Sampaio Bruno (1857-1915)

Frequentou a Academia Politécnica do Porto. Republicano. Implicado no 31 de Janeiro de 1891. Segundo Guerra Junqueiro, a extrema virilidade do raciocínio atrofiou-lhe a energia da vontade. O pensamento anulou-lhe a acção (Correspondência Literária e Política com João Chagas, I, p. 57). Bibliotecário no Porto. Depois de 1910, opõe-se ao modelo político e cultural de Afonso Costa. Faleceu no Porto em 11 de Novembro de 1915. Autor de Notas do Exílio. 1891-1893, Porto, Tipografia de A. J. da Silva Teixeira, 1893; O Brasil Mental. Esboço Crítico, Porto, Imprensa Moderna, 1898; A Ideia de Deus, 1902; Os Modernos Publicistas Portugueses, Porto, Chardron, 1906; A Questão Religiosa, 1907; A Ditadura. Subsídios Morais para o seu Juízo Crítico, 1909. Faleceu no Porto em 11 de Novembro de 1915. Ver Joel Serrão, Sampaio Bruno. O Homem e o Pensamento, Lisboa, Inquérito, 1958.
·Análise da Crença Cristã
1874.
·Geração Nova. Ensaios Criticos
1886.
· Notas do Exílio. 1891-1893
Porto, Tipografia de A. J. da Silva Teixeira, 1893.
·O Brasil Mental. Esboço Crítico
Porto, Imprensa Moderna, 1898.
·A Ideia de Deus
1902.
·O Encoberto
1904.
·Os Modernos Publicistas Portugueses
Porto, Chardron, 1906.
·Portugal e a Guerra das Nações
1906.
·A Questão Religiosa
1907.
·A Ditadura. Subsídios Morais para o seu Juízo Crítico
1909.
}Sampaio, José Pereira, Sampaio (Bruno), Sua Vida e Sua Obra, Seara Nova, 1959. }Serrão, Joel, Sampaio Bruno. O Homem e o Pensamento, Lisboa, 1959.
Estudo
de Ricardo Veléz Rodrigues
Nasce a 26 de Novembro de 1857
"(...) o objectivo prosseguido por Bruno, no
Plano de um Livro a Fazer, é o de uma historia dos «iniciados»
ibéricos em um mistério universal qual, e sempre, o da gradual
libertação humana: «libertando-se a si, libertando os seus irmãos de
espécie, ele [o homem] contribuirá já para a libertação universal»[in
A Ideia de Deus].
A tais libertos libertadores chamou o autor de O Encoberto
os «cavaleiros do Amor». Poderia
chamar-lhes também cavaleiros do Bem que, para ele «consiste em
fazer convergir a maior porção de espírito alterado, de substância na
revertência a Deus» [idem]. Esses
cavaleiros foram e são os arautos de uma «religião da razão»,
o que só se tornará claro a quem tenha estudado a Ideia de Deus. Eis
como ele explica o que se deverá entender por essa expressão: «a crença
em Deus cumpre que seja mais que uma vantagem. A ideia de Deus cumpre
que se torne uma verdade. Acessível, pois humanamente e humanamente
inobjectável. Assim, portanto, as almas têm de reacender-se no
raciocínio; e a fé há-de emergir do cálculo. Virá um Buda
experimentalista e dialéctico. Um Cristo virá, cujos prodígios sejam
argumentos» [A Ideia de Deus]
Eis aí a mensagem parcelarmente entrevista pelos «cavaleiros».
Eis aí a mensagem de Sampaio Bruno, historiador
esotérico do esoterismo. (...)"
[Joel Serrão, in prefácio a «Os
Cavaleiros do Amor» de Sampaio Bruno,
Guimarães, 1960]
Projecto
CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia.
© José Adelino
Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em:
22-04-2007 ![]()