Governo nº 99 de José Vicente de Freitas (81 dias, desde 18 de Abril de 1928). A pasta das finanças apenas vai ser preenchida no dia 27 de Abril, por António de Oliveira Salazar, na véspera de perfazer 39 anos de idade. O nó górdio das finanças marcava, com efeito, o fim da possibilidade de recuperação democrática da Ditadura.

Vicente de Freitas acumula a pasta do interior. Na justiça, José da Silva Monteiro. A partir de 10 de Novembro de 1928, Mário de Figueiredo. Nas finanças, António de Oliveira Salazar, desde 27 de Abril de 1928. Como subsecretário Guilherme Luiselo Alves Moreira, desde 1 de Maio. Na guerra Júlio Ernesto de Morais Sarmento (n. 1875). Na marinha, Aníbal de Mesquita Guimarães. Nos negócios estrangeiros, mantém-se Bettencourt Rodrigues. A partir de 10 de Novembro de 1928, Mesquita Guimarães. A partir de 19 de Dezembro de 1928, Manuel Carlos Quintão Meireles (n. 1880), futuro candidato da oposição ao salazarismo para presidente da república em 1951, tendo como secretário Manuel Maria Sarmento Rodrigues. No comércio, José Bacelar Bebiano. A partir de 11 de Junho de 1928, José Dias de Araújo Correia. A partir de 10 de Novembro, Bacelar Bebiano. A partir de 19 de Novembro, Eduardo Aguiar Bragança. A partir de 11 de Janeiro de 1929, Vicente de Freitas. Nas colónias, Manuel Ortins Torres de Bettencourt (n. 1892) que não toma posse. Desde 25 de Abril, José Bacelar Bebiano. Na instrução pública, Duarte Pacheco (1899-1943). A partir de 10 de Novembro de 1928, Gustavo Cordeiro Ramos (1888-1974). Na agricultura, o ex-progressista evorense Joaquim Nunes Mexia (1870-1940). Desde 11 de Junho, Joaquim Mendes do Amaral. A partir de 10 de Novembro, Pedro de Castro Pinto Bravo.

Duarte Pacheco vai a Coimbra convidar Salazar para ministro das finanças (19 de Abril). Este aceita a pasta no dia 26. Programa do governo é divulgado na imprensa, acentuando-se a austeridade na política económica e financeira.

Remodelação – Em 11 de Junho, José Dias de Araújo Correia, no comércio, e o antigo governante sidonista, Joaquim Mendes do Amaralö na agricultura.

Remodelação – Em 10 de Novembro de 1928, surgem mais dois ministros próximos de Salazar: o amigo Mário de Figueiredo, na justiça, e Cordeiro Ramos na instrução. Salazar que jogara forte na remodelação, contando com o apoio do general Craveiro Lopes, comandante da 1ª Região Militar, não consegue, no entanto, superar os vicentistas que continuam a preponderar. Na altura, a União Liberal Republicana, através de Bissaia Barreto, chega a sondá-lo para assumir a presidência do ministério.

  Governo anterior

Governo posterior  

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 31-03-2009