1842

Ataques à maçonaria – Conde da Taipa interpela o governo na Câmara dos Pares sobre o fatal influxo das sociedades secretas. Apela para a aplicação da lei de 1823, exigindo aos funcionários um compromisso de honra sobre não pertencerem a sociedades secretas. No processo alinham também o 2º conde do Lavradio, D. Francisco de Almeida Portugal (este país está cheio de sociedades secretas que, debaixo da direcção do sr. Ministro do reino, tomaram um andamento regular) e o 3º conde de Linhares, D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho (anuncia a apresentação próxima de um projecto de lei contra as sociedades secretas). António Bernardo da Costa Cabral, muito hipocritamente, põe em dúvida a importância das sociedades secretas e recusa-se a confirmar se pertencia a alguma (20 de Julho). Admitido na Câmara dos Deputados projecto de Luís Mouzinho de Albuquerque contra as mesmas (4 de Agosto). 3º Conde de Linhares apresenta, na Câmara dos Pares, um projecto de lei nº 2 de idêntico teor (9 de Agosto).

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007