Miguelistas 1842. D. Miguel, ainda em Roma, nomeia António Ribeiro Saraiva como seu agente e representante, a partir de Londres, até 1851 (2 de Junho). Até então era tratado como infiel e traidor pela camarilha que circulava em torno no monarca destituído, com destque para António Bartolomeu Pires, barão de Queluz, que vai, depois ser o líder dos chamados lisboetados.  No mês seguinte nomeia António de Sousa Pereira Coutinho (1805-1847), 9º morgado de Vilar de Perdizes, como seu agente no interior do país. Este será o primeiro membro de uma Junta Central Promotora da Restauração Constitucional da Monarquia, sedeada em Lisboa, onde também surgem D. José de Lencastre (1819-1870) e D. João de Castelo Branco. Outros miguelistas activos são António Bartolomeu Pires, 1º visconde de Queluz (1795-1876), o conde de Barbacena e o conde de Santa Marta, José de Sousa Sampaio Vaia (1790-1847), um antigo vintista.

Tudo está safado e desacreditado – Segundo uma carta do chefe miguelista, António Ribeiro Saraiva, de 10 de Julho, dirigida a José Estêvão: em nossa casa hoje, Cartismo, Setembrismo, Miguelismo, Realismo, Constitucionalismo, Liberalismo, no sentido vulgar, tudo está safado e desacreditado pelas muitas loucuras e despropósitos que, em nome disso se têm feito desde 1820. Que se carece procurar coisa nova e contudo conhecida e definida, para no Reino se fazer obra política de proveito. Essa coisa nova só pode ser utilmente, um verdadeiro e sensato "Portuguezismo", ou a minha "Legitimidade nas Coisas", e suas bem entendidas consequências, como base do novo sistema.

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007