1950 Comunidade Europeia de Defesa (1950-1954)
O projecto
remonta a 1950, quando o governo francês presidido por René Pleven, inspirado
por Jean Monnet, apresenta formalmente a ideia, em 24 de Outubro, propondo a criação para a defesa comum de um
exército europeu, ligado a instituições políticas da Europa unida. A razão
do salto em frente era bem simples: face ao agravamento da guerra fria, os
norte-americanos precisarem de uma população como a da RFA, onde 95% da
população votava anticomunista, enquanto na França, o PCF mobilizava 25% dos
votos. Além disso, o exército francês estava totalmente mobilizado na guerra da
Indochina. A proposta de Pleven para a criação de uma Comunidade Europeia de
DefesaEm 24 de Outubro de 1950, René Pleven, na qualidade de Presidente do
Conselho e Ministro da Defesa, apresentava na Assembleia Nacional francesa um
plano para a criação de umas forças armadas europeias e de uma Comunidade
Europeia de Defesa, a criação, para a
defesa comum, de um exército europeu ligado a instituições políticas da Europa
unida, a fim de resolver-se o problema do rearmamento alemão: a
criação de um exército alemão faria renascer a desconfiança e a suspeita. Levaria, mais tarde ou mais cedo, a um
exército nacional e a ressurreição do militarismo alemão. Contudo, a Alemanha
que não é membro do pacto do Atlântico, é chamada a beneficiar, ela também, do
sistema de segurança que dele resulta. É pois justo que dê a sua contribuição.
O governo francês pensava que a realização do pool carvão-aço
permitiria aos espíritos de se habituar à ideia de uma comunidade europeia
antes que fosse abordada a questão tão delicada de uma defesa comum. Os
acontecimentos mundiais não lhe deixam répit. Também, confiante nos destinos da
Europa e penetrado pela necessidade de dar a todos os povos europeus o
sentimento de um segurança colectiva, o
governo francês propõe regular esta questão pelos mesmos métodos e dentro do
mesmo espírito. Neste sentido o exército europeu que propõe seria ligado às
instituições políticas de uma entidade supranacional europeia, a fim de poder
cooperar com as forças americanas e canadianas. Assim se procederia a uma fusão
completa dos elementos humanos e materiais debaixo de uma autoridade única
europeia, tanto no plano militar como no plano político. Nestes termos, haveria
apenas um único ministro europeu da defesa, responsável perante uma assembleia
parlamentar europeia, que poderia ser a de Estrasburgo, ao qual se atribuiria a
gestão de um orçamento próprio e de uma política de equipamentos comuns. A
declaração ministerial, se foi aprovada por 349 votos contra 235, acabou por
ser acolhida sem entusiasmo. O MRP, apesar da posição adoptada por Schuman,
defendia que a CED deveria assumir-se como uma continuação da CECA. Os
socialistas já se inquietavam com a circunstância de surgir uma CED antes de
terem sido lançadas as comunidades económicas. Além disso, se os gaullistas
reagiam vivamente contra a hipótese de rearmamento alemão, já os comunistas se
insurgiam contra toda a forma de rearmamento. Também entre os governos aliados
o acolhimento não parecia caloroso. O plano tinha, mais uma vez, como
inspirador Jean Monnet. No memorando em que surgia o anteprojecto, o comissário
do Plano dizia que estas forças europeias
serão o foco do espírito novo. Da mesma maneira como nas nações democráticas
são as forças armadas que fundiram as
diferenças que o nascimento e a profissão mantém entre os filhos da mesma
pátria, assim umas forças armadas europeias será não somente um instrumento de
defesa homogéneo e eficaz, mas também uma escola que contribuirá para
fortalecer o espírito novo. De qualquer maneira, o projecto da CED
constituía uma espécie de fuga para a frente, não sendo marcadao pelo rigor
planeamentista que dera origem à CECA, dado ser imposto pela força das
circunstâncias, tanto da guerra fria, como da Guerra da Coreia. Monnet tentava
dar resposta às necessidades do rearmamento alemão que os norte-americanos
encaravam como necessário. Com efeito, como salineta Alfred Grosser, o estado maior americano poderia aceitar
negligenciar o potencial humano de um país onde 95% da população vota
anticomunista e de apoiar-se sobre a França que conta com 25% de eleitores
comunistas e cujo exército estava
empenhado na Indochina?. Foi partindo desta realidade que Monnet tratou de
convencer Eisenhower, nomeado comandante supremo das forças aliadas na Europa,
