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De 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de
1836
José
Jorge Loureiro acumula a pasta da guerra e a da fazenda a partir de 6 de Abril de 1836.
Sá
da Bandeira no reino (até 25 de Novembro de 1835) e na marinha.
Manuel
António Velez Caldeira Castelo Branco nos assuntos eclesiásticos e justiça.
Francisco
António de Campos na fazenda (até 6 de Abril, quando assume a pasta José
Jorge Loureiro).
Marquês
de Loulé nos estrangeiros.
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Em
25 de Novembro de 1835:
Luís Mouzinho de Albuquerque no reino (ausente até ao
dia 30 de Novembro)
Em
6 de Abril de 1836:
José Jorge Loureiro substitui Francisco António de Campos na fazenda.
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Oposição mercantil
Um
governo puro da oposição mercantil,
sob a chefia de José Jorge Loureiro, com Campos na Fazenda, mas também
mobilizando Loulé para os estrangeiros e Sá da Bandeira para a marinha.
Depois
do ministério dos impossíveis, transformado em ministério dos godos,
surge agora o ministério dos vândalos.
Loureiro, a alma do ministério A alma do ministério,
para utilizarmos uma expressão de Fronteira, era Loureiro, então com 44 anos,
um militar e um burgues, modesto de atitudes, que nunca havia sido parlamentar,
uma espécie de anti-Saldanha, em termos temperamentais.
Moralidade,
economia, desinteresse
Logo se proclama a
moralidade, a economia e o desinteresse e os ministros logo oferecem ao
Estado metade dos ordenados, numa reacção contra os chamados desperdícios de
Rodrigo.
Sá da Bandeira e os pretos
Sá da Bandeira apenas se interessava pelos assuntos ultramarinos.
Segundo Fronteira, desejava exportar para
as colónias todas as leis da Ditadura de D. Pedro, fazendo os pretos e mulatos
administradores de concelhos e regedores de paróquia, sem eles saberem o que
isso era, e, ainda mais, fazendo-os jurados. Refere também
que Sá da Bandeira era inimigo
capital da escravatura, mas que, sem o
saber, estava rodeado de negreiros.
Aliás, a sua banca estava cheia de plantas
e vistas de cidades que imaginava edificar...
Loulé
estrangeiros aos estrangeiros
Loulé era então violentamente criticado por Palmela, para quem queira Deus
que não se mostre estrangeiro na matéria (dos estrangeiros).
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O
começo dos pronunciamentos
O governo assume o poder depois da vitória
da oposição nas eleições suplementares de 16 de Novembro e da manifestação
de militares contra o afastamento dos oficiais que se tinham candidatado às
eleições, realizada no dia seguinte em Alcântara.
Entre os demitidos, contam-se os coronéis João Pedro Soares Luna,
barão de Sabrosa e José Maria de Sousa; o tenente-coronel Manuel
Bernardo Vida, o major Vasconcelos Correia e o capitão Manuel Tomás dos Santos.
Uma delegação dos manifestantes dirigiu-se à rainha e disse que a tropa
estava em armas. Saldanha caía na ponta
das espadas. Segundo Lavradio, estavam
inauguardos os pronunciamentos militares em Portugal. Saldanha e Palmela são
obrigados à demissão. Os militares opunham-se ao envio de um corpo expedicionário
português de 6 000 homens para Espanha, a pedido de Mendizabal, para combaterem
os carlistas.
D. Fernando
No dia 6 de Abril chega a Lisboa D. Fernando. Nesse mesmo
dia a Câmara do Deputados aprovava um diploma onde se extinguia o cargo de
Comandante em Chefe do Exército, cargo prometido ao príncipe consorte pelo
negociador português conde do Lavradio.
Orçamento,
as agruras de Campos
O governo não consegue ver aprovado o orçamento, ao
mesmo tempo que Silva Carvalho defende o não pagamento dos impostos. Isto é,
um governo nascido de uma pressão da oposição militar radical, acaba por cair
por razões financeiras.
Campos chora em plena sessão parlamentar em 29 de
Fevereiro de 1836, apresentando a sua demissão em 6 de Abril.
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