Governo nº 109, o VI Governo Provisório de Pinheiro de Azevedoö, desde 19 de Setembro, 308 dias. Entre os ministros: Vasco Almeida Costa (MFA), na administração interna, Lopes Cardoso (PS), na agricultura, Rui Machete (PPD), nos assuntos sociais, Jorge Campinos (PS), no comércio externo, Magalhães Mota (PPD), no comércio interno, Almeida Santos, na comunicação social, Vítor Crespo (MFA), na cooperação, Vítor Alves (MFA), na educação, Salgado Zenha (PS), nas finanças, Eduardo Pereira (PS), na habitação e urbanismo, Walter Rosa (PS), na indústria, Pinheiro Farinha (ind.), na justiça, Melo Antunes (MFA), nos negócios estrangeiros, Veiga de Oliveira (PCP), nas obras públicas, Tomás Rosa (MFA), no trabalho, e José Augusto Fernandes (ind.), nos transportes e comunicações.

O novo gabinete, face à ausência de parlamento e de controlo constitucional, quase reveste uma feição de pequeno parlamento, nomeadamente quanto à produção legislativa, com activa disputa entre o comando político dos três principais partidos que o integram. No gabinete coordenador do PPD, junto do ministro Magalhães Mota, surgem os jovens adjuntos Guilherme de Oliveira Martins, António Rebelo de Sousa e o próprio autor destas linhas. No do PS, junto do ministro Salgado Zenha, destaca-se a capacidade organizativa do chefe de gabinete, António Guterres. No do PCP, junto do ministro Veiga de Oliveira, salienta-se o papel de Luís Sá.

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  Arquivo histórico do Portugal do Governo

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 31-03-2009