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  Anuário de 1883

1883

 

Entrada dos constituintes no governo fontista, consolidando-se o rotativismo

Positivismo e questão da sebenta

O fim do liberdadeirismo

Arquivo antigo do anuário CEPP

Congresso do partido Republicano.

Dois ministros constituintes entram para o governo de Fontes, em 24-10 (António Augusto de Aguiar e Manuel Pinheiro Chagas).

Remodelações – Em 30 de Janeiro: José Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907) na marinha e ultramar; será substituído por Júlio de Vilhena entre 14 de Julho e 23 de Agosto de 1883.

Em 31 de Maio: Hintze Ribeiro nos estrangeiros.

Dois ministros constituintes entram para o governo: em 24 de Outubro: Barjona de Freitas no reino; Hintze Ribeiro na fazenda; António Augusto de Aguiar (1838-1887) nas obras públicas; Lopo Vaz de Sampaio e Melo na justiça; Barbosa du Bocage nos estrangeiros; Manuel Joaquim Pinheiro Chagas (1842-1895) na marinha.

Congresso do Partido Republicano, sendo eleitos os seguintes membros para o directório: Elias Garcia, Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Consiglieri Pedroso, Bernardino Pinheiro, Teixeira de Queirós, Magalhães Lima, Sabino de Sousa, Silva Lisboa e João Castelo Branco Saraiva. Considera-se que a missão do partido é uma missão transformadora (Julho).

Não somos uma pequena Turquia – O major português Luís Quilinan, residente em Londres, protesta contra o deputado de Manchester, Jacob Bright, que, no parlamento britânico, chamara a Portugal uma pequena Turquia, difamando os funcionários portugueses como ignorantes e corruptos: Portugal é uma potência europeia que fez bancarrota de todas as qualidades que poderiam torná-la digna de respeito e confiança. Quilinan desafia Bright para um duelo e, em Portugal, há grande mobilização de apoio a essa atitude, sendo-lhe oferecida uma espada de honra (4 de Abril).

Portugal maçon – Papa recusa receber em audiência D. Carlos e D. Maria Pia (Junho).

Começam as missões de propaganda republicana pelas províncias e é ridicularizado o governador civil de Lisboa, Arrobas que, na sua luta contra a hidra revolucionária, até apreende pianos em casas particulares onde se ouvem os acordes de A Marselhesa.

& Ferreira, Joaquim (Memórias de Camilo): 522; Oliveira, Lopes d': 50, 51, 67.