Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
1924
Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ag. Set. Out. Nov. Dez.
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BombasExplodem bombas em 7, 10, 13, 14 e 22 de Fevereiro. |
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7 |
Reabertura do parlamentoReabre o parlamento a 7 de Janeiro. |
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Apoios e oposições ao governoDemocráticos prometem a cooperação necessária para a execução do programa. O alvarista Carlos Olavo dá apoio firme, decidido e completo. Cunha Leal e Jorge Nunes, pelos nacionalistas, criticam o processo de queda do anterior ministério. Cunha Leal faz, a este propósito, uma contundente crítica a Teixeira Gomes. Jorge Nunes aos democráticos: aquilo que se fez ao partido nacionalista, o mesmo se fará ao partido democrático. |
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Lino Neto sobre o governo de Álvaro de CastroAntónio Lino Neto em A União de Janeiro considera que o governo de Álvaro de Castro é um ministério de pessoas categorizadas. Acrescenta que a minoria católica condena e reprova, por fundamentalmente prejudicial ao povo, qualquer facto revolucionário, venha ele dos governantes com o nome de “golpe de Estado”, venha dos governados com o nome de “jornada gloriosa”. Condena todas as ditaduras sejam as de um regime, como a de Mouzinho da Silveira, as de um partido, como a de João Franco, ou as de um homem, como a de Sidónio Pais. Alerta contra os messias porque a solução da crise nacional está em cada um de nós, cumprindo simplesmente, mas inteiramente o nosso dever |
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11 |
Aprovada moção de confiançaVotada a moção de confiança em 11 de Janeiro de 1924 (56 votos favoráveis, 27 contra). Criadas comissões de economia em todos os ministérios. |
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15 |
Apresentação do orçamentoApresentado orçamento em 15 de Janeiro. |
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Morte de LenineMorte de Lenine em 21 de Janeiro. |
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21 |
Aprovada proposta da oposição sobre o imposto de seloBarros Queirós, da oposição nacionalista, apresenta, em 21 de Janeiro, proposta para a duplicação di imposto de selo que será adoptada pelo governo. |
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22 |
Primeiro governo trabalhista britânicoSurge o primeiro governo trabalhista britânico em 22 de Janeiro. |
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Convidado Bernardino Machado para reitor da UniversidadeAntónio Sérgio convida Bernardino Machado para reitor da Universidade de Coimbra. Recusa, considerado que o reitor deve ser eleito. |
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BombasExplodem bombas em 14, 27 e 28 de Fevereiro. |
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1 |
Funerais de Teófilo BragaFunerais de Teófilo Braga em 1 de Fevereiro. |
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Fascismo em portuguêsJornal A Ditadura, dirigido por Raul de Carvalho, passa de periódico do fascismo português a jornal de acção nacionalista, ligando-se ao grupo da Acção Nacionalista, dirigido por João de Castro Osório (Fevereiro de 1924). |
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11 |
Compressão das despesas públicas e greve dos empregadosEm 11 de Fevereiro surgem os diplomas de extinção de vários serviços públicos, visando a redução das despesas (são suprimidos cerca de seis centenas de lugares que se achavam vagos e criadas comissões de economia em todos os ministérios), o que provoca uma imediata greve de funcionários (20 de Fevereiro). |
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GrevesContinuam as greves (em Fevereiro, a dos funcionários; em Abril, a dos correios) e os atentados da Legião Vermelha. |
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17 |
Comícios contra o perigo de uma ditadura de direitaEm 17 e 22 de Fevereiro, comícios unitários em Lisboa e no Porto contra o perigo de uma ditadura de direita. |
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20 |
Cunha Leal contra Norton de MatosCunha Leal na Câmara dos Deputados faz um ataque cerrado a Norton de Matos, por causa do governo de Angola (20 e 21 de Fevereiro). |
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21 |
Democráticos, partido dos escândalos Em 21 de Fevereiro, o director da República fala nos democráticos como o partido dos escândalos: não há dia em que não surja um escândalo. Mas ainda não vimos, na cadeia, nenhum ladrão. |
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22 |
Manifestação contra a carestia da vidaEm 22 de Fevereiro, cerca de 100 000 pessoas manifestam-se contra a vida cara. |
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Demissão do ministro da guerraRibeiro de Carvalho demite-se em 25 de Fevereiro, por não concordar com um projecto referente à promoção de sargentos. Foi interinamente substituído por Álvaro de Castro. |
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Seareiros saem do governo Por solidariedade com o ministro da guerra, Ribeiro de Carvalho, saem do governo os dois seareiros, António Sérgio e Azevedo Gomes. Mas a Seara Nova declara continuar o apoio ao governo.
