governo em 9 de Junho. Tinha havido um conflito do ministro com a administração da CP, maioritariamente unionista. O ministro mandou prender os administradores da companhia, por sugestão de Cunha Leal. Mas Sidónio não admitiu a concretização da ordem. Cunha Leal era, então, director-geral dos transportes terrestres. Abandonará estas funções em conflito com Fernandes de Oliveira. O ministério do abastecimento e dos transportes, depois de ser gerido interinamente por Fernandes de Oliveira, ministro da agricultura, será extinto por decreto de 14 de Julho.
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V Congresso da Federação das Juventudes Católicas em Santarém. |
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20 |
Sidónio declara em 20 de Junho que o equívoco monárquico findou
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27 |
Reatadas as relações diplomáticas com a Santa Sé em 27 de Junho. |
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28 |
Instituído um Conselho Económico em 28 de Junho.
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29 |
Em 29 de Junho, estabelecida a obrigatoriedade de venda de géneros que sejam considerados excedentes face ao consumo próprio, individual ou familiar. |
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6 |
Por decreto de 6 de Julho, Decreto nº 4 554, o grau de bacharel formado é substituído pelo de licenciado. Restauram-se as insígnias doutorais. Pode conceder-se o grau de doutor aos professores ordinários e extraordinários que o não possuíssem, bem como a individualidades eminentes, dignas dessa distinção. É abrangido António de Oliveira Salazar, também feito doutor decretino.
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9 |
Restabelecida a embaixada no Vaticano Decreto nº 4 558 de 9 de Julho restabelece a embaixada portuguesa junto da Santa Sé que havia sido extinta em 10 de Julho de 1913.
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13 |
Decreto nº 4 638 de 13 de Julho estabelece novo regime cerealífero. |
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14 |
Governo contrai empréstimo para a criação de escolas de instrução primária em todo o país (14 de Julho). As escolas teriam cantinas e forneceriam alimentação gratuita para os alunos pobres. |
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15 |
Em 15 de Julho, reunião das comissões preparatórias do Congresso. |
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11 |
Cruzada Nun’Álvares Reunião preparatória da Cruzada Nuno Álvares Pereira, na Liga Naval, promovida pelo capitão João Afonso Miranda, em 11 de Julho. Fundação do grupo em 18 de Julho. |
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14 |
Extinta a secretaria de Estado das subsistências e dos Transportes, sendo os serviços integrados no interior, em 14 de Julho. |
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17 |
Ofensiva dos serviços de fiscalização de susbsitências. Encerradas 243 mercearias em Lisboa. União Operária Nacional louva o governo. Protesto dos retalhistas (17 de Julho). |
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18 |
Começa a greve dos ferroviários do Sul e Sueste em 18 de Julho. Até 23 de Julho. |
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22 |
Inauguração solene do novo parlamento em 22 de Julho. Trabalhos parlamentares são interrompidos de 6 de Agosto a 4 de Novembro. Tanto Machado Santos como Cunha Leal, nas suas primeiras intervenções, perguntam quem é o presidente do ministério, defendendo a existência deste cargo, expressamente previsto na Constituição de 1911. A maioria elege Egas Moniz para seu líder parlamentar. Segundo Cunha Leal, até à morte de Sidónio, nunca saíram do casarão de S. Bento nem uma lei, nem um decreto-lei, nem o mais simples decretto regulamentar
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26 |
Confronto entre monárquicos e dezembristas Conflito entre deputados dezembristas e monárquicos por causa da saudação ao Brasil em 26 de Julho.
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Confrontos entre Egas Moniz e Tamagnini Barbosa Esboça-se um conflito no seio dos dezembristas, com Egas Moniz, apoiado pelo Jornal da Tarde, então dirigido por João Henriques Pinheiro, a opor-se a que se consagre na Constituição a dissolução parlamentar pelo Presidente da República. Considera que, no presidencialismo é tão inadmissível essa dissolução quanto a não dissolução em parlamentarismo. Tamagnini Barbosa, por seu lado, assume um extremado anti-parlamentarismo defendendo a dissolução, numa ideia também partilhada por Sidónio Pais.
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Assalto ao centro evolucionista de Lisboa. Assalto aos jornais A Montanha e O Norte, no Porto.
