Nogueira, Joaquim Fernando

Nasce em 1950. Licenciado em direito por Coimbra em 1974 e assistente da Faculdade de Direito de Coimbra desde então. Militante do PSD onde ascenderá a presidente da comissão política em Fevereiro de 1995, sucedendo a Cavaco Silva, quando diz ser pela portugalidade e pelo personalismo social-democrata
Candidato a Primeiro Ministro e derrotado por António Guterres, abandona a política activa e dedica-se à banca, no BCP de Jardim Gonçalves.
Derrotado por António Guterres e o PS, Fernando Nogueira renuncia à presidência do PSD (16 de Janeiro de 1996).
De 1991-10-31 até 1995-03-16 Ministro da Defesa Nacional do XII Governo Constitucional
De 1991-10-31 até 1995-03-16 Ministro da Presidência do XII Governo Constitucional
De 1990-03-05 até 1991-10-31 Ministro da Defesa Nacional do XI Governo Constitucional
De 1987-08-17 até 1990-03-05 Ministro da Justiça do XI Governo Constitucional
De 1987-08-17 até 1991-10-31 Ministro da Presidência do XI Governo Constitucional
De 1985-11-06 até 1987-08-17Ministro Adjunto do X Governo Constitucional
De 1983-06-18 até 1985-07-12 Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional do IX Governo Constitucional
Tradição e Revolução, vol. II
1995
Fernando Nogueira vence o Congresso do PSD, derrotando José Manuel Durão Barroso por 33 votos. Pedro Santana Lopes fica em terceiro lugar (dias 17 a 19 de Fevereiro). Os dois últimos hão-de ser efectivamente os primeiros e o vencedor há-de sair derrotado. O debate é pobre, sem ideias, mas com muitas tricas de corredores. Nogueira canta a “portugalidade” e o “personalismo social-democrata”, num programático estudantil que quase soa a falsete. Barroso, confuciano, é sinicamente esfíngico, no alto do pedestal de uma imagem de ministro dos estrangeiros de Portugal. Os dois são equilibristas e demonstram que hão-de ser sempre o que a conjuntura neles provocar. A terceira-via de Pedro Santana Lopes não é melhor nas ideias, apesar de magistral no bluff. Entre mil e tal delegados, Nogueira ganha com cerca de três dezenas de votos de diferença. Se Mota Amaral logo reclama os quarenta votos dos delegados açorianos, fica nos ouvidos de todos a tirada do nortenho Luís Filipe Meneses que chama aos não-nogueiristas sulistas, elitistas e liberais, lapso que o faz voltar a casa antes das urnas abrirem. Dizendo em voz alta o que gosta de pensar até repete o maurrasiano em política o que parece, é. Mais uma vez, mil e tal iniciados ditam os partidocratas que em nós todos vão mandar. Desses poucos que falam em nome de todos, nesta democracia assim partidocratizada, onde se misturam certos mais ricos com alguns mais expeditos. A crise de representação passa assim pelo Coliseu, nome de circo, pátio de cantigas, onde todos proclamam, na linha de Cavaco que é preciso mais país, que primeiro está o país e que só depois está o partido. Na prática a teoria tende sempre a ser outra e até o partido vem sempre depois da carreira pessoal.
Projecto
CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia.
© José Adelino
Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em:
27-04-2007 ![]()