| || | Governos | || | Grupos | || | Eleições | || | Regimes | || | Anuário | || | Classe Política |
|
|
A questão da Universidade Moderna e nova vitória eleitoral de Guterres
|
Universidade
Moderna – Surge a questão da Universidade Moderna, cujo reitor é José Júlio
Gonçalves, tendo como vices António Sousa Laraö
e Esmeraldo de Azevedo. Alguns quadros dirigentes da universidade são alvo de
investigação por parte da polícia judiciária (Maio). Só cinco anos depois é que
os frémitos ingentes do escândalo darão à luz duas ou três condenações por
crimes contra o património e uma esmagadora maioria de absolvições. Mas o
picante dos cargos dirigentes da universidade até inclui, na direcção da empresa
de sondagens ligada à instituição, o nome de Paulo Portas, a quem sucede Pedro
Santana Lopes. Há também inúmeras indiscrições quanto à ligação da universidade
às maçonarias e aos principais partidos políticos. De qualquer maneira, a
instituição terá sido fundada numa das lojas do Grande Oriente Lusitano, no
tempo de Raul Rego, mobilizando como professores conhecidos maçons, mas vai
sofrer os efeitos dos conflitos entre as várias obediências, quando surge a
Grande Loja Regular de Portugal, a chamada loja do Sino, apesar de também
integrar algumas figuras do Supremo Conselho do Grau 33. Um relatório do SIS
sobre a matéria terá desencadeado a investigação da Polícia Judiciária e alguns
acusam os mentores de terem interesses imediatos na liquidação da aliança de
Paulo Portas com Marcelo Rebelo de Sousa, não faltando quem invoque ligações
mais típicas dos modelos italianos, como não veio a ser provado. Curiosamente,
poucas vezes se refere o papel de Pedro Soares Martinez na liderança do curso de
direito da instituição que não deixou de mobilizar figuras como Manuel Dias
Loureiro e Ângelo Correia. A nova equipa reitoral terá como líder João de Deus
Pinheiro, assessorado por José Lamego e tendo como mobilizador administrativo o
portuense Rui de Albuquerque.
Sinais de pátria
– Referendo sobre a independência de Timor. 98% de participação, 79% a favor
da independência. Seguem-se violentos distúrbios (30 de Agosto). Gigantescas
manifestações em Portugal, de solidariedade com Timor Lorosae, especialmente
durante a visita a Lisboa de D. Carlos Ximenes Belo (Setembro). Morte de Amália
Rodrigues (6 de Outubro). Entrega de Macau à soberania chinesa. Rocha Vieira, o
último governador, embrulha a bandeira do último posto do império português no
além-mar. Apenas na Ceuta espanhola continuará o sinal das quinas lusitanas, que
aí se mantêm desde 1415 (20 de Dezembro)
Marcelo sai,
entra Barroso –
Falham as tentativas
de acordo entre o PSD e o PP, a Alternativa Democrática, com Marcelo Rebelo de
Sousa a abandonar a liderança dos sociais-democratas, a quem sucede José Manuel
Durão Barroso (3 de Maio).
Realizam-se
eleições para o Parlamento Europeu na Alemanha, Áustria, Bélgica,
Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Luxemburgo, Portugal e Suécia. PS
vence com 43% (13 de Junho). O cabeça de lista é o ex-presidente Mário Soares.
Segue-se a lista do PSD com 31%, liderada por José Pacheco Pereira, com o poeta
Vasco Graça Moura em lugar de destaque. Os comunistas obtêm 10,32% e o PP de
Paulo Portas 8,17%.
Eleição nº 73 da
Assembleia da República (10 de Outubro) – Vitória do PS que consegue
115 deputados (43,9%), tantos quantos os da oposição, ficando assim a um
deputado da maioria absoluta. PSD, 32,3%. CDU, 9%. PP, 8,3%. Bloco de Esquerda,
2,4%.
Segundo governo de António Guterres (25 de
Outubro).
Entre os ministros: José Sócrates Carvalho Pinto
de Sousa (adjunto), António Luís dos Santos Costa (assuntos parlamentares),
Jaime José Matos da Gama (defesa nacional e negócios estrangeiros), António Luís
Pacheco de Sousa Franco (finanças), Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho (adjunto
e administração interna), João Cardona Gomes Cravinho (equipamento, planeamento
e administração do território), José Eduardo Vera Cruz Jardim (justiça), Joaquim
Augusto Nunes de Pina Moura (economia), Luís Manuel Capoulas dos Santos
(agricultura, desenvolvimento rural e pescas), Eduardo Carrega Marçal Grilo
(educação), Maria de Belém Roseira (saúde), Eduardo Ferro Rodrigues (trabalho e
solidariedade social), Maria Elisa Ferreira (ambiente), Manuel Maria Carrilho
(cultura), Mariano Gago (ciência e tecnologia).