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Em Julho recomeça a baixa do câmbio. Grande agitação económica provocada pelo aumento da contribuição industrial e pelas novas medidas legais contra o açambarcamento.
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Interrupção dos trabalhos parlamentares em 6 de Agosto. Até 4 de Novembro.
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Decreto de 7 de Agosto estabelece o manifesto dos gados na zona fronteiriça.
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Manifesto do partido democrático em 8 de Agosto. Declara que a república está em perigo com os homens de Dezembro tutelados e amparados pelos monárquicos.
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22 |
Comissariado Geral dos Abastecimentos Organização de um Comissariado Geral dos Abastecimentos em 22 de Agosto (decreto nº 4 753). Regime de senhas de racionamento desde 23 de Setembro.
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24 |
Gomes da Costa abandona o CEP General Garcia Rosado assume o comando dos restos do CEP, com o coronel Sinel de Cordes como chefe de estado maior. Gomes da Costa sai da Flandres para África.
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24 |
Crise das subsistências, a anarquia mansa O Século de 24 de Agosto refere a crise das subsistências como uma anarquia mansa, criticando o regime vigente de controlo, com regulamentações avulsas de governdores civis e administradores de concelhos, com preços a variarem de terra para terra e pelo aparecimento de novos negociantes e transportadores clandestinos de géneros alimentícios.
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31 |
Regime de racionamento Estabelecido o regime do racionamento em 31 de Agosto. Regime dos manifestos e das rações individuais fixadas a nível de freguesia pelo regedor e pelos professores oficiais. O regime das senhas de consumo inicia-se em Lisboa logo em 16 de Setembro e no dia 23 do mesmo mês no resto do país. |
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No bosque de Paraut, na Flandres, durante o mês de Setembro, repressão violenta de batalhões portugueses que se recusam a ir para a frente de combate.
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7 |
Canto e Castro substitui Carlos da Maia na pasta da marinha, em 7 de Setembro.
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Aç úcar e petróleo são racionados. Senhas de consumo gratuitas para indigentes (4 de Setembro).
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14 |
Decreto de 14 de Setembro autoriza a divisão dos baldios.
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Proibida a venda de farinha a granel e limites ao números de refeições em estabelecimentos hoteleiros e similares (decreto nº 4 835 e decreto nº 4 836, de 21 de Setembro).
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Regime de prémios de produtividade para agricultores em 23 de Setembro.
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Reacende-se a agitação económica face aos diplomas que restringem o comércio cambial e que tributam os lucros excepcionais derivados da guerra.
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Tentativa de golpe em Lamego, descoberta em 28 de Setembro por Sollari Alegro.
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Nova insubordinação no CEP, quando se pensava em voltar à frente
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Pneumónica mata em Setembro 31 785 pessoas. |
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Preços máximos da carne (2 de Outubro).
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9 |
Remodelação governamental Tamagnini perde as prerrogativas de principal figura do governo. Reforçada a ala de Egas Moniz com Bernardino Ferreira e Couceiro da Costa. Criada uma secretaria de Estado dos Abastecimentos, que passa a ser gerida pelo capitão Cruz Azevedo, amigo pessoal de Sidónio, ao mesmo tempo que o decreto nº 4 879 extingue o Comissariado-Geral dos Abastecimentos. Como refere Cunha Leal, este arranjo secretarial era uma espécie de cacharolete centro-direita, com certos devotos de Sidónio, em missão de vigilância
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12 |
Revoltas abortadas Revoltas abortadas em Lisboa, Porto, Coimbra (coronel Alexandre Mourão e Infantaria 35) e Évora (Estevão Pimentel e Cavalaria 5) em 12 de Outubro. 95 prisões.
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13 |
Estado de sítio Estabelecido o estado de sítio no dia 13. Presas várias figuras democráticas (Ribeira Brava, Sá Cardoso e Almeida Ribeiro). António Granjo é um dos participantes nas revoltas.
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14 |
Assaltados jornais e clubes de esquerda Populares assaltam O Mundo em 14 de Outubro. No Porto é assaltado o Clube Democrático dos Fenianos e a sede de A Montanha.
