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Moderados
Tradicionalistas
Pretendem conciliar o tradicionalismo com o
cartismo, como Francisco Trigoso Aragão Morato e Frei Francisco
São Luís. Misturam os adeptos do consensualismo de
1820 com os joaninos que dão corpo ao chamado Partido da Bemposta.
Os
miguelistas, a partir de 1828, insultam os pedristas como malhados,
invocando para si as categorias de legitimistas e realistas.
Depois de 1834, os pedristas chamam aos adversários de esquerda exaltados,
enquanto estes, gostam de ver-se como patriotas, insultando
os primeiros como chamorros e devoristas. Consolida-se
assim um profundo divórcio entre o país das realidades e
aquele grupo dominante no país intelectual que criou
o nominalismo proveniente do poder supremo.
A profunda tradição libertacionista,
da arraia miúda de 1383-1385, do sebastianismo dos manuelinhos
de Évora e da tradição reinventada das Cortes
de Lamego, que sustenta o Primeiro de Dezembro, acaba por
ser usurpada pelas facções da direita e da esquerda
que se instalam no centro político.
À esquerda, as facções
jacobinas chegam a pedir a Junot um rei da família de Napoleão. À direita,
o congreganismo dito apostólico, sucumbe perante
o encanto madrileno da Santa Aliança.
O nacionalismo populista ficou sem causa e sem
liderança e fomos arrastados para o desespero de guerras civis
armadas e para posteriores pazes, onde os vencedores fizeram orgias
de confiscos e vindictas, enquanto continuam as guerras civis
ideológicas.
Moderados
liberais
Apoiam
Lavradio e Sobral, como Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque,
Mouzinho da Silveira, Filipe Ferreira Araújo e Castro e o
conde de Vila Real.
São
apoiados por Palmela, bem como pelos aristocratas e grandes do reino,
satisfeitos com a Carta.
Exaltados
Representados no governo por Saldanha.
Comandam a máquina do ministério da guerra, com Cândido
José Xavier, Pinto
Pizarro, José Liberato Freire de Carvalho e Abrantes de
Castro.
Mobilizam quase todos os antigos jacobinos,
provenientes do vintismo
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Apostólicos
moderados
A facção moderada dos miguelistas é adepta
do tradicionalismo consensualista e favorável às ligações
com a Inglaterra, onde, à frente de um governo tory,
está o próprio Wellington, sendo representada por Cadaval,
Barbosa de Magalhães, Frei Francisco Alexandre Lobo e pelo
Visconde de Santarém.
A partir deste grupo é possível
o lançamento de pontes com a linha conservadora dos cartistas,
nomeadamente através de Palmela. Até há mais
proximidades entre certas parcelas daquilo que hão-se as barricadas
da guerra civil, do que, dentro das famílias de cada uma delas.
Tendem a aceitar as regras do jogo da Carta.
Desse núcleo hão-de surgir muitos futuros miguelistas,
então desejosos que o Infante regresse ao país, mas
em conciliação com o Imperador D. Pedro.
Apostólicos
rainhistas
Instalados no interior. São manobrados
por D. Carlota Joaquina e por Leite de Barros.
Fortemente apoiados pelos principais membros
do clero. Ferozmente anti-maçónicos
Apostólicos
do exterior
Grupo rebelde que prefere a acção
directa e chega mesmo a invadir Portugal a partir de Espanha, onde
se destacam o marquês de Chaves (Amarante), Magessi e Teles
Jordão.
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