Ribeiro, E. R. Hintze  (1849-1907)

 

Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro. Chamam-lhe o casaca de ferro. Considerado delicadísismo, do tipo de não ser capaz de dizer não a ninguém. Deputado e ministro regenerador assumirá, por três vezes, as funções de presidente do conselho. Tem como seu principal rival, na liderança dos progressistas, José Luciano. Destaca-se em 1879 como crítico do governo progressista de Anselmo Braamcamp, acusando-o de irregularidades eleitorais, entrando em polémica com José Luciano. Em 1881 faz parte da ala esquerda dos regeneradores, liderada por Barjona de Freitas, a chamada unha preta. Depois da morte de Fontes, em 22 de Janeiro de 1887, não apoia a candidatura de António Serpa, aliando-se a Barjona de Freitas na candidatura falhada de Martens Ferrão. Não alinha contudo com Barjona quando este institui a Esquerda Dinástica. Em 1893 ainda não era chefe dos regeneradores, mas Serpa não estava em condições de chefiar o governo por ser acusado de relações financeiras menos claras com o Estado enquanto administrador de uma das companhias de caminhos de ferro. Para esse governo consegue mobilizar João Franco, Fuschini e Bernardino Machado, mas ganha a inimizade de Júlio Vilhena. Ganha as eleições de Abril de 1894, chefiando os governamentais que então se assumem como concentração monárquica. Apenas assume a chefia formal do partido regenerador depois da morte de António Serpa em Março de 1900. Entre 1900 e 1904, já os regeneradores estão divididos entre os hintzáceos e os francáceos ou endireitas, os quais vão constituir a dissidência dos regeneradores liberais em 1901.

 

·Deputado em 1879; 1880-1881; 1882-1884.

·Ministro das obras públicas, comércio e indústria de Fontes desde 25 de Março de 1881 a 24 de Outubro de 1883.

·Passa nesta data a ministro da fazenda, substituindo o próprio Fontes, até 20 de Fevereiro de 1886.

·Ministro dos negócios estrangeiros de António Serpa, de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890.

·Presidente do conselho de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Fevereiro de 1897 (acumulou os estrangeiros, até 1895, e a fazenda, desde 20 de Dezembro de 1893).

·Volta então a presidente do conselho, de 26 de Junho de 1900 a 20 de Outubro de 1904 (acumula o  reino).

·Presidente do conselho de 21 de Março a 19 de Maio de 1906 (acumula o reino).

·Faleceu no dia 1 de Agosto de 1907.

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Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 20-04-2007