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  Eleições de 1847

Eleições de 1847 (28 de Novembro e 12 de Dezembro)

As terceiras e últimas eleições do cabralismo, depois da Patuleia e da Convenção do Gramido (24 de Junho de 1846) e de acordo com o decreto de 12 de Agosto de 1847. 142 deputados (119 no continente e 10 nas ilhas, todos por círculos plurinominais; 13 no ultramar, dos 3 por círculos uninominais e 10 por círculos plurinominais). Os homens da patuleia abandonam o acto eleitoral. Estava no poder o Governo de Saldanha, com António de Melo no reino.

 

Legislação eleitoral

Decreto de 12 de Agosto de 1847. Círculos provinciais, com deputados de número variável, de 2 a 30. 142 deputados[1].


 

[1] Ver ANTÓNIO RIBEIRO DOS SANTOS, p. 167.

11ª eleição geral

3ª eleição do cabralismo

3ª eleição da 3ª vigência da Carta

 

Decreto de 12 de Agosto de 1847 manda proceder a eleições

Legislatura de 2 de Janeiro de 1848 a 25 de Maio de 1851

11 de Outubro  e 14 de Novembro de 1847

Eleição da Câmara dos Deputados[1]

 

28 941 de quociente eleitoral

119 deputados no continente; 142 no todo nacional

Homens da patuleia abandonam o acto eleitoral

Cerca de 53 deputados maçons. Entre os oposicionistas, José Bernardo da Silva Cabral; oposição moderada e não sistemática  de António José de Ávila; surge Fontes Pereira de Melo que debutou, fazendo oposição ao Ministério e à situação, com talento, moderação e polidez[2]

·Governo de Saldanha entre 22 de Agosto 1847 e 18 de Junho de 1849. António de Melo no reino.

·Governo de Costa Cabral desde 18 de Junho de 1849.

·Convenção do Gramido em 24 de Junho de 1847.

·Violenta oposição na Câmara dos Pares de Lavradio, Taipa, Sá da Bandeira, Palmela, Rodrigo da Fonseca.


 

[1] Ver Lavradio III, pp. 272-273; António Ribeiro dos Santos, p. 169; Oliveira Martins, II, p. 215; Fronteira, IV, pp. 264-266; Colen, I, pp. 8-10; Pinheiro Chagas, 11º, pp. 239-242.

[2] Fronteira, VII, p. 290.