Joaquim Fernandes Teófilo Braga. Participa na Questão Coimbrã de 1865. Forma-se em direito em 1868. Em 1872, professor de literatura do Curso Superior de letras. Publica Soluções Positivas da Política Portuguesa em 1879. Considera que o constitucionalismo monárquico é uma transigência provisória entre o absolutismo e a revolução, e que esse estado provisório era explorado por uma família, muito além do legítimo momento histórico, onde dominam partidos médios que quando têm força, intimidam, como vimos nos Cabrais ou, quando se sentem fracos, corrompem, como fez Rodrigo da Fonseca. Critica a geração dos republicanos de 1848 por não terem entendido o oportunismo de Gambetta na II República Francesa, que conciliou a burguesia com a república, sem alienar a simpatia dos democratas mais avançados.

Eleito deputado republicano nas eleições suplementares de 25 de Fevereiro de 1888, juntando-se a Elias Garcia e Zófimo Consiglieri Pedroso, sob um governo progressista. Observa que a filosofia positiva mostrou-nos que o constitucionalismo era uma transacção provisória entre o absolutismo e a revolução. Presidente do governo provisório de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. Eleito presidente da república em 28 de Maio de 1915 até 5 de Outubro de 1915, depois da renúncia de Manuel de Arriaga.

Presidente do governo provisório, de 5 de
Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911.
Eleito Presidente da República em 28 de Maio de 1915 até 5 de Outubro de 1915.

Participa na Questão Coimbrã de 1865. Forma-se em direito em 1868. Em 1872, professor de literatura do Curso Superior de letras. Publica Soluções Positivas da Política Portuguesa em 1879. Considera que o constitucionalismo monárquico é uma transigência provisória entre o absolutismo e a revolução, e que esse estado provisório era explorado por uma família, muito além do legítimo momento histórico, onde dominam partidos médios que quando têm força, intimidam, como vimos nos Cabrais ou, quando se sentem fracos, corrompem, como fez Rodrigo da Fonseca. Critica a geração dos republicanos de 1848 por não terem entendido o oportunismo de Gambetta na II República Francesa, que conciliou a burguesia com a república, sem alienar a simpatia dos democratas mais avançados.

Eleito deputado republicano nas eleições suplementares de 25 de Fevereiro de 1888, juntando-se a Elias Garcia e Zófimo Consiglieri Pedroso, sob um governo progressista. Observa que a filosofia positiva mostrou-nos que o constitucionalismo era uma transacção provisória entre o absolutismo e a revolução. Presidente do governo provisório de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. Eleito presidente da república em 28 de Maio de 1915 até 5 de Outubro de 1915, depois da renúncia de Manuel de Arriaga.
·Poesia do Direito. I Genese da Symbolica do Direito Universal II Origens Poeticas do Direito Portuguez
Porto, T. Commercial, 1865.
·História das Ideias Republicanas em Portugal
1880 (ver Lisboa, Vega, 1980). Faleceu em 28 de Janeiro de 1924.
·Traços Geraes da Philosofia Positiva. Comprovados pelas Descobertas Scientíficas Modernas
Lisboa, Nova Livraria Internacional, 1877.