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15 |
Revolta em Évora Comité revolucionário assume o comando da cidade de Évora em 15 de Outubro. Morte do comandante, coronel Pereira da Silva.
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16 |
Leva da morte No dia 16, em Lisboa, a leva da morte, com uma coluna de 153 presos políticos a ser assaltada, na esquina da Rua Vítor Cordon, com a rua do Ferragial. 7 mortos, entre eles, Ribeira Brava.
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14 |
Torpedeada a Augusto Castilho Submarino alemão torpedeia a Augusto Castilho comandada por Carvalho Araújo em 14 de Outubro.
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24 |
Isenção de direitos de importação Em 24 de Outubro, isenção de direitos na importação de arroz, feijão e grão de bico.
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Mais de trinta mil mortos pela pneumónica 31 785 mortos pela pneumónica em Outubro. |
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4 |
Adiamento dos trabalhos parlamentares Face à não reabertura do parlamento em 4 de Novembro, Cunha Leal desliga-se do partido nacional republicano. Os deputados monárquicos não compareceram, obrigando ao adiamento dos trabalhos parlamentares, para 3 de Dezembro.
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8 |
Limitada a matança de reses Limita-se a matança de reses a quatro dias por semana (8 de Novembro).
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Armistício Assinatura do Armistício que põe fim à Grande Guerra em 11 de Novembro. Entre os portugueses, dos 56 493 homens que partiram para a Flandres, há 2 091 mortos (3 446 oficiais), 12 508 feridos e incapazes e 6 678 prisioneiros. Em Moçambique 4 723 mortos, 5 467 desaparecidos e 1 248 feridos. Em Angola, 810 mortos.
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18 |
Greve geral Tentativa fracassada de greve geral em 18 de Novembro. Governo manda ocupar militarmente as estações de caminho de ferro.
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19 |
Sabotagens ferroviárias Actos de sabotagem na greve dos ferroviários do Sul e Sueste em 19 de Novembro.
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Começa o regresso do CEP a Lisboa Regressam a Lisboa as primeiras tropas do Corpo Expedicionário Português que esteve na Flandres, em 23 de Novembro.
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24 |
Rebertura dos trabalhos parlamentares No dia 24 de Novembro, reabrem os trabalhos parlamentares que logo encerram. Tentativa de agressão ao deputado monárquico Carvalho da Silva.
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Juntas militares Surgem juntas militares pró-monárquicas em Novembro.
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Cerca de dezoito mil mortos pela pneumónica18 123 mortos pela pneumónica em Novembro. |
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Delegação para a Conferência de Paz Parte para Paris, em 5 de Dezembro, a delegação portuguesa à Conferência de Paz. É presidida por Egas Moniz e conta com Freire de Andrade, Espírito Santo Lucas e Santos Viegas. O ministro de Portugal em Paris é então Bettencourt Rodrigues. Colaboram com a delegação Álvaro Vilela, Batalha Reis e o conde de Penha Garcia.
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Atentado contra Sidónio Tentativa de assassínio de Sidónio em 6 de Dezembro, por ocasião da condecoração aos sobreviventes do Augusto Castilho. Vaga de prisões. Assaltada e destruída a sede do Grande Oriente. Sidónio, antigo maçon, indigna-se. A tentativa coube a um jovem de 19 anos, Luís Maria Baptista, filho de um antigo vereador municipal do PRP de Lisboa, merceeiro, ligado à loja maç ónica Pro Patria.
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8 |
Nova tentativa contra Sidónio No dia 8, Sidónio mistura-se com a multidão durante um festival infantil que decorria no Jardim Zoológico. Estava prevista a detenção de Sidónio, mas foi avisado a tempo.
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8 |
Carta dos bispos a Sidónio No dia 8, os bispos escrevem a Sidónio, pressionando-o no sentido das reivindicações católicas.
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9 |
Críticas de Machado Santos e Cunha Leal Machado Santos apresenta uma série de projectos de levantamento do estado de sítio, de abolição da censura, amnistia e estabelecimento das garantias constitucionais. Cunha Leal também faz um discurso parlamentar criticando os assaltos da véspera.
Projecto parlamentarista apresentado pelo grupo de E. Moniz Apresentado um projecto de constituição de cariz parlamentarista pelo grupo de Egas Moniz, subscrito por João Henriques Pinheiro, Amâncio Alpoim e Celorico Gil.
