Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Governo de Campos Henriques
De 26 de Dezembro de 1908 a 11 de Abril de 1909
29º governo depois da Regeneração
6º depois da desagregação partidária
2º governo do reinado de D. Manuel II
·Presidente acumula o reino
·D. João de Alarcão na justiça
·António Cabral na marinha e ultramar
·D. Luís de Castro, conde de Nova Goa, nas obras públicas
·Sebastião Teles mantém-se na guerra
·Wenceslau de Lima nos estrangeiros.
·Antes da chamada de Campos Henriques, D. Manuel II chamou várias pessoas para a chefia do governo: Veiga Beirão; Sebastião Teles e António de Azevedo.
·Henriques era amigo político de Júlio de Vilhena, mas foi elevado ao poder por José Luciano. Com efeito, o governo foi efectivamente constituído na Rua dos Navegantes, lugar da residência de José Luciano, a fim de ter apoio da maioria parlamentar. Júlio de Vilhena que esperava ser chamada para constituir governo demitiu-se do próprio Conselho de Estado. Este, nas páginas do Dário Popular, chega mesmo a chamar ao novo governo o ministério dos trinta dinheiros.
·Esta aliança entre os regeneradores de Campos Henriques, apoiado pelo Notícias de Lisboa, e José Luciano, apoiado pelo Correio da Noite, levou à constituição de um bloco entre os regeneradores de Júlio de Vilhena, apoiado pelo Diário Popular, e os dissidentes progressistas de José de Alpoim, movimentação que leva, aliás, à queda do governo[3]. Segundo Teixeira de Sousa, José Luciano não cuidou de princípios políticos, de programas do novo governo. Isso eram coisas de pequena monta. Era preciso que o governo desse garantias de que Alpoim não obteria um regedor e de que o meu partido não poria o pé em ramo verde… Era um governo contra homens e inspirado em más vontades pessoais, e tanto bastaria para ser mal recebido e vivamente combatido[4]
·Alfonso XII de Espanha vem a Vila Viçosa encontrar-se com D. Manuel II no dia 13 de Fevereiro.
·No dia 10 de Março deu-se um grave incidente parlamentar, quando o deputado regenerador Caeiro da Matta, não afecto a Campos Henriques, acusa Campos Henriques de traidor e Manuel Afonso Espregueira, de burlão, por causa de um empréstimo para os Caminhos de Ferro do Estado. Segue-se um duelo entre Caeiro da Matta e o ministro da fazenda.
·Em 15 de Março D. Miguel II renuncia aos direitos sobre a coroa portuguesa.
·Motins de vinicultores no Douro em Março de 1909
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