·Soluções Positivas da Política Portuguesa
Lisboa, Nova Livraria Internacional, 1879, 2 vols.: I - Da aspiração à revolução e sua disciplina em opinião democrática; II - Do advento evolutivo das ideas democráticas). História das Ideas Republicanas em Portugal (Lisboa, Livraria Sousa Neves, 1880).
·Sciencia das Religiões. Origens Poéticas do Christianismo
Porto, Imprensa Commercial, 1880.
·Systema de Sociologia
Lisboa, Livraria Castro & Irmão, 1884.
·O Povo Português nos seus Costumes, Crenças e Tradições
1885
·História da Universidade de Coimbra nas suas relações com a instrucção pública portugueza
Lisboa, 1892-1902, 4 vols..
·A Pátria Portuguesa. O Território e a Raça
1894
Biografia de Maria Luísa de Paiva Boléo
Joaquim Teófilo Fernandes Braga
Nasceu a 24 de Fevereiro de 1843, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, filho de Joaquim Manuel Fernandes Braga, oficial do exército miguelista e posteriormente professor de Matemática e Filosofia, e de D. Maria José da Câmara Albuquerque, ambos descendentes de aristocratas, o primeiro descendente presumível de D. João V e a segunda talvez de D. Afonso III. A mãe morre, quando Teófilo tinha 3 anos de idade, e a sua morte e a má relação futura com a madrasta, com quem seu pai casa dois anos depois, vão marcar decisivamente o seu temperamento fechado e agreste.
Em 1868, casou com Maria do Carmo Xavier de quem teve três filhos. Tanto a sua esposa como os filhos faleceram muito jovens. Faleceu no seu gabinete de trabalho em 28 de Janeiro de 1924.
ACTIVIDADE PROFISSIONAL
Para se afastar da influência da madrasta, começou por trabalhar na tipografia do jornal A Ilha, estendendo a sua colaboração aos jornais O Meteoro e O Santelmo.
Terminados os estudos em Ponta Delgada, ingressa na Faculdade de Coimbra, com a ideia de cursar Teologia, acabando, no entanto, por optar pelo curso de Direito.
Como a ajuda paterna fosse insuficiente, só graças às traduções, explicações, artigos e poemas conseguiu acabar o curso, defendendo tese e tomando capelo, em 1868, a pedido da própria Faculdade. Esta simpatia e apreço não evitaram que fosse preterido não só para o cargo de lente daquele estabelecimento de ensino, como também para o de professor da Escola Politécnica do Porto.
Em 1872, concorre a lente da cadeira de Literaturas Modernas do Curso Superior de Letras. Consegue desta vez assegurar o lugar superiorizando-se no confronto com Manuel Pinheiro Chagas e Luciano Cordeiro.
A partir desta época, o positivismo de Auguste Comte vai exercer uma
influência decisiva na sua forma de pensar e consequentemente na sua obra
literária e na sua atitude política. A partir de 1878, funda e dirige com Júlio
de Matos a revista O Positivismo, o mesmo se passa em relação às
revistas A Era Nova, em 1880, e Revista de Estudos Livres, a
partir de 1884, mas desta vez em parceria com Teixeira Bastos.
Em 1880, junto com Ramalho Ortigão, organiza e coordena as comemorações do
Tricentenário de Camões.
PERCURSO POLÍTICO
Em 1871, é um dos subscritores do projecto das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, interrompidas por acção das autoridades monárquicas.
Influenciado pelas teses sociológicas e políticas da teoria positivista, cedo adere aos ideais republicanos, podendo considerar-se como pertencendo à geração dos republicanos doutrinários. Nesta qualidade desenvolveu as actividades seguintes, nomeadamente:
- Candidato às eleições de Outubro de 1878, pelos republicanos federalistas;
- Membro do directório Republicano Português em 1890;
- Assina e colabora na elaboração do Manifesto Programa do PRP de 11 de Janeiro
de 1891, que precede de três semanas a revolução de Janeiro de 1891;
-Membro efectivo do directório político, em 1 de Janeiro de 1910, conjuntamente
com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas;
-Deputado por Lisboa nas eleições de 28 de Agosto de 1910;
-Presidente do Governo Provisório republicano (Publicado em Diário do Governo de
6 de Outubro de 1910);
-Presidente da República em substituição de Manuel de Arriaga; exerceu o cargo
no período compreendido entre 29 de Maio de 1915 e 4 de Agosto do mesmo ano.
ELEIÇÕES E PERÍODO PRESIDENCIAL
Foi eleito na sessão do Congresso de 29 de Maio de 1915, obtendo 98 votos a favor, contra 1 voto do Dr. Duarte Leite Pereira da Silva e 3 votos em branco. Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumprirá o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado.
Na impossibilidade de João Chagas poder tomar posse por ter sido vítima de um atentado, José Ribeiro de Castro será empossado num novo governo, o 11.º Constitucional, em 18 de Junho de 1915, e que durará até 29 de Novembro do mesmo ano.
ACTIVIDADE PÓS-PRESIDENCIAL
Após o mandato, Teófilo Braga, sozinho e solitário, em consequência da morte dos seus familiares mais chegados, dedicou-se quase em exclusivo à sua actividade de escritor.
OBRAS PRINCIPAIS
A obra literária de Teófilo Braga é imensa e portanto impossível de a enumerar exaustivamente num documento resumo, como este pretende ser. Não queremos é deixar de mencionar alguns exemplos, quanto mais não seja para ilustrar a diversidade das áreas sobre que se debruçou. Assim, Folhas Verdes, de 1859, Stella Matutína, de 1863, Visão dos Tempos e Tempestades Sonoras, de 1864, A Ondina do Lago, de 1866, Torrentes, em 1869, Miragens Seculares de 1884, representam incursões no campo da poesia. Ainda neste campo escreve a História da Poesia Popular Portuguesa, em 1867, abrangendo o Romanceiro Geral e Cancioneiro Popular e A Floresta de Vários Romances de 1868.
Como investigador das origens dos povos, seguiu a linha da análise dos elementos tradicionais desde os mitos, passando pelos costumes e terminando nos contos de tradição oral, que lhe permitiram escrever obras como Os Contos Tradicionais do Povo Português, de 1883, O Povo Português nos seus Costumes, Crenças e Tradições, em 1885, e História da Poesia Portuguesa, que lhe levou anos a escrever, procurando as suas origens através das várias épocas e escolas.
As áreas restantes das suas 360 obras, abrangem campos tão diversos como o da História Universal, História do Direito, da Universidade de Coimbra, do Teatro Português, da influência de Gil Vicente naquela forma de manifestação artística, da Literatura Portuguesa, das Novelas Portuguesas de Cavalaria, do Romantismo em Portugal, das Ideias Republicanas em Portugal, passando pelos folhetos de polémica literária e política e ensaios biográficos, como o que respeita a Filinto Elísio.
Além desta verdadeira enxurrada literária, nem sempre abordada com o rigor exigido, o que lhe valeu várias críticas dos meios literários da época, não se pode esquecer o seu contributo para a coordenação das obras de Camões, Bocage, João de Deus e Garrett, os prefácios para tantas obras dos escritores mais representativos e um sem-número de artigos escritos para os jornais do seu tempo.
Projecto
CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia.
© José Adelino
Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em:
20-04-2007 ![]()