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12 |
Pedido o prolongamento do estado de sítio Ministro Álvaro Mendonça proõe à Câmara dos Deputados prolongamento do regime de estado de sítio até 10 de Janeiro.
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14 |
Assassínio de Sidónio Pais Sidónio Pais é assassinado à s 23 horas e 55 minutos do dia 14 de Dezembro, na estação do Rossio. Tem, como últimas palavras: sei que morro! Salvem a Pátria. |
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Cerca de vinte mil mortos pela pneumónicaMortos pela pneumónica em Dezembro: 2 2116 |
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Logo após a morte de Sidónio, reuniões no governo civil e em Belém, participando inúmeras personalidades apoiantes do sidonismo, de António Sardinha e Aires de Ornelas a Vasconcelos e Sá. |
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15 |
Regresso à Constituição de 1911Em 15 de Dezembro, o governo investe-se na totalidade do poder executivo e elege para presidente Canto e Castro. Decretado luto geral de 30 dias. Opta-se pelo regresso pleno à Constituição de 1911, revogando-se o decreto nº 3 997 de 30 de Março (regresso ao modelo da eleição presidencial da Constituição de 1911). |
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16 |
Canto e Castro presidente da repúblicaNo dia 16, regressa-se à designação de ministérios, enquanto no parlamento sidonista Canto e Castro é eleito Presidente da República, por 137 votos dos 138 votantes, dada a abstenção dos deputados monárquicos.Pedida a restauração da pena de morteNesse dia, o deputado Botelho Moniz pede a restauração da pena de morte. Conforme Cunha Leal, então deputado, estava terminada esta primeira fase de agonia do sidonismo, sem que, na realidade, o tivessem feito sair do estado de coma, em que o deixara prostrado a morte do seu progenitor |
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18 |
Proclamação da Junta Militar do NorteJunta Militar do Norte faz uma proclamação em 18 de Dezembro: se não for escutada a voz implorante, a Junta assumirá toda a acção governativa, com todas as responsabilidades que lhe são inerentes. As Juntas Militares são chefiadas pelo coronel Silva Ramos no Porto e pelo coronel João de Almeida em Lisboa. Em 18 de Dezembro, juntas militares monárquicas, com Silva Ramos, Carvalho da Silva, Sollari Alegro, Cunha Prelada e Aires Abreu, lançam ultimato ao presidente, para este constituir um ministério de força. Cruz Azevedo põe em causa a lealdade do então ministro da guerra, Álvaro de Mendonça. |
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19 |
Convidado o unionista Nunes da Ponte para formar governoCanto e Castro, no dia 19, convida Nunes da Ponte, republicano e católico, antigo ministro de Pimenta de Castro, a formar governo, mas este desiste. Unionistas aproximam-se do presidente e aprovam uma moção nesse sentido. |
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Defesa de um governo neutro e forteArtigo de Pereira e Sousa no jornal Pátria: o nosso dever de portugueses é colocarmo-nos ao lado de todos os que querem um governo neutro e forte que possa fazer administração e meter tudo isto nos eixos, como se costuma dizer. |
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Funerais de Sidónio PaisFunerais de Sidónio nos Jerónimos em 21 de Dezembro. |
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Pressões militares contraditóriasO governo vive a pressão das juntas militares monárquicas e das reacções político-militares republicanas. Como salienta Cunha Leal, a congregação sidonista do republicanismo moderado com o religiosismo católico veio a soçobrar, já depois da sua morte, por força do irridentismo monarquizante |
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23 |
Governo de TamagniniEm 23 de Dezembro Tamagnini constitui governo, tentando o meio termo. Nesse mesmo dia João de Almeida tenta um pronunciamento militar monárquico, levando para a serra de Monsanto vários regimentos. Unidades de infantaria, comandadas pelo tenente-coronel Pimenta de Castro e de engenharia não alinham |
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26 |
João de Almeida ocupa o parque Eduardo VIITropas da Junta ocupam o Parque Eduardo VII, em 26 de Dezembro e avistam-se com Canto e Castro e Tamagnini. João de Almeida é convencido a recuar pelo general Garcia Rosado. |
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