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  Eleições de 1878 (13 de Novembro)

Vitória dos governamentais regeneradores (97 deputados para um total de 149, 71%). Os progressistas, com 22 (16%). Os constituintes, 14 (10%). Os avilistas, 3 (2%). Foi eleito pelo Porto o primeiro deputado republicano, José Rodrigues de Freitas, com o apoio dos progressistas. Guerra Junqueiro eleito deputado progressista por Macedo de Cavaleiros. Regeneradores chegam a patrocinar em Lisboa a candidatura do republicano José Elias Garcia, não eleito. Em Lisboa, 11 regeneradores, 4 progressistas e 1 avilista. No Porto, 8 regeneradores, 2 progressistas, 1 constituinte e 1 republicano. Estava no poder o governo de Fontes. Na altura, J. P. de Oliveira Martins emite uma violenta diatribe contra o modelo As Eleições.

 

Lei eleitoral de 8 de Maio de 1878

Proposta pelo governo de Ávila em 5 de Janeiro.

Aumento dos círculos:

Aumento dos círculos que passam de 92 para 127 no Continente. 149 deputados no total nacional. 127 no continente. 10 nas ilhas.

Sufrágio:

Quase sufrágio universal para os cidadãos masculinos e maiores. Alargamento do colégio eleitoral para cerca de 18% da população contra os anteriores 8,69% (de 480 000 recenseados para 820 00), segundo o Professor Ribeiro dos Santos.

 

Censo:

No diploma presume-se que têm o rendimento mínimo de 100$000 réis os cidadãos masculinos maiores que soubessem ler e escrever ou que fossem chefes de família. Considerada a lei eleitoral mais liberal da monarquia constitucional.

 

27ª eleição geral

18ª eleição da 3ª vigência da Carta

15ª eleição da Regeneração

149 deputados (127 no Continente e 10 nas Ilhas)

Decreto de 29 de Agosto manda proceder a eleições

Legislatura de 2 de Janeiro de 1879 a 28 de Agosto de 1879

13 de Outubro de 1878

Eleição da Câmara dos Deputados[4]

Vitória dos governamentais regeneradores

Eleitores

824 726 eleitores no Continente e Ilhas

Votantes

523 929 votantes (63,5%) no Continente e Ilhas

Oposição de progressistas, constituintes, avilistas e republicanos.

Eleito no Porto o primeiro deputado republicano, com o apoio dos progressistas

Regeneradores

97 deputados no continente (89) e ilhas (8)

Progressistas

22 deputados no continente (21) e ilhas (1)

Guerra Junqueiro eleito deputado progressista por Macedo de Cavaleiros.

Constituintes

14 deputados; 13 no continente e 1 pelas ilhas

Avilistas

3 deputados, todos pelo continente (Vila Real, Lisboa e Beja)

Lisboa

Em Lisboa, 11 regeneradores, 4 progressistas e 1 avilista

Porto

No Porto, 8 regeneradores, 2 progressistas, 1 constituinte e 1 republicano

Republicanos

·1 deputado pelo Porto (J.J. Rodrigues de Freitas), como 2024 votos.

·Dividem-se em Lisboa. O centro eleitoral republicano democrático é apoiado pelos progressistas, enquanto os regeneradores sustentam a de Elias Garcia, aliás, não sucedida, apenas por falta de 18 votos, obtendo 15% (1590 votos). Acabou por vencer o já avilista Barros e Cunha, que, quando ministro, tão fustigado havia sido pelos regeneradores.

·Elias Garcia, que havia sido presidente da Câmara Municipal de Lisboa em 1873, era apoiado por Fontes. Como este dizia, o Elias Garcia, se não existisse era preciso inventá-lo.

·Entre os republicanos, candidatos por Lisboa, destaque para Manuel de Arriaga, que teve a apoiá-lo Ramalho Ortigão. Teófilo Braga candidatou-se com um programa radical-federalista.

Em 3 de Fevereiro de 1879, novo directório republicano, com Oliveira Marreca, Latino Coelho, Sousa Brandão, Bernardino Pinheiro e Eduardo Maia

·Governo regenerador de Fontes de Janeiro de 1878 a  1 de Junho de 1879. Rodrigues Sampaio no reino.

Criada em Lisboa uma Associação Protectora dos Operários, de inspiração católica


 

[1] Rodrigues de Freitas, então com trinta e oito anos, era professor na Politécnica do Porto desde 1864.

[2] José Elias Garcia tinha então 47 anos. Era professor na Escola do Exército desde 1857. Em 1863 encabeçara a dissidência Federação Maçónica Portuguesa que se destacara da Confederação Maçónica Portuguesa e que durará até 1869. Será presidente da Câmara Municipal de Lisboa em 1878.

[3] ANTÓNIO RIBEIRO DOS SANTOS, op. cit., p. 198.

[4] Ver Pedro Tavares de Almeida, p. 236