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1887
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Morte de Fontes, Esquerda Dinástica e Vida Nova
(Ver Arquivo antigo do anuário CEPP
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Liderança dos regeneradores –
Morre Fontes Pereira de Melo, em 23 de Janeiro, sucedendo-lhe António Serpa na
chefia dos regeneradores (a eleição é anunciada em 1 de Agosto). É eleito numa
reunião de regeneradores, realizada em casa de Barbosa du Bocage (20 de Junho).
Oposição
republicana – Dois meetings republicanos (28 de Março), na altura
em que surge o primeiro apelo do grupo à insurreição, com Augusto Manuel Alves
da Veigaö (1850-1924): se queremos salvar o
país da odiosa exploração de que está sendo vítima, se queremos poupar-lhe a
desgraçada e humilhante situação do Egipto, pensemos noutros meios.
Congresso do partido no Porto, de 18 até 22 de Dezembro, esboçando-se uma
tentativa de entendimento com a esquerda dinástica de Barjona de Freitas,
conforme proposta de José Jacinto Nunes, que, no entanto, é formalmente
rejeitada.
Esquerda dinástica – Barjona de
Freitas anuncia a criação de um novo partido. Os adversários logo alcunham o
movimento como a esquerda ginástica. No dia 1 de Agosto discursa na
Câmara dos Deputados sobre a matéria (31 de Julho).
Em
Julho, o marquês de Rio Maior discursa na Câmara dos Pares em defesa dos
jesuítas, revelando que os respectivos filhos foram educados nos colégios da
congregação, tal como os de José Dias Ferreira e de Emídio Navarro.
Eleição nº 30 (6 de Março).
Vitória dos governamentais progressistas que elegem 113 dos 169 deputados no
continente e ilhas (71%). 36 deputados regeneradores no continente e ilhas
(23%). 8 deputados da Esquerda Dinástica no continente e ilhas (5%). 2 deputados
republicanos por Lisboa (José Elias Garcia e Zófimo Consiglieri Pedroso), onde
contam com o apoio militante do jornal O Século. No Porto, são apoiados
pelo jornal Folha Nova. Guerra Junqueiro ainda continua a ser eleito
deputado progressista, agora por Quelimane.
Eleição de 50 pares, chamados
do galão branco, com vitória progressista, à excepção de Faro e Castelo
Branco (30 de Março).
Eleições municipais em Lisboa,
com vitória da lista monárquica de Fernando Palha e Rosa Araújo (16 de
Setembro).
Pugilato parlamentar – O 1º
tenente Ferreira de Almeida esbofeteia, em plena Câmara dos Deputados, o
ministro da marinha e ultramar Henrique Macedo, que responde a murro (7 de
Maio). O pretexto da discussão foi um caso de indisciplina verificado no navio
de transporte Índia. O Ministro acaba demitido e o deputado, condenado a
quatro meses de prisão. A Câmara dos Deputados altera a sanção disciplinar
aplicada a Ferreira de Almeida, que é suspenso como deputado e passa a estar
sujeito a julgamento a levar a cabo pela Câmara dos Pares (28 de Maio). Nova
cena de pugilato no parlamento entre José de Azevedo Castelo Branco e Bivar de
Sousa (9 de Maio).
Remodelações – Em 9 de Maio:
Barros Gomes marinha.
Em 15 de Setembro: Henrique Macedo
retoma a pasta da marinha
Macau – Só em 1 de Dezembro de
1887, com o Tratado de Pequim, é que o território de Macau passa a ser
equiparado às restantes possessões portuguesas, atingindo-se a plenitude de uma
soberania que, apesar de tudo, continua condicionada, dado não poder ceder-se
tal estabelecimento a outra nação sem o consentimento do Império Celeste.
A força e a esperança – De
um lado, a força que há no trono, e do outro, a esperança passiva, a simpatia
calorosa que há no povo, desejamos sobretudo, para a fortuna da nossa terra, um
aperto de mão directo entre o rei e o povo (Oliveira Martins).
& Martins, Joaquim Pedro d'Oliveira (1924) Dispersos, I: 27, 28, 68; Oliveira, Lopes d': 66, 67, 68; Paixão, Braga (II, 1968): 85, 86, 88.