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Ministro do comércio, embaixador em Paris António da Fonseca, ministro do comércio, foi nomeado ministro de Portugal em Paris. Augusto de Castro é nomeado para Londres.
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28 |
Xavier vai a Londres negociar empréstimo Alberto Xavier parte para Londres. Aí fica até 23 de Março, data em que parte para Paris. Regressa a Lisboa no dia 4 de Abril. Operação concluída com a casa Baring Brothers em 20 de Março.
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BombasBombas nos dias 10 e 29. |
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1 |
AmnistiaEm 1 de Março, amnistia para os revoltosos de 10 de Dezembro de 1923 que estavam presos em S. Julião da Barra. |
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Imposto de seloLei sobre o aumento do imposto de selo. A lei foi proposta pelo oposicionista Tomé de Barros Queirós e foi apoiada pelo governo. |
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15 |
Álvaro de Castro contra a CGTEm 15 de Março, numa entrevista a A Tarde, Álvaro de Castro declara que a CGT é um organismo inimigo do Estado. |
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Empréstimo obtido em LondresAlberto Xavier em Londres, em negociações com a casa Baring Brothers. Times publica artigo elogioso sobre as reformas financeiras em Portugal (22 de Março). Segue-se Le Temps de Paris. Álvaro de Castro informa o parlamento em 7 de Abril |
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20 |
Abate de prédio em CampolideEm 20 de Março abateu em Campolide um prédio de quatro andares por deficiências de construção. Doze mortos. |
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31 |
União Católica dos Estudantes PortuguesesDe 31 de Março a 3 de Abril CADC promove a constituição de uma União Católica dos Estudantes Portugueses em reunião realizada em Coimbra. Participam, entre outros, Lopes da Fonseca, Pedro Teotónio Pereira, Marcello Caetano e Albano Pereira Dias Magalhães. |
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Socialistas no governo da Dinamarca Partido Socialista forma governo na Dinamarca
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Bombas Bombas em 15, 24 e 27.
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Congressos Sindicais Congresso dos metalúrgicos em Coimbra
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2 |
Viagem aérea Lisboa/ Macau Começa a viagem aérea Lisboa-Macau de Sarmento Beires e Brito Pais em 2 de Abril.
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7 |
Oposição questiona empréstimo obtido em Londres Álvaro de Castro comunica à Câmara dos Deputados a abertura de um crédito em libras, conforme o acordo conseguido por Alberto Xavier em 20 de Março com a Baring Brothers. A oposição questiona e o debate prossegue no dia 8, quando o deputado monárquico Carvalho da Silva apresenta uma moção de deconfiança.
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10 |
Discurso de Álvaro de Castro sobre as reformas financeiras Discurso de Álvaro de Castro na Câmara dos Deputados sobre as reformas financeiras em 10 de Abril.
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18 |
Afonso Costa apoia Álvaro de Castro Afonso Costa vem de férias a Portugal e insiste com o partido democrático para apoiar Álvaro de Castro (18 a 28 de Abril).
