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  Eleições de 1836

Eleições de 1836 (17 e 31 de Julho)

Últimas eleições da segunda vigência da Carta, sob o Governo de Terceira, desde 20 de Abril de 1836, com Agostinho José Freire na pasta do reino. Foram eleitos 141 deputados (120 no continente e 12 nas ilhas, todos por círculos plurinominais, e 9 deputados pelo ultramar por círculos uninominais). Deu-se a vitória dos cartistas governamentais (79 deputados contra 30 da oposição), mas as Cortes não chegaram a reunir-se. No Porto, ganha a lista oposicionista de Passos Manuel com António Dias de Oliveira, antigo espião de Silva Carvalho, José Alexandre de Campos, José da Silva Passos, Joaquim Veloso da Cruz, António Fernandes Coelho, João Manuel Teixeira de Carvalho, Roque Joaquim Fernandes Tomás, José Joaquim da Silva Pereira e Caetano Xavier Pereira Brandão. Neste círculo, apenas são eleitos pelo Governo o Barão da Fonte Nova e Jervis de Atouguia, assumindo-se como não alinhados José Ferreira Borges e Manuel de Serpa Machado.

5ª eleição geral do demoliberalismo

2ª eleição da 2ª vigência da carta

143 lugares

Decreto de 4 de Junho manda proceder a eleições

A câmara não chegou a reunir-se

 

31 de Julho de 1836

Eleição da Câmara dos Deputados

Vitória dos cartistas governamentais sob o governo do duque da Terceira

Distribuição parlamentar:

79 deputados governamentais contra 30 da oposição

Havia aquilo que Fronteira chama agentes eleitorais, como José Claro. Fronteira, na disputa de um lugar de eleitor por Benfica, enfrentou Joaquim António de Aguiar, este como candidato da situação, e, conforme diz, perdi dias e noites visitando o meu círculo, preparando-me para a grande batalha[1]

Governo de Terceira desde 20 de Abril de 1836. Na pasta do reino, Agostinho José Freire

Surge O Português Constitucional afecto a Passos Manuel e dirigido por Almeida Garrett (2 de Julho de 1836)


 

[1] Fronteira, parte VI, p. 150.