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Vitória dos governamentais regeneradores (97 deputados para um total de 149, 71%). Os progressistas, com 22 (16%). Os constituintes, 14 (10%). Os avilistas, 3 (2%). Foi eleito pelo Porto o primeiro deputado republicano, José Rodrigues de Freitas, com o apoio dos progressistas. Guerra Junqueiro eleito deputado progressista por Macedo de Cavaleiros. Regeneradores chegam a patrocinar em Lisboa a candidatura do republicano José Elias Garcia, não eleito. Em Lisboa, 11 regeneradores, 4 progressistas e 1 avilista. No Porto, 8 regeneradores, 2 progressistas, 1 constituinte e 1 republicano. Estava no poder o governo de Fontes. Na altura, J. P. de Oliveira Martins emite uma violenta diatribe contra o modelo As Eleições.
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Lei eleitoral de 8 de Maio de 1878 Proposta pelo governo de Ávila em 5 de Janeiro. Aumento dos círculos: Aumento dos círculos que passam de 92 para 127 no Continente. 149 deputados no total nacional. 127 no continente. 10 nas ilhas. Sufrágio: Quase sufrágio universal para os cidadãos masculinos e maiores. Alargamento do colégio eleitoral para cerca de 18% da população contra os anteriores 8,69% (de 480 000 recenseados para 820 00), segundo o Professor Ribeiro dos Santos. Censo:No diploma presume-se que têm o rendimento mínimo de 100$000 réis os cidadãos masculinos maiores que soubessem ler e escrever ou que fossem chefes de família. Considerada a lei eleitoral mais liberal da monarquia constitucional. |
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27ª eleição geral 18ª eleição da 3ª vigência da Carta 15ª eleição da Regeneração |
149 deputados (127 no Continente e 10 nas Ilhas) |
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Decreto de 29 de Agosto manda proceder a eleições |
Legislatura de 2 de Janeiro de 1879 a 28 de Agosto de 1879 |
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13 de Outubro de 1878 Eleição da Câmara dos Deputados[4] |
Vitória dos governamentais regeneradores |
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Eleitores 824 726 eleitores no Continente e Ilhas |
Votantes 523 929 votantes (63,5%) no Continente e Ilhas |
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Oposição de progressistas, constituintes, avilistas e republicanos. |
Eleito no Porto o primeiro deputado republicano, com o apoio dos progressistas |
Regeneradores97 deputados no continente (89) e ilhas (8) |
Progressistas22 deputados no continente (21) e ilhas (1) Guerra Junqueiro eleito deputado progressista por Macedo de Cavaleiros. |
Constituintes14 deputados; 13 no continente e 1 pelas ilhas |
Avilistas3 deputados, todos pelo continente (Vila Real, Lisboa e Beja) |
LisboaEm Lisboa, 11 regeneradores, 4 progressistas e 1 avilista |
PortoNo Porto, 8 regeneradores, 2 progressistas, 1 constituinte e 1 republicano |
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Republicanos ·1 deputado pelo Porto (J.J. Rodrigues de Freitas), como 2024 votos. ·Dividem-se em Lisboa. O centro eleitoral republicano democrático é apoiado pelos progressistas, enquanto os regeneradores sustentam a de Elias Garcia, aliás, não sucedida, apenas por falta de 18 votos, obtendo 15% (1590 votos). Acabou por vencer o já avilista Barros e Cunha, que, quando ministro, tão fustigado havia sido pelos regeneradores. ·Elias Garcia, que havia sido presidente da Câmara Municipal de Lisboa em 1873, era apoiado por Fontes. Como este dizia, o Elias Garcia, se não existisse era preciso inventá-lo. ·Entre os republicanos, candidatos por Lisboa, destaque para Manuel de Arriaga, que teve a apoiá-lo Ramalho Ortigão. Teófilo Braga candidatou-se com um programa radical-federalista. |
Em 3 de Fevereiro de 1879, novo directório republicano, com Oliveira Marreca, Latino Coelho, Sousa Brandão, Bernardino Pinheiro e Eduardo Maia |

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·Governo regenerador de Fontes de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879. Rodrigues Sampaio no reino. |
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Criada em Lisboa uma Associação Protectora dos Operários, de inspiração católica |
[1] Rodrigues de Freitas, então com trinta e oito anos, era professor na Politécnica do Porto desde 1864.
[2] José Elias Garcia tinha então 47 anos. Era professor na Escola do Exército desde 1857. Em 1863 encabeçara a dissidência Federação Maçónica Portuguesa que se destacara da Confederação Maçónica Portuguesa e que durará até 1869. Será presidente da Câmara Municipal de Lisboa em 1878.
[3] ANTÓNIO RIBEIRO DOS SANTOS, op. cit., p. 198.
[4] Ver Pedro Tavares de Almeida, p. 236