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18 |
Retomada a greve dos empregados do Estado Retomada a greve dos empregados do Estado em 18 de Março, até ao dia 22. |
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25 |
Congresso dos democráticos apoia governoCongresso do partido democrático de 25 a 27 de Abril sem críticas ao governo. Contra a linha oficial, Vitorino Guimarães. O governo passa sem críticas. O governo convida Afonso Costa para embaixador em Londres, mas este cargo acabará por seu ocupado por Norton de Matos, depois da recusa daquele. Norton de Matos abandonara o cargo de alto-comissário em Angola, alegando razões de saúde. |
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Cessa a publicação de A União Cessa a publicação de A União. |
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Lino Neto no FunchalConferência de Lino Neto no Funchal: O Estado Moderno, Sindicalismo e Congreganismo. |
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BombasBombas em 7, 11, 14, 15, 16 e 28 de Maio. |
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Greves e censura a A Batalha Em Maio, uma greves dos transportes no Porto leva a que a cidade fique cercada por forças militarizadas. Instala-se o regime de censura prévia ao jornal A Batalha. |
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4 |
Cartel das esquerdas ganha as eleições em FrançaCartel das esquerdas ganha as eleições em França no dia 4 de Maio de 1924. Aliança dos radicais, liderados por Herrito, com os socialistas de Léon Blum. |
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7 |
Gomes da Costa regressa a PortugalEm 7 de Maio Gomes da Costa regressa a Portugal de missão de serviço à Índia e a Macau, com uma visita à China. Partira de Lisboa em Agosto de 1922. De regresso, em entrevista ao Diário de Lisboa diz que o ministério das colónias é uma súcia de idiotas. A questão é discutida no parlamento no dia 8. Mariano Martins, o ministro repele a insinuação. Gomes da Costa diz que não fará nenhum relatório porque ninguém lê relatórios. |
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23 |
Afonso Costa mais uma vez em LisboaAfonso Costa volta a Lisboa entre 23 e 27 de Maio. Governo convida-o para embaixador em Londres, mas o posto acabará por ser ocupado por Norton de Matos. |
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23 |
Remodelação do sistema monetárioDecretos nº 9 718 e nº 9 719 remodelam o sistema monetário. Cria moedas de 1$, $50, $20, $10 e $5. Tiragens em 1924, 1925 e 1926. |
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24 |
Fascistas com maioria absoluta em ItáliaFascistas obtêm a maioria absoluta nas eleições italianas. |
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28 |
Confrontos sangrentos nos OlivaisMorte de três operários e de um polícia nos Olivais em 28 de Maio. Uma cilada armada pela polícia de Ferreira do Amaral, vivamente criticada por Jaime Cortesão. |
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30 |
Conflito do governo com a aviação militarConflito entre o ministro da guerra interino, e a aviação militar, por causa de um decreto de 30 de Maio sobre compressão das despesas. O deputado Lelo Portela, que era oficial-aviador, levantou a questão na Câmara dos Deputados. |
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BombasBombas nos dia 1, 4, 7, 25 e 29. |
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3 |
Associações patronais pedem profilaxia contra bombistasAssociações patronais pedem a profilaxia social contra a Legião Vermelha (3 de Junho). |
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3 |
Nacionalização da dívida externaDecreto nº 9 761 promove a nacionalização parcial da dívida pública externa. Os juros e as amortizações passam a ser pagos em escudos para os portadores não estrangeiros. Os títulos na posse de estrangeiros, para serem pagos em esterilinos, terão de ser carimbados nas delegações portuguesas de Londres e Paris. |
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3 |
Sublevação da aviação na AmadoraSublevação dos aviadores na Amadora de 3 para 4 de Junho, depois da demissão do respectivo comandante. São cercados por tropas de Queluz. Só no dia 7 de Junho aceitam render-se, graças à acção do general Bernardo Faria que entra no campo desarmado, acompanhado por oficiais de várias unidades militares. |
