Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


 

Governo de Augusto de Vasconcelos

De 12 de Novembro de 1911 a 16 de Junho de 1912

217 dias

Cerca de 7 meses.

3º governo republicano

2º governo constitucional

Fernando Tomás Rosa Gouveia, Orgânica Governamental…, p. 19; David Ferreira, I, pp. 75 ss.; Jesus Pabón, A Revolução Portuguesa, pp. 162-163.

 

 

Presidência e Estrangeiros

Augusto César de Almeida Vasconcelos Correia acumula a presidência com a pasta dos estrangeiros, que já exercia no gabinete anterior, desde 12 de Outubro. Depois de abandonar a presidência, continua como ministro dos estrangeiros no governo seguinte, de Duarte Leite, até 9 de Janeiro de 1913. Segue, depois, para Londres como embaixador. Em 1934-1935 será delegado português à Sociedade das Nações.

 

Finanças

 

O bloquista, pró-Camacho, Sidónio Pais. Transita da pasta do fomento, substituindo nas finanças Duarte Leite.

 

Guerra

O também camachista coronel Alberto Carlos da Silveira.

 

Marinha

O almeidista Celestino Germano Pais de Almeida.

 

Interior

O médico camachista Silvestre Falcão.

 

Justiça

O advogado democrático António Caetano Macieira Júnior, que desterrou por dois anos nove bispos e governadores de bispado[1]. Será, depois, ministro dos estrangeiros do governo de Afonso Costa de Janeiro de 1913 a Fevereiro de 1914. Falecerá em 1918.

 

Fomento

 

O médico democrático José Estevão de Vasconcelos. A primeira e única experiência governativa.

 

Colónias

 

O democrático José de Freitas Ribeiro (capitão de fragata) até 25 de Janeiro de 1912. Depois o tenente-coronel de engenharia, Joaquim Basílio Cerveira e Sousa Albuquerque e Castro, também afecto aos democráticos. Freitas Ribeiro será ministro da marinha de Afonso Costa, de Janeiro de 1912 a Fevereiro de 1913. Albuquerque e Castro, tenente-coronel de engenharia, manter-se-á como ministro das colónias no governo seguinte, de Duarte Leite, até 9 de Janeiro de 1913. Será, depois, ministro da guerra de Azevedo Coutinho, de 12 de Dezembro de 1914 a 24 de Janeiro de 1915.

 

 



[1] Bispos de Lisboa, Guarda, Algarve, Viseu, Lamego, Bragança e Évora. Governadores de bispado do Porto e Coimbra. Tudo entre Novembro de 1911 e Março de 1912. Manuel Braga da Cruz, p. 251.

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