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  Eleições de 1879 (19 de Outubro)

Eleições realizadas durante o governo de Anselmo Braamcamp, o primeiro gabinete progressista propriamente dito. Os novos governamentais progressistas vão conseguir 105 deputados (77%). Apresentam-se com o apoio dos avilistas que conseguem 4 deputados (3%). Na oposição, os regeneradores atingem os 21 deputados (15%). Apresentam-se como aliados dos constituintes, com 6 deputados (4%). Estes haviam tentado um prévio acordo eleitoral com os progressistas. os republicanos reelegem José Rodrigues de Freitas pelo Porto. Há também um deputado legitimista, Serra e Prado. Em Lisboa, 11 progressistas, 3 avilistas e 2 regeneradores. No Porto, 9 progressistas, 2 regeneradores e 1 republicano. O governo promove duas fornadas de pares em 1880 (26 em Janeiro e 16 em Dezembro). Em 5 de Setembro de 1880, há eleições para cinco vagas de deputados, com abstenção dos regeneradores.

28ª eleição geral

19ª eleição da 3ª vigência da Carta

16ª eleição da Regeneração

149 deputados. 127 no continente e 10 nas ilhas.

Dissolução em 28 de Agosto de 1879 (as Cortes não estavam reunidas)

Decreto de 11 de Setembro de 1879 manda proceder a eleições

Legislatura de 2 de Janeiro de 1880 a 4 de Junho de 1881.

19 de Outubro de 1879

Eleição da Câmara dos Deputados

Dissolução em 26 de Agosto de 1879[1]

Vitória dos governamentais progressistas sob o governo de Anselmo Braamcamp. Apoio dos avilistas. Oposição de regeneradores e constituintes.

Eleitores

831 764 eleitores no Continente e Ilhas

Votantes

539 915 votantes (64,9%) no Continente e Ilhas

Progressistas

105 deputados. No continente 98 e nas ilhas 7. Cerca de 75%.

Entre os deputados eleitos, António Cândido, Emídio Navarro e Veiga Beirão.

Regeneradores

21 deputados. No continente, 18; nas ilhas, 3.

Avilistas

4 deputados, só no continente

Constituintes

6 deputados, só no continente.

Os constituintes, por não terem conseguido prévio acordo eleitiral com os progressistas, entram em frontal oposição ao governo de Braamcamp, aproximando-se dos regeneradores.

Republicanos

Reeleito o deputado Rodrigues de Freitas

Legitimistas

1 deputado, Serra e Prado

Lisboa

Em Lisboa, 11 progressistas, 3 avilistas e 2 regeneradores

Porto

No Porto, 9 progressistas, 2 regeneradores e 1 republicano

·Governo progressista desde 1 de Junho de 1879, sob a presidência de Anselmo Braamcamp, com José Luciano no reino.

Fornada de 26 pares (Janeiro de 1880). Em 5 de Setembro de 1880, eleições suplementares para cinco vagas de deputados, com abstenção dos regeneradores. Em Dezembro de 1880, nova fornada de pares.

António Cândido defende na CD uma vida nova em 1885.

Em 1880, ano do centenário de Camões, funda-se O Século e a imprensa faz ataque feroz ao Tratado de Lourenço Marques, destacando-se os publicistas republicanos. Em Janeiro de 1881, a oposição de regeneradores, avilistas e constituintes, decide discutir o discurso da Coroa. O governo passa na Câmara dos Pares apenas por três votos. Comício da oposição monárquica em 30 de Janeiro de 1881. Nesse ano1881, Oliveira Martins edita o Portugal Contemporâneo. O Tratado de Lourenço Marques é aprovado na Câmara dos Deputados por 74 votos a favor e 19 contra, no mês de Março (8), quando ocorrem novos comícios de oposicionistas monárquicos e republicanos. Em 13 de Março houve uma carga da Guarda Municipal contra comício republicano que decorria na Rua de S. Bento.

 


 

[1] Pedro Tavares de Almeida, p. 237