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Novas
lideranças políticas: uns saem, outros regressam –
Congresso do CDS na Póvoa do Varzim (31 de Janeiro), com o regresso de Diogo
Freitas do Amaral à presidência e a negociada saída de Adriano Moreira, que, em
contactos com a CIP, ainda tenta mobilizar Daniel Proença de Carvalho para gerir
o alvará do partido. Convenção do PRD, com a demissão de Eanes e a
eleição de Hermínio Martinho para a presidência (29 de Maio). Vítor Constâncio
demite-se da liderança do PS (27 de Outubro).
Turbulências
– Fracassa greve geral convocada pela CGTP e pela UGT (28 de Março). O
pretexto é o combate ao pacote laboral que pretende introduzir alguma
flexibilidade na rigidez do contrato de trabalho. Aparece morto na Malveira da
Serra o líder da RENAMO, Evo Fernandes (21 de Abril). Um soldado da GNR faz uma
chacina na parada do quartel da Ajuda (23 de Novembro). Quatro mortos e quinze
feridos. São silenciadas as rádios locais que emitiam sem autorização, de acordo
com a nova lei da rádio (24 de Dezembro).
Jornais
e política – Novo semanário. Iniciada a publicação de O Independente,
dirigido por Miguel Esteves Cardosoö
e Paulo Portas, com a administração de Luís Nobre Guedes e os fundos financeiros
mobilizados por Miguel Pais do Amaral (20 de Maio). Privatização de A Capital,
com a compra do jornal por Pinto Balsemão (7 de Setembro). Surge o jornal
Europeu, ligado ao eanismo (10 de Novembro). Uma década e meia volvida, as
sementes lançadas pelos descendentes dos viscondes da Anadia e de Balsemão, os
mesmos que já mandavam nos tempos do príncipe regente, levam a que os
representantes das duas tradicionais famílias se transformem nos principais
donos do poder na comunicação social portuguesa, comandando as televisões
privadas e podendo controlar decisivamente a opinião pública e a luta política,
ao escolherem os comentadores que hão-de interpretar aquilo que os mesmos
decretam como a direita e a esquerda da democracia. Quase se estabelece
uma espécie de condomínio entre estes fidalgos de sempre e a nascente burguesia
dos novos ricos da província, a quem é deixado o controlo dos clubes de
futebol e do dirigismo federativo, duas das principais redes, em torno das quais
se feudalizam os novos dirigentes políticos, onde se recrutam governantes e
deputados. Não é por acaso que, no Norte, são importantes o chamado grupo da
sueca, na zona do PSD e do CDS, e que o comendador Gomes, um dos principais
amigos do general Eanes, está intimamente ligado a Pinto da Costa que, por sua
vez, aposta nas boas relações com dirigentes do PS.
Comunistas – Vital Moreira critica a
direcção do PCP (16 de Janeiro). Zita Seabra é afastada da comissão política do
PCP (6 de Maio). XII Congresso do PCP, sob o lema uma democracia avançada no
limiar do século XXI (4 de Dezembro).
Incêndio no Chiado
reduz
a cinzas prédios e espaços comerciais da Baixa lisboeta. A zona levará cerca de
10 anos a ser reabilitada (25 de Agosto).
Eleições
regionais. PSD mantém a maioria absoluta (9 de Outubro).