Fronteira, Marquês (1802-1881) D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto.

Político e memorialista português. 7º Marquês de Fronteira e 5º Marquês de Alorna. Um dos membros da alta nobreza, combatente pelo liberalismo, que, vindo da esquerda, durante o primeiro período de vigência da Carta, se assume, depois de 1834, como opositor dos chamorros. Setembrista moderado, passa para os ordeiros e acaba por ser um dos principais apoiantes do cabralismo. Retira-se da política depois da Regeneração.

·Filho de D. João José Mascarenhas Barreto (6º marquês de Fronteira) e de D. Leonor d’Oyenhausen e Almeida (filha da marquesa de Alorna).

·Casado com D. Maria Constança da Câmara.

·Irmão de D. Carlos Mascarenhas (1803-1861).

·Ajudante de campo de Bernardo Sepúlveda e do Duque da Terceira. 

·Par do reino desde 1826 (um dos treze pares que se mantêm em 1834).

·Implicado nas archotadas  de 1827.

·Mindeleiro, bate-se no cerco do Porto e destaca-se na batalha de Asseiceira.

·De 1834 a 1836 alinha na oposição, ao lado de Loulé e do conde da Taipa.

·Deputado em 1837.

·Senador em 1838.

·Assume, durante o setembrismo a linha dos ordeiros, mas logo em 1838 passa a alinhar com os cartistas.

·Retoma o lugar de par do reino em 1842.

·Cabralista, foi governador civil de Lisboa (1846-1851).

·Afasta-se da política em 1851.

·Mordomo-mor da rainha D. Estefânia.

·Memórias do Marquês de Alorna e Fronteira

Ver ed. de Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986, em 7 vols.

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Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 22-04-2007