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Duelo entre Álvaro de Castro e o chefe dos aviadoresÁlvaro de Castro aceita entrar num duelo à espada como o aviador Ribeiro da Fonseca. A imprensa mostra fotografia do duelo em 2 de Julho. |
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Convite a Afonso Costa para formar governoÁlvaro de Castro em correspondência telegráfica com Afonso Costa considera inevitável a queda do governo e a necessidade de outro presidido pelo próprio Afonso Costa. Dificuldades de apoio parlamentar quanto à s reformas financeiras. |
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6 |
Debate parlamentar sobre a nacionalização da dívida externaDe 6 a 12 de Junho debate na Câmara dos Deputados sobre o decreto de 3 de Junho quanto aos juros dos títulos de empréstimos. Intervenção de vários antigos ministros das finanças, nomeadamente de Cunha Leal e Velhinho Correia. |
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16 |
Contra a hipótese de um golpe à espanholaO Mundo prevê e combate a hipótese de um golpe à Primo de Rivera (16 de Junho) |
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20 |
Demissão de Nuno SimõesEm 20 de Junho, demite-se Nuno Simões, ministro do comércio, sendo interinamente substituído por Helder Ribeiro, no dia 26. |
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20 |
Afonso Costa em LisboaAfonso Costa volta a Portugal e pede ao Presidente da República que apoie o governo (20 de Junho). |
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24 |
Assassinado deputado socialista italianoO deputado socialista italiano Giacomo Matteoti é assassinado por milícias fascistas. |
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24 |
Deputado monárquico fala em quadrilha de ladrões no poder Em 24 de Junho o deputado monárquico Paulo Cancela de Abreu declara na Câmara dos Deputados que o país está entregue a uma quadrilha de ladrões. |
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26 |
Governo pede demissãoEm 26 de Junho, a pasta do comércio passa a ser acumulada por Helder Ribeiro. O assunto desceu ao parlamento e foi, então, rejeitada uma moção de confiança. O governo pediu a demissão. |
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27 |
Prata pronta a embarcar para LondresEm 27 de Junho, 49 toneladas de moeda de prata partiam para Londres para pagamento de compromissos externos, conforme prévia decisão do governo, tomada no dia 11 de Fevereiro. Destinavam-se a caucionar o empréstimo de 20 de Março. A prata fina era constituída pelas moedas retiradas de circulação. |
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Acabaram-se as coroasO Diário de Lisboa anunciava: acabaram-se as coroas. Houve uma tumultuosa sessão parlamentar. Os jornais monárquicos lançaram um furioso ataque ao governo. |
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Nota oficiosa do governo sobre o embarque da prataNo dia seguinte é emitida uma nota oficiosa de Álvaro de Castro sobre a matéria. Não podia ir ao parlamento por estar demissionário. |
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Suspenso o embarque da prataNo dia 30, depois de debate parlamentar, Álvaro de Castro telegrafava para Londres a suspender a remessa das moedas. |
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Aprovada moção de desconfiançaVitorino Guimarães apresenta na Câmara dos Deputados uma moção de desconfiança que foi aprovada por 41-23. Moção de confiança apresentada pelo alvarista Carlos Olavo é reprovada por 33-31. |
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Novo convite a Álvaro de Castro Teixeira Gomes convida de novo Álvaro Castro para este formar governo. Desiste. Os democráticos, apesar de prometerem apoio, não querem comprometer-se com as medidas financeiras.
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Exército ou guarda pretoriana? Sarmento Pimentel, num artigo publicado na Seara Nova, nº 36, de Junho de 1924, proclamava: Não há Exército Nacional. Há a guarda pretoriana da República burguesa carregando o orçamento com cifras monumentais, roubando ao País os homens bons que trazem da aldeia para na cidade se indisciplinarem, para se desmoralizarem, para se sifilizarem . |
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CGT saúda a queda de Álvaro de Castro Em 30 de Junho, a CGT saúda a queda do governo de Álvaro de Castro, por causa dos roubos da Finança e da Moagem, dos bárbaros crimes dos Olivais e de Sines.
