| || | Governos | || | Grupos | || | Eleições | || | Regimes | || | Anuário | || | Classe Política |
|
|
|
(
CGTP promove geral contra o chamado pacote laboral (12 de Fevereiro) João Paulo II visita Fátima (Maio) Vários atentados terroristas das FP25 de Abril Amnistia para Carlos Antunes e Isabel do Carmo Segunda revisão constitucional Surgem Os Verdes (Setembro) Última reunião do Conselho da revolução (29 de Outubro) Lei de Defesa Nacional (15 de Dezembro) Eleições autárquicas (12 de Dezembro) Francisco Pinto Balsemão demite-se de prrimeiro-ministro e de líder do PSD (19 de Dezembro). Freitas do Amaral demite-se da liderança do CDS (29 de Dezembro). Falha a hipótese de coinstituição de um novo governo da AD, a ser presidido por Vítor Crespo. |
Greves Greve
geral promovida pela CGTP contra o pacote laboral (12 de Fevereiro).
Incidentes no Porto, com choques entre manifestantes da Intersindical e
da UGT: dois mortos (1 de Maio). Intersindical promove greve geral contra o que
qualifica como repressão policial (11 de Maio).
João Paulo II
visita Fátima onde é vítima de um atentado levado a cabo pelo padre espanhol
Juan Khron (13 de Maio)
Terrorismo
Comando arménio mata em Lisboa o adido cultural turco (7 de Junho). FP-25
assassinam administrador da fábrica de loiças de Sacavém, Monteiro Pereira (6 de
Outubro). Bombas na embaixada suíça em Lisboa (18 de Outubro).
Assembleia
da República, no debate da revisão constitucional, concorda com a extinção do
Conselho da Revolução (14 de Julho).
Amnistia para
Carlos Antunes e Isabel do Carmo, depois de 43 dias de greve da fome (16 de
Julho).
Confrontos em
Vizela. Destruídos dois quilómetros de via férrea. Explosão de bomba junto
da Câmara Municipal de Guimarães. Vários confrontos com a GNR (28 de Julho).
Votada
a segunda revisão constitucional (12 de Agosto). Oposição do PCP e da
UDP, e abstenção do MDP. O texto liberta-se de alguns ideologismos socialistas e
reforça a vertente pluralista, consagrando, pela primeira vez, a ideia de Estado
de Direito. É extinto o Conselho da Revolução, terminando assim o formal período
de vigilância revolucionária dos militares, que regressam, finalmente, aos
quartéis. Cumpre-se a principal promessa do 25 de Novembro de 1975, garantida
pelo Presidente Ramalho Eanes.
Melancias –
Surge o Movimento Ecologista Os Verdes (8 de Setembro). Depressa irão ser
estigmatizados em virtude da sua aliança com o PCP. Fala-se mesmo numa alegoria
hortícola que os considera verdes por fora, mas vermelhos por dentro (8
de Setembro).
Pós-revolução
– Última
reunião do Conselho da Revolução (29 de Outubro). Toma posse o novo Conselho de
Estado (30 de Outubro). Rejeitado projecto do PCP sobre a despenalização do
aborto (11 de Novembro). Presidente Eanes veta a lei de defesa nacional e das
forças armadas (20 de Novembro). Demite-se o ministro Marcelo Rebelo de Sousa
que, a partir de então, deixa de ser o simples número dois do patrão do
Expresso, passando a voar autonomamente para as culminâncias sistémicas da
universidade, do partido e do país (9 de Dezembro)
Eleições
autárquicas (12 de Dezembro). Partidos da AD com 41,8%. PS e UEDS com 31,8%.
APU, 21%. UDP, 0,7%. As eleições são boicotadas em Vizela. Subida do PS, apesar
da vitória da AD. Freitas do Amaral fala em desaire político para a AD.
Publicada a Lei
de Defesa Nacional (15 de Dezembro). Influenciada pela acção dos ministros
Freitas do Amaral e Marcelo Rebelo de Sousa. Há, na Assembleia da República,
algum consenso com os socialistas, face à actuação da comissão de defesa,
presidida pelo deputado Fernando Condesso
Balsemão
demite-se de Primeiro-Ministro (19 de Dezembro). Convidado para presidir a
novo governo da AD, Mota Pinto recusa. Eanes aceita o pedido de demissão de
Balsemão (21).
Freitas
do Amaral demite-se
da presidência do CDS.
PSD escolhe Vítor Crespo para suceder a Francisco Pinto Balsemão que vai à
televisão declarar que passaria a dedicar-se inteiramente ao partido para pôr
termo a traições de que foi vítima. Fugas de informação queimam a hipótese,
nomeadamente quando o democrata-cristão de crença hindu, Narayane Kaissare,
aparece indigitado como ministro da justiça (29 de Dezembro de 1982).