Barbosa, João Tamagnini de Sousa (1883-1948)

 

Grão- mestre da maçonaria do rito escocês em 1933. Pertence à organização desde 1911. Sucessivamente, evolucionista, camachista, centrista, sidonista, liberal e nacionalista. Revela o trajecto típico do republicano não alinhado com o afonsismo e o situacionismo da I República. Sucede a Sidónio, depois deste ser assassinado, mas não consegue, como líder dessa transição, assegurar a permanência institucional dos sidonistas depois de 1919. Nasce em Macau, onde foi educado pelos jesuítas. Oficial do exército.

Candidato a presidente da república, derrotado em 1911, quando se apresenta como esquerdista contra o PRP.

Circula entre os apoiantes de Brito Camacho.

Membro do Partido Centrista Republicano que em 1917 se destacou dos evolucionistas (companheiro de Egas Moniz e Malva do Vale).

Um dos conspiradores do dezembrismo, por banda dos camachistas. Abandona os unionistas quando estes saem do governo de Sidónio.

Ministro de Sidónio Pais, entre 12 de Dezembro de 1917 e 14 de Dezembro de 1918. Ocupa as pastas das colónias (de 11 de Dezembro de 1917 a 15 de Maio de 1918), do interior (secretário de Estado de 15 de Maio a 8 de Outubro de 1918) e das finanças (secretário de Estado de 8 de Outubro a 23 de Dezembro de 1918).

Entra em conflito, durante o regime sidonista, com a ala de Egas Moniz.

Presidente do ministério de 23 de Dezembro de 1918 a 27 de Janeiro de 1919, acumulando a pasta do interior. Assume então uma posição de defesa da república, em aliança com canto e Castro e em oposição às juntas militares, favoráveis à restauração da monarquia.

Em 1924 apoia movimentações que, pela primeira vez, invoca a necessidade de se seguir o fascismo italiano.

Defende os revoltosos do 18 de Abril de 1925.

Adere ao partido nacionalista e em 1926 opõe-se ao grupo de Cunha Leal que cria a União Liberal Republicana, aparecendo aliado a Pedro Pitta.

 

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