Centro moral e constitucional de Ordeiros

A partir das eleições do Verão de 1838, surgiu uma novidade política, quando sectores moderados da nova ordem setembrista se conciliaram com os antigos cartistas, gerando-se uma terceira força, bem apoiada parlamentarmente e com algumas ideias novas, também expressas por Alexandre Herculano.

Deste grupo, então dito centro moral e constitucional, faziam parte, nomeadamente, António Luís de Seabra, Oliveira Marreca e Rodrigo da Fonseca, os quais, na linha deste último, assumiam aquela cor parda sobre a qual podiam assentar todas as outras cores.

Nestes termos, Garrett, em 1840, referia que este centro defendia a monarquia representativa contra os adeptos do absolutismo (os miguelistas) e da democracia (os setembristas radicais), pelo que, um adepto destes últimos, José Liberato, chamava a estes ordeiros, também ditos doutrinários, uns fingidos aderentes à Revolução de Setembro

No Senado, o governo tem o apoio do conde da Taipa, cunhado do marquês de Fronteira.

Setembristas radicais

Ditos adeptos da democracia. José Liberato chama aos centristas ordeiros e doutrinários, meros fingidos aderentes da Revolução de Setembro

Cartistas puros

Querem a Carta sem violência e sem Cabral. Com

Lavradio, José Jorge Loureiro e Luís Mouzinho de Albuquerque.

Miguelistas

Ditos adeptos do absolutismo.

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007