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Partido Socialista elogia o governoPartido Socialista qualifica a política de Álvaro de Castro como franca tentativa de uma política financeira de esquerda que sucumbiu perante a reacção das classes capitalistas. Em Junho de 1924 realizou-se no Porto o XI Congresso do PS que continou a ser dominado por Ramada Curto e Amâncio Alpoim. |
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BombasBombas nos dias 7, 13 e 20 de Julho. |
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Conflitos entre sindicalistas anarco-sindicalistas e comunistasConflitos entre os sindicalistas afectos à Associação Internacional dos Trabalhadores, central anarco-sindicalista fundada em Berlim em 1919, e os da Internacional Sindical Vermelha, fundada por Lenine em 1923. |
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Governo de Rodrigues Gaspar Afonso Costa recusou formar governo e Álvaro de Castro, apesar de convidado, decidiu não continuar. O novo governo é um cacharolete político com vincante predominância do PRP, como lhe chamou Cunha Leal. Colaboram os membros da Acção Republicana e são mobilizados alguns republicanos independentes. |
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Aprovada moção de confiançaMoção de confiança passa por 45- 24. Apoio dos democráticos e dos alvaristas; os católicos assumem a neutralidade oposição de nacionalistas e monárquicos. |
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Congresso Eucarístico em BragaDe 2 a 7 de Julho, Congresso Eucarístico Nacional em Braga. Conferência de Salazar: A paz de Cristo na classe operária pela S. S. Eucaristia. |
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Programa de governoLeitura da declaração ministerial em 9 de Julho. Põe acento tónico na reforma financeira, com o controlo das cambiais e a compressão das despesas. Em Julho há uma pequena quebra positiva no índice do custo de vida, mas em Outubro a inflação volta a disparar. |
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14 |
Confrontos entre tropas do Exército e GNRProsseguem as tentativas de revolta. Forças do exército e da GNR chegam mesmo a entrar em refrega no dia 14 de Julho no Parque Eduardo VII, com cerca de uma dezena de mortos. |
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16 |
Derrotada moção de desconfiançaDerrotada moção de desconfiança ao governo proposta pelos nacionalistas por 45-24, em 16 de Julho. |
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Cunha Leal reitor da Universidade de CoimbraPor indicação de Rocha Saraiva, Abranches Ferrão nomeia Cunha Leal reitor da Universidade de Coimbra (desempenha funções gratuitamente, mantendo o lugar de deputado). Será demitido em Abril de 1925. Raul Proença na Seara Nova comentava: estamos de certo no país dos Hotentotes |
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Católicos ciriticam MussoliniEm 19 de Julho, o Novidades acusa Mussolini de oportunismo e falta de preparação intelectual. |
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Bombas em LisboaBombas em Lisboa. O chefe da Legião Vermelha evade-se da cadeia do Limoeiro (24 de Julho). |
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24 |
Movimentações pró-fascistas em PortugalEm 24 de Julho, o jornal Ditadura revela a formação de um novo movimento político, constituído por um grupo de portugueses que querem salvar a pátria; entre os nomes citados, Eurico Cameira, Trindade Coelho, Tamagnini Barbosa, Raul de Carvalho, director do jornal, Teófilo Duarte, Duarte e Sousa, Mota Oliveira e Cândido Costa. |
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28 |
João Franco publica cartas de D. CarlosJoão Franco publica e prefacia no dia 28 de Julho, Cartas de El Rei D. Carlos. |
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8 |
Comissão reguladora do abstecimento de cereaisDecreto nº 998 cria uma comissão reguladora da compra e abastecimento de cereais. |
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13 |
Golpe radical frustradoEm 13 de Agosto o jornal A Época anuncia o falhanço de uma tentativa golpista de assalto ao forte da Ameixoeira que teria sido preparada por um comité integrado por Martins Júnior que desejava como chefe Gomes da Costa. Insinua-se que o golpe visava pôr o partido radical no poder e que o futuro ministro do trabalho seria Carlos Rates, secretário-geral do PCP |
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17 |
BombasBombas nos dias 17 e 18. |
