1838

Associação Eleitoral Pública

Passos Manuel e Vieira de Castro estão contra a amnistia e afastam-se da postura conciliadora de Sá da Bandeira.

Associação Cívica/Radicais

Ligados aos arsenalistas promotores das revolta radicais de 1838 Os chamados maltrapilhos da Ribeira. Pedem um governo puro. Alinha na oposição J. Alexandre Campos.. Oposicionistas Na Câmara dos Deputados, o deputado da oposição J. Alexandre de Campos faz um feroz ataque ao governo: a política do actual governo é uma política de invenção, uma política fundada em vãos receios, e fantasmas, uma política inconstitucional, e cuja bandeira é a bandeira do retrocesso (4 de Fevereiro de 1839).

Associação Eleitoral do Centro

Cartistas aliados aos setembristas ordeiros).

Vêm dos apoiantes da amnistia e da Constituição de 1838 Dizem-nos o partido do 4 de Abril de 1838.

Sá da Bandeira tem entendimento com Silva Carvalho que regressa do exílio em Maio. Os cartistas aceitam jurar a Constituição e o situacionismo aceita amnistiar os impliacados na Revolta dos Marechais. Desta conciliação de setembristas com cartistas, vão surgir os ordeiros, numa postura apoiada por António Luís de Seabra, Oliveira Marreca, Rodrigo da Fonseca e Almeida Garrett.

1838

Surge um grupo de deputados ordeiros, moderados ou centristas que pretendem conciliar o cartismo e o setembrismo, destacando-se António Luís de Seabra, Oliveira Marreca, Rodrigo da Fonseca e Almeida Garrett.

António Bernardo da Costa Cabral defende o governo na Câmara dos Deputados (5 de Fevereiro de 1839). Do mesmo modo, Rodrigo da Fonseca apoia formalmente o governo: voto com o lado esquerdo, com o lado direito ou com o centro, conforme a consciência. A mesma atitude de apoio ao governo foi então assumida por Silva Carvalho (18 de Fevereiro de 1839).

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007