Barroso, José Manuel Durão (n. 1956)

Licenciado em direito por Lisboa. Militante do PSD, presidente do partido em 1999. Começa como militante maoísta, no MRPP, nos tempos de estudante. Destaca-se como ministro dos estrangeiros de Cavaco Silva, depois de anteriores funções governamentais, como Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna (com Eurico de Melo) e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (com João de Deus Pinheiro). Pós-graduado em ciência política por Genebra, é um dos destacados colaboradores da enciclopédia Polis. Foi assistente da Faculdade de Direito de Lisboa e exerceu actividades docentes em Genebra e em Georgetown, bem como na Universidade Lusíada de Lisboa.
Tradição e Revolução, vol. II
2002
Governo nº 122 de José Manuel Durão Barroso, de coligação entre o PSD e o PP, de Paulo Portas. A chamada Convergência Democrática para um governo de legislatura que eleva o líder do PP a ministro da defesa e a militante popular Celeste Cardona a ministra da Justiça, com outro dependente do directório portista a assumir a pasta do emprego e da segurança social, o encartado católico, Bagão Félix. Os restantes ministros são do espaço laranja, com destaque para Manuela Ferreira Leite, nas finanças, os coordenadores políticos Luís Marques Mendes, Nuno Morais Sarmento e José Luís Arnaut, acompanhados, entre outros por Isaltino de Morais, nas cidades, ordenamento e território, António Martins da Cruz, nos estrangeiros, Luís Valente de Oliveira, nas obras públicas, transportes e comunicações, António Figueiredo Lopes, na administração interna, Carlos Tavares, na economia, Armando Sevinate Pinto, na agricultura, David Justino, na educação, Pedro Lynce, na ciência e universidades, Pedro Roseta, na cultura, e Luís Filipe Pereira, na saúde. Contrariando os desejos de José Saramago, Portugal volta a ser governado pela chamada direita, por essa soma de militantes do PSD e do PP que são sufragados pelo voto popular e parecem ter consigo a maioria da opinião pública. Mas tal direita governamental não ascende ao poder apoiada por um infra-estrutural movimento da opinião pública, ou mobilizada por consequentes criadores culturais de direita, dado que estes continuam silenciados pela geração do Maio de 68 que quase monopoliza os aparelhos ideológicos, desde a comunicação social à linha da frente dos agentes culturais e dos professores e programas do ensino básico e secundário. Assim, apesar de aprovado o programa do novo executivo e perante o compreensível desvario do PS, do PCP e dos bloquistas, os adversários do poder estabelecido começam a falar no mais evidente calcanhar de Aquiles da situação, a circunstância do mesmo assentar em indisfarçáveis lobbies empresariais, numa altura em que não existem mecanismos de controlo dos próprios registos de interesses. Pode ser que ao programa do governo falte uma prioridade das prioridades ou uma ideia de Portugal, mas enquanto a oposição estiver reduzida aos antigos ministros de Guterres, aos salvadores do último estalinismo do mundo ou aos líderes dos bloquismo, basta que Barroso lance umas bocas de RGA, como a da tanga, para que, durante semanas, se comentarize esse argumento. Quem subiu ao poder contra tudo e contra todos, seguirá sempre o velho conselho do vale mais um pássaro na mão que dois a voar!
Biografia do Portal do Governo
Desde 2002-04-06 Primeiro- Ministro do XV Governo Constitucional
De 1992-11-12 até 1995-10-28 Ministro dos Negócios Estrangeiros do XII Governo Constitucional
De 1991-11-05 até 1992-11-12 Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do XII Governo Constitucional
De 1987-08-18 até 1991-10-31 Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do XI Governo Constitucional
De 1985-11-08 até 1987-08-17 Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna do X Governo Constitucional
Projecto
CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia.
© José Adelino
Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em:
22-04-2007 ![]()