Governo nº 118 de Mário Soares. IX Governo Constitucional dito do Bloco Central, (9 de Junho) com o líder do PSD, Mota Pinto, como vice-presidente, desde 9 de Junho. O novo gabinete é marcado tanto pela política de austeridade, imposta pelo FMI, e que impõe um corte ao subsídio estadual aos bens essenciais, como pelo processo de formal integração na CEE (9 de Junho). Na oposição parlamentar destaca-se o novo presidente do CDS, Francisco Lucas Pires, anterior ministro da cultura e coordenação científica do último governo da AD. A nova política fiscal é alvo de fortes contestações tanto à direita como à esquerda. Surge, entretanto uma revisão da lei de delimitação dos sectores da actividade económica, em 19 de Novembro, permitindo a abertura da área nacionalizada à iniciativa privada.

Outros ministros são: António de Almeida Santos (ministro de Estado), Rui Macheteö (defesa nacional), Eduardo Pereira (administração interna), Jaime Gama (negócios estrangeiros), Mário Raposo (justiça), Ernâni Lopes (finanças e plano), João de Deus Pinheiro (educação), Amândio de Azevedo (trabalho e segurança social), Maldonado Gonelha (saúde), Álvaro Barreto (agricultura), José Veiga Simão (indústria e energia), Joaquim Ferreira do Amaral (comércio e turismo), Coimbra Martins (cultura), Carlos Melancia (equipamento social) e José de Almeida Serra (mar).

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Governo posterior  

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Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 31-03-2009