em Abril de 1951, das vantagens de um exército europeu, contra o qual até então
os norte-americanos tinham tido fortes reticências. Aliás, os norte-americanos
que não gostavam de ver os europeus a reclamarem a protecção norte-americana,
mas sem um correspondente esforço no plano da defesa, onde continuavam a
assumir-se como meros espectadores. Aliás, estava marcada para o dia 28 de
Outubro, uma reunião da NATO, onde naturalmente se imporia uma forma de
rearmamento alemão. Na base de toda a questão, estava mais uma vez, o problema
alemão, agora o do rearmamento, suscitado pelo agravamento da guerra fria e
pela guerra da Coreia, desencadeada a partir de 25 de Junho. Mais uma vez, o
Alto Comissário americano na RFA, tinha sugerido, em 25 de Julho, uma
contribuição alemã para a defesa europeia. Assembleia Consultiva do Conselho da
EuropaNo mês seguinte, reunia a assembleia consultiva do Conselho da Europa. O
deputado socialista francês, André Philip, declarava então: a Europa não pode organizar a sua defesa sem
a América; mas, mesmo com esta ajuda, expor-se-á a todos os riscos se continuar
encerrada nos seus quadros nacionais, com os velhos exércitos, caros e inúteis.
Paul Reynaud, falando em nome dos independentes franceses, propõs a criação de
um cargo de ministro da defesa europeu, sugerindo Churchill para o cargo. Este,
em 11 de Agosto, faz um vigoroso discurso sobre a matéria em debate, acabando
por propor uma moção sobre a constituição de um exército europeu, que veio a
ser aprovada por uma larga maioria de votos, embora com a abstenção dos
trabalhistas, do SPD e dos escandinavos. Nela se declarava: a Assembleia, desejosa de exprimir o seu
empenho na manutenção da paz, está resolvida a apoiar a acção levada a cabo
pelo Conselho de Segurança da ONU para defender os povos pacíficos contra a
agressão; pede a criação imediata de um exército europeu unificado, sob a
autoridade de um minsitro europeu da defesa, submetido a um controlo
democrático europeu e agindo em cooperação como os Estados Unidos e o Canadá.
Na verdade, neste mês de Agosto de 1950, a angústia pela defesa da Europa
levava também o governo francês a pedir que a linha de defesa se deslocasse
mais para Leste, do Ruhr para um espaço entre o Reno e o Elba. Uma posição
secundada por Adenauer que logo reclamava o aumento das tropas ocidentais
estacionadas no território da RFA. Truman, apoiando estas posições, em
Setembro, anunciava o reforço do contingente americano na Europa,
condicionando-o no entanto a um reforço do rearmamento europeu, com a
consequente intervenção dos alemães. Em 12 de Setembro, Dean Acheson, numa
conferência dos ministros dos negócios estrangeiros dos USA, do UK e da França,
reunida em Nova Iorque, declarava expressamente: quero os alemães em uniforme para o outono de 1951. Propunha a
organização de um exército integrado da Europa, participado por uma dezena de
divisões alemãs. Robert Schuman opôs-se frontalemente à ideia. Jules Moch, o
ministro da defesa socialista, era também francamente hostil a qualquer forma
de rearmamento alemão. Com efeito, a maior parte do exército francês estava
mobilizado na Indochina e os franceses temiam que a liderança militar acabasse
por ficar confiada aos alemães. Os ingleses, pouco dispostos a reforçarem os
seus contingentes no continente e pouco sensibilizados pelos receios franceses,
secundaram imediatamente a posição norte-americana, reclamando apenas que não
fosse reconstituído um estado-maior alemão. Como, depois, vem a salientar
Stanley Hoffman, a Europa ocidental é uma
lareira posta sobre uma fornalha que outros se encarregam de alimentar e de
fazer funcionar. As consequências inevitáveis disso são: preconceitos e fuga perante as responsabilidades. Os Estados
que, para a sua defesa, e, portanto, para numerosos domínios da sua política
externa, devem apoiar-se noutros têm muitas vezes a tendência para se replier
sobre eles próprios e a atribuir aos outros a responsabilidade - e a culpa -
nas decisões difíceis. Desde há mutos anos que os arquitectos da Comunidade
europeia, fazendo, da necessidade, virtude, declaram que a sua comunidade não
pode ser, pela sua própria natureza, senão "civil" e que repudia toda
a política de potência a de servir assim de modelo para outros Estados. As
questões de defesa estão confiadas à NATO onde as decisões são tomadas
unilateralmente pelos USA ou em comum, mas a partir de iniciativas americanas.
