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D. Pedro V, o nosso D. Sebastião liberal, cheias, cólera e iberismo
Telégrafo e conservadores à maneira de Comte
Arquivo antigo do
anuário CEPP
D.
Pedro V atinge a maioridade (1855). Fala nos governamentais como
canalhocracia.
D. Pedro V
atinge a maioridade em 10 de Setembro de 1855, terminando a regência de D.
Fernando. O novo rei desconfia dos três homens fortes da governação, Saldanha,
Fontes e Rodrigo da Fonseca, qualificando-os como a canalhocracia. Chega
mesmo a dizer que Fontes é um pavão por vezes até inconveniente e ameaçador.
Cria a chamada caixa verde (19 de Setembro) e recusa assinar
diploma sobre o ensino da veterinária (25 de Novembro).
Presidente do Conselho de Ministros – As
funções de coordenação política do Governo passam a ser legalmente exercidas, a
partir da Carta de Lei de 23 de Junho, por um Presidente do Conselho de
Ministros. Com a República surgirá um Presidente do Ministério, que é
necessariamente um dos ministros, segundo o sistema de gabinete. Com a
Constituição de 1933 irá estabelecer-se o Presidente do Conselho, que
coordena e dirige a actividade de todos os ministros, que perante ele respondem
politicamente pelos seus actos, para depois de 1974, se introduzir a figura
do Primeiro-Ministro.
Iberismo
Revolta em
Espanha. União Ibérica é oferecida ao trono do Braganças. D. Fernando terá
frontalmente rejeitado a oferta (Agosto).
Alfândegas e
Guarda Fiscal Criada uma Administração-Geral das Alfândegas e uma Guarda
Fiscal (17 de Setembro)
Cólera
Recrudesce a epidemia de cólera (Outubro).
Chuvadas e cheias
Grandes chuvadas e consequentes cheias em Portugal (Outubro), enquanto se
assinala a exportação de frutas portuguesas para a Bélgica.