Action Française
(1898) Movimento surgido em Abril de 1898, por ocasião do caso
Dreyfus. Apesar de ter sido fundado por intelectuais nacionalistas, mas
republicanos, o movimento passa a ser liderado pelo agnóstico Charles Maurras,
a partir de Janeiro de 1899. Chega a ter um jornal diário, publicado a partir
de 21 de Março de 1908 e até 1944, que tem como lema Tout ce qui est
national est nôtre. Defende um nacionalismo integral, com uma monarquia
tradicional, autoritária, hereditária, anti-parlamentar, mas descentralizada,
procurando conciliar o monarquismo com o positivismo. Segundo o dito de
Maurras, on démontre la nécessité de la Monarchie comme un théorème.
Critica, sobretudo o republicanismo, porque la République en France est le
règne de l’étranger. Mobiliza intelectuais como Léon Daudet e Jacques
Bainville. Cria grupos de acção, os Camelots
du Roi que visavam mudar o regime dito dos Choseards, pela força. Depois de 1918, opõe-se à
reconciliação franco-alemã, protagonizada por Aristide Briand. Continua a
mobilizar importantes intelectuais franceses como Paul Bourget, Henri de
Massis, Jacques Maritain, Georges Bernanos e Pierre Gaxotte. Foi condenada pelo
papa Pio XI em 15 de Março de 1926, acusada de belicismo e de ateísmo. O
movimento defendia o politique d’abord
e uma linha de naturalismo político. Influencia em Portugal o Integralismo
Lusitano. O decreto condenador foi revogado em 1939. Apoia a subida ao poder de
Pétain que mobiliza vários maurrasianos para o governo de Vichy. Maurras
defende então a política de la France
seule, contra os dissidentes e os colaboracionistas. Será bandonado pelos
mais dinâmicos dos militantes, juntando-se uns a De Gaulle e assumindo outros o
colaboracionismo, como o jornal Je suis
partout, dirigido por Robert Brasillach e por Lucien Rebatet. Maurras foi
condenado a prisão perpétua em Janeiro de 1945. Depois desta data o movimento
ainda publica os semanários Aspects de la
France e La Nation Française, onde se destaca Pierre Boutang.
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