No fim de contas, a Europa encontra-se com a pior parte dos dois mundos: tenta
criar uma nova entidade política comunitária sem deter o controlo do problema
que está no coração da soberania e do poder[1]Negociações
para a instituição da CEDEm 15 de Fevereiro de 1951 iniciava-se em Paris a
ronda de negociações para a instituição da CED que, depois de minuciosas
discussões técnicas, leva à publicação do projecto em 1 de Fevereiro de 1952 e
à assinatura do Tratado de Paris de 27 de Maio de 1952. Depois da publicação do
projecto, seguiram-se vários debates parlamentares sobre a matéria. No Bundestag
entre os dias 6 e 7 de Fevereiro (GERBET, p. 135). Em Janeiro, o governo alemão
aprovava a criação de umas forças armadas, prevendo a mobilização de 40% do
orçamento. A oposição apresentava uma queixa junto do Tribunal Constitucional.
Na Assembleia Nacional francesa, o debate tem lugar de 16 a 19 de Fevereiro, já
sob o governo de Georges Bidault. Entretanto, o Conselho do Atlântico reunia-se
em Lisboa, entre 20 e 25 de Fevereiro, nas instalações do Instituto Superior
Técnico, alguns dias depois da Grécia e da Turquia terem aderido à NATO, em 18
de Fevereiro. Foi nesse Conselho que a NATO se transformou num organismo
permanente, dotado de um Secretário-Geral, com sede em Paris. Aí também se
aprovou o projecto de forças armadas europeias, garantindo-se, no entanto, que
nenhum soldado alemão seria convocado sem a instituição da CED, conforme as
pretensões francesas (GERBET, pp. 135-136).
