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Figura
central do processo político português da década de setenta.
Fundador do Partido Popular Democrático em 1974. Líder da direita
democrática, durante o PREC e a pós-revolução, assume a chefia do
primeiro governo da Aliança Democrática, depois de vencer as eleições de
1979.
Morre tragicamente em 1980, não conseguindo os seus intentos de uma maioria, um governo e um
presidente, dado que o respectivo candidato presidencial é
derrotado. |
Natural do Porto.
Licenciado em direito por
Lisboa.
Advogado
na terra natal, é eleito deputado da União Nacional em 1969. Torna-se num
dos mais destacados elementos da ala liberal da Assembleia Nacional,
criticando frontalmente o regime, nomeadamente em defesa dos direitos
humanos.
Em
entrevista ao jornal República, em
16 de Abril de 1971, declara-se social-democrata.
Em
26 de Janeiro de 1973, renuncia a deputado e começa a colaborar no semanário
Expresso.
Fundador
do Partido Popular Democrático em 3 de Maio de 1974.
Ministro
do I Governo Provisório, é o elemento do governo mais próximo de Palma
Carlos.
Marcado
pelo modelo do catolicismo político, semeado pelo Bispo do Porto, D. António
Ferreira Gomes, assume-se como social democrata logo em 1972, quanto
muitos viam nele o ponto de partida para o lançamento de um partido
democrata-cristão.
Desiludido
com a experiência de colaboração com o marcelismo, enquanto deputado da
ala liberal, transforma-se num dos quatro principais líderes políticos do
Portugal revolucionário e pós-revolucionário, distinguindo-se, mais pelo
estilo do que pela ideologia, tanto dos centristas de Diogo Freitas do
Amaral, apoiado pelos democratas-cristãos e pelos conservadores europeus,
como dos socialistas democráticos de inspiração marxista, liderados por Mário
Soares e protegidos pela Internacional Socialista.
Depois da experiência de dois governos
constitucionais do PS, no primeiro monopartidário e no segundo com o apoio
e a participação do CDS, Sá Carneiro assume uma jogada de risco, atacando
frontalmente o PS e os modelos eanistas.
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