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19 |
Empréstimo de LondresAs soluções financeiras continuam a faltar. Em 19 de Agosto, o ministro das finanças apoia o empréstimo obtido pelo anterior governo de Álvaro de Castro. Mas, em vez da garantia da prata das moedas, vende a garantia, na soma de um milhão e quinhentos mil libras, quantia conservada intacta nas caixas dos nossos banqueiros de Londres. Converte o valor-prata em valor-ouro. Surgem protestos parlamentares contra a reforma do contrato entre o Estado e a companhia dos tabacos. |
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26 |
Reunião no Louriçal com Afonso CostaAlmoço de líderes democráticos em casa de Ramos Preto. Pressionam no sentido da formação de um novo governo. Participam Afonso Costa, António Maria da Silva, Domingos Pereira, José Domingues dos Santos e Álvaro de Castro. |
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28 |
Revolta radical em LisboaRevolta abortada em 28 de Agosto de 1924, no castelo de S. Jorge. Presos 8 comunistas e 1 radical. |
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Bombas Bombas nos dias 24, 25, 26 e 29. |
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Nova lei do arrendamento Nova lei do arrendamento em 2 de Setembro. |
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Nova lei fiscal Lei do agravamento fiscal em 9 de Setembro. |
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12 |
Golpe frustrado Em 12 de Setembro, novo golpe frustrado: assalto ao ministério da guerra e à central telegráfica combinada na leitaria em frente ao teatro Apolo. O edifício da Alfândega chega a ser tomado pelo major Pires Falcão. |
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Alerta contra o perigo fascista Jornais O Mundo e A Batalha alertam para o perigo de um golpe fascista. |
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Referendo entre sindicalistasConforme resolução do Congresso Operário da Covilhã a CGT promove referendo sobre a adesão internacional do movimento sindical português. 104 sindicatos pela Associação Internacional dos Trabalhadores (anarco-sindicalistas) e 6 pela Internacional Sindical Vermelha (marxista-leninista) |
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28 |
União dos Interesses EconómicosEm 28 de Setembro de 1924, numa reunião de 200 delegados de associações patronais, a pretexto da organização de um boicote ao pagamento do imposto de selo nas bebidas, é criada uma União dos Interesses Económicos. Financiada pela CUF e pelos latifundiários, misturando nomes como os de Martinho Nobre de Melo, Pereira da Rosa, Pequito Rebelo, Nunes Mexia e Filomeno da Câmara. Integram a união, a Associação Comercial de Lisboa, a Associação Comercial do Porto, a Associação Industrial Portuguesa, e a Associação Central da Agricultura Portuguesa. |
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Repartição do Pessoal DisponívelDecreto nº 10 151 cria uma Repartição do Pessoal Disponível. |
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Construção de estradasLei de 3 de Outubro de 1924 autoriza o governo a contrair junto da Caixa Geral de Depósitos um empréstimo de 15 000 contos para a reparação de estradas. |
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10 |
Lock out da União dos Interesses EconómicosA União dos Interesses Económicos promove o lock out de 10 de Outubro. Responde A Batalha, com a convocação de vários comícios. |
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13 |
Comícios de radicais e sindicalistas contra o lock out Comícios de 13 de Outubro, promovidos pela CGT e pelo Partido Radical. |
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14 |
Tumultos no Porto e em EspinhoNo dia 14 de Outubro, conflito no Porto entre patrões e sindicalistas, face à intensidade do lock out. Assalto a lojas em Espinho. |
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24 |
Liberdade de trânsito para cereaisEdital de 24 de Outubro estabelece liberdade de trânsito para trigos e farinhas |
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24 |
BombasBombas no dia 24 de Outubro. |
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24 |
União dos Interesses Económicos compra O Século A União dos Interesses Económicos anuncia em 24 de Outubro a compra de O Século, tendo em vista a defesa dos interesses do comércio. A mobilização de fundos acaba por não permitir a compra institucional, mas ficam como principais sócios do jornal Pereira da Rosa, Carlos de Oliveira e Moses Bensabat Amzalak. |