Os acordos de Bona
Em 26 de Maio,
em Bona, era assinado um tratado que punha fim à ocupação da RFA, integrando-a
na CED. Com esse acto, cessavam funções os chefes das forças de ocupação, muito
embora continuassem estacionadas tropas francesas, britânicas e americanas
(GERBET, p. 136). Em 30 de Junho a RFA
recebia a última fatia de ajuda do Plano Marshall (1 500 milhões de dólares,
desde 1948). O Tratado de ParisFinalmente, em 27 de Maio, pelo Tratado de
Paris, era instituída uma Comunidade Europeia de Defesa. Mas o governo francês de Antoine Pinay, que
desfrutava de grande popularidade, decidiu pôr o tratado no frigorífico (DUVERGER, p. 76). O futuro
da AlemanhaNo dia da assinatura do Tratado de Paris, surgia uma declaração
conjunta da França, do UK e dos USA onde se declarava a RFA como parceiro na
defesa da Europa. Analistas de então
consideravam: o tratado de Bona, que
acaba de abrir uma nova era nas relações entre a Alemanha e os aliados, não vai
também marcar o começo de uma grave crise entre esses mesmos aliados e a União
Soviética? Tal é a questão que legitimamente se coloca na tarde deste dia
histórico. Se as ameças homéricas que foram proferidas a leste, no decurso
destes últimos dias, fossem postas em execução, estaríamos na véspera de entrar
numa fase nova e delicada da guerra fria. A linha de demarcação entre as duas
Alemanhas será substituída por uma verdadeira fronteira de Estado e a situação
em Berlim poderá tornar-se rapidamente intenable. Uma tal situação se vier a
desenvolver-se, revstirá rapidamente um carácter explosivo. Berlim é, com
efeito, um dos pontos do mundo onde a honra americana não aceitará deixar-se aisément bafouer (Peyrefitte, p. 681)A
ideia europeia, entre o pilar económico da CECA e o pilar militar da CED
parecia de facto viver em euforia primaveril. O rearmamento alemão era, com
efeito, uma necessidade, especialmente depois de ter sido iniciada a Guerra da
Coreia, em 25 de Junho. O próprio secretário de estado norte-americano, Dean
Acheson, chega a declarar em 12 de Setembro de 1950: quero os alemães em uniforme para o Outono de 1951Segundo Monnet,
Dean Acheson informou Schuman e Bevin que só seriam enviados reforços
americanos para a Europa se os europeus tivessem armado sessenta divisões das quais dez por cento poderiam ser alemãs,
acresecentando: não se trata de refazer
uma Wehrmacht, mas de incorporar essas unidades na NATO, sob o comando único de
um general americano que será provavelmente Eisenhower. O entusiasmo
inicial em torno de umas forças armadas europeias, que levou Churchill a propor
no Conselho da Europa, em 11 de Agosto de 1950, a instituição de um exército europeu unificado, sob a
autoridade de ministro europeu da defesa, submetido a um controlo democrático
europeu e agindo em cooperação comos Estados Unidos e o Canadá, acaba por
esmorecer. O próprio Churchill que,
no ano seguinte, depois da eleições de 25 de Outubro de 1951, regressa ao
poder, vai imediatamente contrariar com factos o discurso europeísta que fizera
enquanto chefe da oposição, o que leva à demissão de Spaak, então presidente da
Assembleia Consultiva do Conselho da Europa, que em 10 de Dezembro desse ano declara: a
alternativa para a Europa é bem simples: ou lhe é necessário alinhar com a
Grã-Bretanha e renunciar a fazer a Europa, ou tentar fazer a Europa sem a
Grã-Bretanha. Pela minha parte, escolhi
segunda hipótese. Contudo, a
morte de Estaline e o fim da Guerra da Coreia, acicatam a querela da CED em
França, fazendo brotar um sentimento que explode na rejeição em 30 de Agosto de 1954. As farpas
gaullistas contra a CED eram dolorosas, mas certeiras. Dizia o general que só
poderiam existir forças armadas europeias, se antes disso existisse Europa enquanto entidade política, económica,
financeira, administrativa e, acima de tudo moral, que esta entidade seja
bastante viva, estabelecida, reconhecida para obter a lealdade congénita dos
seus membros, para ter uma política que lhe seja própria e para que milhões de homens queiram morrer por ela.
