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 | Tradição, Família e Propriedade (1960) |
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Movimento católico ultraconservador, nascido da acção apostólica de Plínio Corrêa de Oliveira em prol da defesa
sem trégua da civilização ocidental e seus valores constitutivos, intrinssecamente cristãos.
Denuncia as infiltrações esquerdistas
nos círculos progressistas afectos à Igreja, acusando-os de estarem ao serviço, como inocentes úteis, da cabala comunista.
Vê na Teologia da Libertação um foco de degenerescência doutrinária, devido à militância dos seus principais epígonos na luta de massas pela
reforma agrária, que, frontalmente, repudia. A atitude panfletária assumida por altos dignitários eclesiásticos, dos quais é D. Hélder da Câmara o mais mediático,
pelo que representa de desvio em relação às premissas basilares da Doutrina Social da Igreja, merece-lhe a mais veemente censura.
Na sua prolífera produção literária,
o líder elege como nódulos da cruzada anticomunista o principio sagrado da propriedade privada, a indissoulubilidade da família, enquanto célula-base do corpo social, e
o cumprimento escrupuloso dos mandamentos católicos.
As iniciativas de agit-prop são, em grande mediada, custeadas por latifundiários
que procuram aplacar as reivindicações dos trabalhadores rurais sem terra, adeptos de uma redistribuição
mais equânime do solo arável.
© José Adelino Maltez.
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