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31 |
Vitória dos conservadores nas eleições britânicasConservadores vencem as eleições britânicas. |
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Polémicas entre os católicosEm Outubro e Novembro reacende-se o conflito entre os católicos, com o Novidades, afecto ao CCP, a polemizar com A Época, de Fernando de Sousa. |
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4 |
Reabertura do parlamentoReabre o parlamento em 4 de Novembro. Ministro das finanças diz que regressou a prata. |
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7 |
Proibida comemoração da revolução soviéticaGoverno proíbe a realização em Lisboa de uma manifestação comemorativa da revolução bolchevista. |
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8 |
Extinto o Comissariado Geral dos AbastecimentosEm 8 de Novembro é extinto o Comissariado Geral dos Abastecimentos, anunciando-se um processo de liberalização do comércio dos bens de primeira necessidade. O governo seguinte revoga a medida em 20 de Dezembro. |
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11 |
BombasBombas nos dias 11, 16 e 20 de Novembro. |
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15 |
Morte de Sacadura CabralDesaparece no Mar do Norte, Sacadura Cabral (15 de Novembro). |
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18 |
Liberdade de comércioMais liberdade para o trânsito dos géneros alimentícios em 18 de Novembro. |
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19 |
Queda do governo, conflitos entre democráticosEm 19 de Novembro, o governo pede a demissão na sequência da apresentação de uma proposta financeira sobre Angola. O grupo democrático de José Domingos dos Santos considerou que a proposta era da responsabilidade do governo e não do partido. Este grupo vai, depois, aliar-se com a oposição na votação de uma moção de confiança ao governo, apresentada por António Maria da Silva, onde o governo é derrotado por três votos (46-43). Governo cai por desinteligências dentro do próprio partido democrático, a que nem Afonso Costa consegue pôr termo. |
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21 |
Reorganização do Ministério da AgriculturaReorganização do ministério da agricultura (Torres Garcia). |
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22 |
Governo de José Domingues dos SantosUma experiência de governo canhoto, desde 22 de Novembro de 1924. Mobilizados quatro canhotos e dois seareiros, sendo os restantes alvaristas e independentes. |
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27 |
Programa de governoDeclaração ministerial de 27 de Novembro, com apelo à justiça social. |
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1 |
Comício sindicalistaComício em Lisboa contra o desemprego, a vida cara e os salários baixos. |
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1 |
Reconhecimento oficial da CGTO Governo reconhece oficialmente, pela primeira vez, a Confederação Geral do Trabalho. |
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6 |
Aprovada moção de confiança ao GovernoAprovada em 6 de Dezembro uma moção de confiança apresentada por Álvaro de Castro (63-27). Na Câmara dos Deputados, lidera a bancada democrática de apoio ao governo Sá Pereira. António Maria da Silva, Rodrigues Gaspar, Vitorino Guimarães e Vasco Borges abandonam a sala sem votarem. |
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16 |
Comício da União Operária NacionalComícios da União Operária Nacional em 1 de Dezembro e 16 de Dezembro. Contra a crise de falta de trabalho, os baixos salários, as moagens, as forças vivas. |
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20 |
Manutenção do Comissariado Geral dos AbastecimentosEm 20 de Dezembro, por decreto mantinha-se em actividade o Comissariado Geral dos Abastecimentos que havia sido extinto em 8 de Novembro. |
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25 |
Fascistas contra a prisão de açambarcadoresJornal A Ditadura reclama contra a prisão de pretensos açambarcadores, entre os quais D. Manuel de Mello, sucessor de Alfredo da Silva na direcção da CUF (25 de Dezembro) |
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26 |
Associação Comercial de Lisboa contra o governoAssociação Comercial de Lisboa, em 26 de Dezembro, critica o imposto de selo e a política cambial, insurgindo-se contra as bandeiras desbotadas do partidarismo |
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