Enquanto alguns, mais exaltados, consideravam a Europa da CED, assumida
maioritariamente por democratas-cristãos, era
a Europa imperial alemã, outros,
como Raymond Aron, assinalavam, de forma mais realista, que não havendo governo europeu, umas forças
armadas europeias obedeceriam a um comando não europeu, de facto
norte-americano. Os próprios norte-americanos ajudaram, com efeito, a este
entendimento, principalmente quando John Fuster Dulles, o novo secretário de
Estado de Eisenhower, tratou de ameaçar
directamente a França, considerando que, no caso de não haver ratificação da
CED, se daria uma agonizing reappraisal
da política norte-americana relativamente à Europa Ocidental. Então, como hoje,
o projecto europeu continuava a precisar que a França jogasse le rôle de l'Europe. Ontem, tal como
hoje, sem a França não era possível resolver o problema alemão no contexto de
uma qualquer entidade europeia. Ontem, tal como hoje, como reconhecia Pompidou,
em Fevereiro de 1965, a França, pela sua
geografia e pela sua história está condenada a jogar o papel da Europa. É uma
Europa que dorme há muito tempo à sombra do poder dos Estados Unidos. Assim,
a Assembleia Nacional francesa acaba por rejeitar a CED em 30 de Agosto de
1954. O governo de Mendès-FranceDesde 18 de Junho que subira ao poder em França
o governo de Mendès-France, o qual acabara de assinar os acordos de Genebra que
punham fim à guerra da Indochina, em 21 de Julho, pouco mais de um mês depois
da humillhante derrota de Dien Bien Phu. Na defesa, um ministro gaullista, o
General Koenig, lado a lado com Jacuqes Chaban Delmas, outro gaullista, e de
François Mitterrand. Contudo, este novo governo, se resolve a questão da
Indochina, não liquida a guerra colonial, dado que esta vai acender-se na
ArgéliaEm 18 de Junho de 1954, depois da queda do governo de Laniel, que
François Mauriac qualificou como a dictature
à tête de boeuf, era constituído o governo de Pierre Mendès-France, do qual
saíam os membros do MRP, entrando ministros gaullistas como o general Koenig,
Maurice Lemaire e Jacques Chaban-Delmas. O tal governo que, segundo Duverger,
respondeu em sete meses e dezassete dias aos dois problemas de aparência insolúvel que paralisavam a nação: a paz na
Indochina e a CED[1]Depois da
assinatura dos acordos de Genebra, aprovados dois dias depois pela AN, em 21 de
Julho, o novo governo logo tratou de encarar a questão da CED, procurando um
protocolo de aplicação do Tratado de Paris que visava suprimiro carácter
supranacional da nova comunidade, nomeadamente pela instauração do direito de
veto. Estas modificações foram apresentadas à conferência de ministros dos
estranegeiros dos seis que se reunia em Bruxelas de 19 a 22 de Agosto, mas
foram mal acolhidas pelos parceiros da França, apoiados pelos norte-americanos,
aí representados por David Bruce[1]. Também
internamente as propostas de conciliação de Mendès-France produziram um
maremoto, levando tanto à demissão dos ministros gaullistas, acusando-o de
cedência aos europeístas, como à virulenta crítica da opinião europeísta, então
expressa por Schuman, por banda do MRP, como por socialistas como Guy Mollet e
André Philip. Foi neste ambiente que se abriu o debate sobre a ratificação na
Assembleia Nacional, no dia 29 de Agosto. Apesar dos apoios à ratificação
vindos do MRP, através de Alfred Coste-Floret, e dos radicais, por intermédio
de René Mayer, os anti-cedistas, através de uma manobra dilatória, conseguiram
adiá-lo sine die, muito
principalmente depois de um discurso opositor vindo do antigo europeísta e
então presidente do parlamento, o radical Édouard Herriot. E a CED acaba por
ser rejeitada por 319 votos (entre eles, gaullistas e comunistas), contra 264.
Com esta votação terminavam também as propostas de instituição de uma
comunidade política europeia, segundo a proposta da assembleia ad hoc. O
projecto fora estabelecido pelo Tratado de Paris de 27 de Maio de 1952, de
acordo com o modelo de René Pleven. Entretanto, sofre ataques de De Gaulle e do
marechal Juin. Já havia sido ratificado por cinco países. Mendès-France,
consciente da oposição interna ao processo, tentou ainda uma revisão do
tratado, mas tal tentativa fracassou em 22 de Agosto. O projecto foi sustentado
por centristas e socialistas. Em sinal de protesto, Jean Monnet, em 9 de
Novembro de 1954, anuncia não pedir a renovação do seu mandato como presidente
da Alta Autoridade da CECA, cargo que exercia desde 1952.
© José Adelino Maltez.
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