Remodelação – Em 14 de Agosto: saem do governo Santos Costa e Marcello Caetano. O primeiro é substituído na defesa por Júlio Botelho Moniz. O segundo, por Pedro Teotónio Pereira (que só toma posse a 9 de Setembro). Almeida Fernandes no exército; Mendonça Dias na marinha; Vasco Lopes Alvesö sucede a Raúl Ventura no ultramar, com este desgastado por uma polémica com Francisco da Cunha Leal, desde Maio, apesar de ter o apoio de Adriano Moreira; Ferreira Dias na economia; Pires Cardoso no interior; Henrique Martins de Carvalho na saúde (até 4 de Dezembro de 1962). Carlos Gomes da Silva Ribeiro nas comunicações; Marcelo Matias nos estrangeiros. Mantêm-se Pinto Barbosa, nas finanças, bem como Antunes Varela, na justiça, Veiga de Macedo, nas corporações, e Arantes e Oliveira, nas obras públicas. Baltazar Rebelo de Sousa é o único marcelista a ficar no governo, mas com a morte na alma, segundo palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, para quem Salazar não tem sucessor, o regime é dele e para ele, não sai porque sabe que não pode sair, só que não pode sair, se sair o seu regime desmorona-se, porque é seu e só seu, e sabe disso.