Bombarda, Miguel Augusto (1851-1910).

Médico. Director e reformador do hospital de Rilhafoles. Membro da junta revolucionária do 5 de Outubro, será assassinado por um dos seus doentes na véspera do golpe.
Autor de A Consciência e o Livre-Arbítrio, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1898 e A Ciência e o Jesuitismo, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1900.
Ver O Assassínio de Miguel Bombarda, in Vida Mundial, nº 1634, de 2 de Outubro de 1970.
Tradição e Revolução, vol. II
●No dia 3 de Outubro de 1910, é assassinado Miguel Bombarda, cerca das 11 horas, em Rilhafoles. O acto é executado por um antigo doente, Aparício Rebelo, oficial do Exército. Espalha-se na cidade que foram os padres que instigaram um tenente a assassiná-lo. É falso, mas há correrias no Rossio e o “Portugal” foi apedrejado (Raúl Brandão). Mal a notícia circula, surgem manifestações espontâneas de solidariedade com os republicanos.
●Às 15 horas o coronel Morais Sarmento comunica a Teixeira de Sousa suspeita de levantamento revolucionário. O presidente do ministério leva o facto ao conhecimento do juiz de instrução criminal. Na tarde deste dia centenas de carbonários vão buscar armas e bombas à sede do próprio PRP, situada no Largo de São Carlos, quase vizinha do Governo Civil.
●Às 17 horas Augusto Vasconcelos, que operara Miguel Bombarda, comunica a morte deste a Teixeira de Sousa, que vai ao hospital de S. José homenagear o falecido.
Projecto
CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia.
© José Adelino
Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em:
22-04-2007 ![]()