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  Legitimistas (1843)


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Miguelistas em 1843 . D. Miguel nomeia Reginald Macdonell como organizador militar da Restauração, intitulando-o General em Chefe e Director Militar no Reino (26 de Maio) e este logo indica João Ferreira Pinto Rangel como seu agente no Minho. Enquanto isto, Vilar de Perdizes negoceia acordo com os setembristas, através de Francisco António de Campos. Há uma tensão entre a linha representada por António Ribeiro Saraiva, defensora do constitucionalismo realista, e a linha dita urneira, representada por Caetano Beirão, mais disposta a assumir-se como miguelista, a fim de utilizar a imagem do rei derrubado para fins eleitorais. Os realistas, ligados ao jornal O Povo, onde escreve José Martiniano Vieira, defende a necessidade de criação de um partido constitucional velho português, independente da pessoa do príncipe, salientando-se que todo o realista era verdadeiramente constitucional. Preferindo a designação de legitimistas estes adeptos dos princípios constitucionais da antiga monarquia até proclamam que o nome miguelista inculca idolatria e em Portugal não há idólatras (José Martiniano Vieira)

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007