Cândido, Jacinto (1857-1926)

Jacinto Cândido da Silva. Natural de Angra do Heroísmo. Professor de liceu na cidade natal.

Começa como deputado regenerador; secretário da comissão para as comemorações do centenário de Camões em 1880. 

Um dos fundadores do jornal Correio Nacional, em 1893, com Barros Gomes, Jerónimo Pimentel e Casal Ribeiro. Será eleito como o único deputado por este partido em 1908. Volta à CD nas eleições de 1910, quando os nacionalistas conseguem três deputados.

Ministro da marinha e do ultramar no governo de Hintze, entre 26 de Novembro de 1895 a 7 de Fevereiro de 1897.

·A Doutrina Nacionalista Porto, Empresa Literária e Tipográfica, 1909. Aqui, considera que fora das oligarquias estabelecidas não há lugar à vida política, nem para homens nem para partidos, e, para estar, ou para entrar, nessas oligarquias, mister é, e condição única, servir, como escravo o oligarca a quem se está enfeudado e adoptar o "ista" estabelecido, com a radical do nome do respectivo patrono. Isto ficou assente. Mesmo dentro de cada partido, os clientes ostentam a sua denominação designativa dos respectivos patronos com desvanecimento. É vulgar assim dizer-se com ufania: sou de F... - Esta é a base da formação, e manutenção, dos partidos, geralmente falando, claro é

·Memórias Íntimas para o meu Filho (1898-1925) Edição de José Lopes Dias, Castelo Branco, Edição de Estudos de Castelo Branco, 1963

Tradição e Revolução

1903

●Congresso do Partido Nacionalista em Viana do Castelo, onde se vota o programa (3 de Junho). Na comissão central do novo agrupamento, próximo dos jesuítas, o conde de Samodães, o conde de Bertiandos, par do reino desde 1842 e especialista em questões vinícolas, Jacinto Cândido da Silva, general Hugo de Lacerda, António Mendes Lages e José Pulido Garcia.

1910

Bloco Conservador

●Opõe-se ao governo de Teixeira de Sousa. Segundo este, são 41 deputados. 33%.

●Na direita, então dita bloco conservador, alinham os progressistas de José Luciano, em torno do Correio da Noite, os regeneradores de Campos Henriques, os franquistas de Vasconcelos Porto, com o Correio da Manhã, e os nacionalistas de Jacinto Cândido, em torno de Liberdade, apoiado em Castelo Branco por Tavares Proença, bem como dos jornais Palavra, dirigido por Francisco Gonçalves Cortez, e de Portugal, dirigido pelos jesuítas do padre Matos.

●Depois do 5 de Outubro observa: não adiro, não conspiro, acato e retiro, mas, muito à maneira dos jesuítas, apela a um correlegionário: o único caminho a seguir era o de ir formar, sem mais delongas, a extrema direita do Partido Republicano.